{"id":10456,"date":"2023-01-23T14:52:55","date_gmt":"2023-01-23T14:52:55","guid":{"rendered":"https:\/\/spsc.pt\/?page_id=10456"},"modified":"2023-09-27T09:47:18","modified_gmt":"2023-09-27T09:47:18","slug":"biblioteca-de-boas-praticas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/biblioteca-de-boas-praticas\/","title":{"rendered":"Biblioteca de Boas Pr\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]O exerc\u00edcio da sexologia cl\u00ednica resulta de um ato de responsabilidade e dever\u00e1, portanto, ser balizado na evid\u00eancia cient\u00edfica. A consulta peri\u00f3dica de diretrizes cl\u00ednicas e de padr\u00f5es de boas pr\u00e1ticas fundamentadas na literatura \u00e9 um exerc\u00edcio que visa garantir a qualidade e efic\u00e1cia das pr\u00e1ticas em sexologia, salvaguardando os direitos fundamentais de quem procura ajuda.<\/p>\n<p>Neste sentido, a SPSC procura triar, no panorama nacional e internacional, exemplos de diretrizes e boas pr\u00e1ticas, por forma a organizar uma plataforma em acesso aberto para todos aqueles que procuram apoio no exerc\u00edcio da sexologia cl\u00ednica.<\/p>\n<p>Este apoio n\u00e3o substitui os diferentes contextos de forma\u00e7\u00e3o em sexologia cl\u00ednica.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"porto-toggles wpb_content_element \">[vc_toggle title=&#8221;Tratamento das perturba\u00e7\u00f5es do espetro da ejacula\u00e7\u00e3o&#8221; custom_font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left&#8221; use_custom_heading=&#8221;true&#8221;]A ejacula\u00e7\u00e3o resulta de um processo complexo mediado por fatores neurofisiol\u00f3gicos e hormonais e, por vezes, condicionado por fatores psicol\u00f3gicos e comportamentais. O conjunto das perturba\u00e7\u00f5es do orgasmo (e.g., ejacula\u00e7\u00e3o prematura, ejacula\u00e7\u00e3o retr\u00f3grada, anorgasmia) resulta frequentemente em menor qualidade de vida, incluindo repercuss\u00f5es na sa\u00fade mental do indiv\u00edduo e no bem-estar entre parceiros. A classifica\u00e7\u00e3o destas entidades \u00e9 ainda controversa, mas existe consenso sobre os principais fatores de risco, manuten\u00e7\u00e3o, bem como acerca dos algoritmos a seguir para um tratamento de maior qualidade.<\/p>\n<p>Neste contexto, a Associa\u00e7\u00e3o Europeia de Urologia, organizou e reviu a evid\u00eancia, seja m\u00e9dica, seja psicol\u00f3gica, no que respeita aos principais fatores etiol\u00f3gicos e de manuten\u00e7\u00e3o das perturba\u00e7\u00f5es da ejacula\u00e7\u00e3o, providenciando diretrizes e orienta\u00e7\u00f5es para tomada de decis\u00e3o cl\u00ednica. Os leitores podem encontrar recomenda\u00e7\u00f5es precisas, acompanhadas de uma avalia\u00e7\u00e3o de qualidade, i.e., variando entre recomenda\u00e7\u00f5es solidamente apoiadas por evid\u00eancia emp\u00edrica, at\u00e9 recomenda\u00e7\u00f5es com (ainda) parca evid\u00eancia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/uroweb.org\/guidelines\/sexual-and-reproductive-health\/chapter\/disorders-of-ejaculation.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/uroweb.org\/guidelines\/sexual-and-reproductive-health\/chapter\/disorders-of-ejaculation.<\/a>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Orienta\u00e7\u00f5es para o diagn\u00f3stico e tratamento da perturba\u00e7\u00e3o da excita\u00e7\u00e3o genital persistente&#8221; custom_font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left&#8221; use_custom_heading=&#8221;true&#8221;]A perturba\u00e7\u00e3o da excita\u00e7\u00e3o genital persistente \u00e9 pouco abordada no \u00e2mbito das forma\u00e7\u00f5es em sexologia cl\u00ednica ou mesmo no contexto da literatura cient\u00edfica. Esta entidade caracteriza-se pela sensa\u00e7\u00e3o persistente e por vezes ininterrupta de sensa\u00e7\u00f5es genitais vistas como intrusivas e causando distress significativo. Apesar da investiga\u00e7\u00e3o na \u00e1rea ter sido feita de forma pausada, existe j\u00e1 um corpo emp\u00edrico capaz de orientar acerca dos fatores etiol\u00f3gicos e de manuten\u00e7\u00e3o da mesma, incluindo mecanismos de ordem neurofisiol\u00f3gica e psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Paralelamente, a nomenclatura cl\u00ednica tem evolu\u00eddo no sentido de melhor captar a constela\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica apresentada pelos indiv\u00edduos. A atual proposta de disestesia genito-p\u00e9lvica apresenta-se mais inclusiva, espelhando uma vis\u00e3o biopsicossocial acerca de uma condi\u00e7\u00e3o que afeta homens e mulheres, atingindo faixas et\u00e1rias bastante jovens.<\/p>\n<p>Neste contexto, foi desenvolvido um conjunto de orienta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, seja para diagn\u00f3stico, seja para interven\u00e7\u00e3o, e que s\u00e3o atualmente balizadas em algumas propostas de modelos conceptuais e, sobretudo, que privilegiam a interse\u00e7\u00e3o de diferentes especialidades cl\u00ednicas. Estas orienta\u00e7\u00f5es foram reunidas no \u00e2mbito de uma <em>task force<\/em> tutelada pela Sociedade Internacional para o Estudo da Sa\u00fade Sexual das Mulheres. Para uma leitura compreensiva e verifica\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de evid\u00eancia das diretrizes poder\u00e1 consultar<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1743609521001752?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1743609521001752?via%3Dihub<\/a>.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Recomenda\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas na abordagem psicossocial \u00e0 disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9ctil&#8221; custom_font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left&#8221; use_custom_heading=&#8221;true&#8221;]A disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til apresenta uma preval\u00eancia expressiva, sendo frequentemente abordada do ponto de vista m\u00e9dico. Contudo, diversos modelos de conceptualiza\u00e7\u00e3o cl\u00ednica apontam para a interse\u00e7\u00e3o de aspetos org\u00e2nicos e psicossociais na sua etiologia e\/ou manuten\u00e7\u00e3o, enfatizando, ainda, o papel das dimens\u00f5es psicossociais na ades\u00e3o ao tratamento m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Ainda que a investiga\u00e7\u00e3o sobre a efic\u00e1cia da abordagem psicossocial, i.e., aquela que considera a inclus\u00e3o de fatores psicol\u00f3gicos, socioculturais ou relacionais, seja menor que a investiga\u00e7\u00e3o acerca dos fatores m\u00e9dicos, existe um corpo te\u00f3rico e emp\u00edrico que permite suportar linhas de a\u00e7\u00e3o (avalia\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o) no tratamento da disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til \u00e0 luz desta vis\u00e3o hol\u00edstica.<\/p>\n<p>Neste contexto, a Sociedade Europeia de Medicina Sexual emitiu, em 2021, um relat\u00f3rio com os consensos europeus acerca desta tem\u00e1tica, e que configuram uma tentativa de organizar o conhecimento relevante at\u00e9 \u00e0 data, devolvendo o mesmo a partir de orienta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas suportadas em n\u00edveis de evid\u00eancia. O documento pode ser consultado aqui :<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2050116121001148?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2050116121001148?via%3Dihub<\/a>.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Interven\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o ou discrep\u00e2ncia do desejo sexual&#8221; custom_font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left&#8221; use_custom_heading=&#8221;true&#8221;]O desejo sexual \u00e9 considerado uma fase da resposta sexual. \u00c9 uma experi\u00eancia subjetiva que pode motivar, ou n\u00e3o, a atividade sexual e comporta aspetos biopsicossociais. A diminui\u00e7\u00e3o de desejo e\/ou a discrep\u00e2ncia ao n\u00edvel do desejo e frequ\u00eancia sexual entre elementos de um casal \u00e9 uma fonte de sofrimento e de conflito nas rela\u00e7\u00f5es rom\u00e2nticas e sexuais.<\/p>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o do desejo \u00e9 fruto da interdepend\u00eancia de v\u00e1rios fatores e pode estar associada a marcadores biol\u00f3gicos, a comorbidades cl\u00ednicas como a depress\u00e3o e a ansiedade, ao stresse quotidiano, aos pap\u00e9is e desigualdades de g\u00e9nero, ao conflito di\u00e1dico, \u00e0 falta de novidade na rela\u00e7\u00e3o, entre outros.<\/p>\n<p>Para uma revis\u00e3o dos tratamentos e interven\u00e7\u00f5es atuais relacionadas com desejo sexual baixo ou discrepante podem ser consultados os links abaixo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s11930-018-0171-4\">https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s11930-018-0171-4<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/smoa\/article\/8\/2\/121\/6956574?login=false\">https:\/\/academic.oup.com\/smoa\/article\/8\/2\/121\/6956574?login=false<\/a>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Promo\u00e7\u00e3o do prazer e da satisfa\u00e7\u00e3o sexual&#8221; custom_font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left&#8221; use_custom_heading=&#8221;true&#8221;]O prazer sexual implica aspetos f\u00edsicos, cognitivos, emocionais e sociais e \u00e9 uma componente essencial da sa\u00fade sexual. As pessoas podem obter prazer de forma solit\u00e1ria, como na masturba\u00e7\u00e3o ou nos pensamentos sexuais, ou partilhada, quando as experi\u00eancias incluem outra pessoa. A satisfa\u00e7\u00e3o sexual resulta da avalia\u00e7\u00e3o subjetiva dos aspetos positivos e negativos das rela\u00e7\u00f5es sexuais e pode estar relacionada com os aspetos anteriores e outros, da resposta sexual.<\/p>\n<p>Muitas vezes a gest\u00e3o da disfun\u00e7\u00e3o sexual pode passar pela promo\u00e7\u00e3o em consulta do prazer e da satisfa\u00e7\u00e3o sexual atrav\u00e9s da psicoeduca\u00e7\u00e3o e enquadramento positivo da sexualidade, treino de assertividade e de outras compet\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o, aprendizagem de t\u00e9cnicas sexuais espec\u00edficas, e da amplia\u00e7\u00e3o geral do repert\u00f3rio sexual.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o sobre prazer sexual da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade Sexual encontra-se abaixo, bem como sugest\u00f5es de exerc\u00edcios com vista \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do prazer em contexto de grupo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/worldsexualhealth.net\/resources\/declaration-on-sexual-pleasure\/\">https:\/\/worldsexualhealth.net\/resources\/declaration-on-sexual-pleasure\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/thepleasureproject.org\/exercises\/\">https:\/\/thepleasureproject.org\/exercises\/<\/a>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Comportamento Sexual Compulsivo&#8221; custom_font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left&#8221; use_custom_heading=&#8221;true&#8221;]De acordo com a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as (CID-11), da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, a perturba\u00e7\u00e3o do comportamento sexual compulsivo (PCSC), inserida nos transtornos de controlo de impulsos, \u00e9 caraterizada por uma incapacidade persistente em controlar os impulsos sexuais intensos e repetitivos, resultando em comportamentos sexuais recorrentes, com uma dura\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 6 meses. Estas atividades sexuais frequentes podem levar \u00e0 neglig\u00eancia de outros aspetos da vida, podendo ocorrer numerosos esfor\u00e7os fracassados para reduzir estes sintomas. Este padr\u00e3o deve provocar ang\u00fastia acentuada ou uma deteriora\u00e7\u00e3o significativa na esfera pessoal, familiar, social, educacional, ocupacional, ou outras esferas importantes do bom funcionamento individual. Sublinha-se que, caso o sofrimento seja inteiramente relacionado com julgamentos morais ou desaprova\u00e7\u00e3o, ele n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para que o indiv\u00edduo seja diagnosticado com a perturba\u00e7\u00e3o. A sintomatologia n\u00e3o deve ser causada por outra condi\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, pelo efeito de um f\u00e1rmaco ou pelo consumo de subst\u00e2ncias psicoativas(Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, 2018). Estes comportamentos podem incluir masturba\u00e7\u00e3o, m\u00faltiplos parceiros\/as sexuais, uso persistente de pornografia, pr\u00e1tica de sexo inseguro, cibersexo e encontros com profissionais do sexo de forma compulsiva. A defini\u00e7\u00e3o desta perturba\u00e7\u00e3o e da sua natureza n\u00e3o tem sido consensual. S\u00e3o v\u00e1rios os termos utilizados para a descrever, tais como hipersexualidade, desejo sexual excessivo ou adi\u00e7\u00e3o sexual. Alguma literatura tem-se referido a este transtorno como uma perturba\u00e7\u00e3o obsessiva compulsiva, considerando a exist\u00eancia de pensamentos intrusivos que levam a compuls\u00f5es, neste caso comportamentos sexuais repetitivos, com o objetivo de dissipar o malestar gerado pelas obsess\u00f5es. Tem sido tamb\u00e9m amplamente disseminada a ideia de que esta ser\u00e1 uma perturba\u00e7\u00e3o aditiva, caraterizada pela escalada de comportamentos, sintomas de craving e de abstin\u00eancia, bem como disfuncionalidade na gest\u00e3o do tempo e atividades quotidianas, com dificuldade em reduzir ou parar as atividades sexuais. A evid\u00eancia cient\u00edfica recente n\u00e3o sustenta a exist\u00eancia de \u201cadi\u00e7\u00e3o sexual\u201d, diagn\u00f3stico que foi rejeitado pela OMS e pela DSM-5. Muitas das pessoas que procuram apoio psicoterap\u00eautico n\u00e3o cumprem os crit\u00e9rios de diagn\u00f3stico proposto pela CID-11, sendo que o seu sofrimento deve continuar a merecer aten\u00e7\u00e3o. Frequentemente, procuram este apoio devido ao mal-estar psicol\u00f3gico que apresentam, e que poder\u00e1 manifestar-se de diversas formas, como, por exemplo, atrav\u00e9s de sintomatologia depressiva e\/ou ansiosa ou consumo de subst\u00e2ncias. As queixas apresentadas dever\u00e3o ser formuladas como sintomas que refletem problem\u00e1ticas subjacentes, para as quais existem modelos de interven\u00e7\u00e3o psicoterap\u00eautica e psicossexual, devendo evitar-se a patologiza\u00e7\u00e3o destes comportamentos sexuais. Numa primeira fase de avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 importante a realiza\u00e7\u00e3o de um diagn\u00f3stico diferencial, que permita distinguir entre comorbilidades e outros transtornos que tenham o comportamento sexual compulsivo como sintoma, tais como algumas perturba\u00e7\u00f5es neuropsiqui\u00e1tricas. Atualmente, existem modelos psicoterap\u00eauticos integrativos e sex-positive que poder\u00e3o nortear a pr\u00e1tica cl\u00ednica, como \u00e9 o caso do modelo de Braun-Harvey e Vigorito (2016) ou do modelo das tr\u00eas fases de Silva Neves (2021). Os modelos de interven\u00e7\u00e3o baseados no conceito de adi\u00e7\u00e3o sexual s\u00e3o tendencialmente problem\u00e1ticos, uma vez que encorajam o evitamento sistem\u00e1tico de est\u00edmulos sexuais como forma de atenuar os comportamentos sexuais, levando \u00e0 repress\u00e3o de aspetos saud\u00e1veis e fundamentais da sexualidade humana. O conhecimento sobre o Modelo de Controlo Dual (Bancroft &amp; Janssen, 2009) poder\u00e1 ajudar numa fase de psicoeduca\u00e7\u00e3o. Embora de forma muito simplificada, enquadrar as dificuldades apresentadas como resultantes do equil\u00edbrio de mecanismos neurofisiol\u00f3gicos de excita\u00e7\u00e3o e de inibi\u00e7\u00e3o sexual, poder\u00e1 ajudar a uma maior compreens\u00e3o por parte do\/a cliente. A este prop\u00f3sito, far\u00e1 sentido consultar as Escalas de Inibi\u00e7\u00e3o Sexual e Excita\u00e7\u00e3o Sexual, validadas para a popula\u00e7\u00e3o portuguesa (Quinta Gomes et al. 2018). Ainda no que diz respeito \u00e0 interven\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 ser necess\u00e1rio a articula\u00e7\u00e3o entre v\u00e1rias especialidades m\u00e9dicas, e o recurso a diversas abordagens psicoterap\u00eauticas, nomeadamente terapia individual e terapia de casal ou familiar, dado o impacto negativo que esta perturba\u00e7\u00e3o tem nos relacionamentos interpessoais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abaixo deixamos alguns documentos de acesso aberto, que poder\u00e3o ser \u00fateis:<\/p>\n<p>ICD-11 for Mortality and Morbidity Statistics (who.int)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/icd.who.int\/browse11\/l-m\/en#\/http:\/\/id.who.int\/icd\/entity\/1630268048\">ICD-11 for Mortality and Morbidity Statistics (who.int)<\/a><\/p>\n<p>AASECT Position on Sex Addiction | AASECT:: American Association of Sexuality Educators, Counselors and Therapists<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aasect.org\/position-sex-addiction\">AASECT Position on Sex Addiction | AASECT:: American Association of Sexuality Educators, Counselors and Therapists<\/a><\/p>\n<p>B\u0151the, B., Ko\u00f3s, M., Nagy, L., Kraus, S. W., Demetrovics, Z., Potenza, M. N., \u2026Vaillancourt-Morel, M-P. (submitted). Compulsive sexual behavior disorder in 43 countries: Insights from the International Sex Survey and introduction of standardized assessment tools.\u00a0<em>Lancet<\/em><em>\u00a0Psychiatry.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/osf.io\/4yfrz\/?view_only=bd924feb5d8b4829a3058f4e81a726ea\">https:\/\/osf.io\/4yfrz\/?view_only=bd924feb5d8b4829a3058f4e81a726ea<\/a><\/p>\n<p>Hypersexuality and High Sexual Desire: Exploring the Structure of Problematic Sexuality | The Journal of Sexual Medicine | Oxford Academic (oup.com)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/jsm\/article-abstract\/12\/6\/1356\/6980096?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false\">Hypersexuality and High Sexual Desire: Exploring the Structure of Problematic Sexuality | The Journal of Sexual Medicine | Oxford Academic (oup.com)<\/a><\/p>\n<p>Prause et al. (2017). Data do not support sex as addictive. The Lancet. Correspondence, 4 [Available Online]: <a href=\"http:\/\/www.thelancet.com\/psychiatry\">www.thelancet.com\/psychiatry<\/a><\/p>\n<p>Quinta Gomes, A.L., Janssen, E., Santos-Iglesias, P., Pinto-Gouveia, J., Fonseca, L.M., &amp; Nobre, P.J. (2018) Validation of the Sexual Inhibition and Sexual Excitation Scales (SIS\/SES) in Portugal: Assessing Gender Differences and Predictors of Sexual Functioning, Archives of Sexual Behaviour, 47, 1721-1732. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s10508-017-1137-8\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s10508-017-1137-8<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bibliografia utilizada de acesso restrito <\/strong><\/p>\n<p>Bancroft, J., Graham, C. A., Janssen, E., &amp; Sanders, S. A. (2009). The dual control model: Current status and future directions. Journal of sex research, 46(2-3), 121-142. Braun-Harvey, D. and<\/p>\n<p>Vigorito, A.M. (2016). Treating out of control sexual behavior: rethinking sex addiction. New York: Springer Publishing Company.<\/p>\n<p>Neves, S. (2021). Compulsive Sexual Behaviours: A Psycho-Sexual Treatment Guide for Clinicians. New York, NY, Abingdon, Oxon: Routledge, Taylor &amp; Francis[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Recomenda\u00e7\u00f5es Cl\u00ednicas na Abordagem Psicossocial Afirmativa e de Inclus\u00e3o em Idosos LGBT+&#8221; custom_font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left&#8221; use_custom_heading=&#8221;true&#8221;]A popula\u00e7\u00e3o idosa que se identifica como l\u00e9sbica, gay, bissexual, trans (LGBT+) ou outra minoria sexual apresenta desafios excecionais no contexto de sa\u00fade, incluindo elevada incid\u00eancia de problem\u00e1ticas de sa\u00fade mental. Estes desafios associam-se, em grande parte, \u00e0 cumulativa estigmatiza\u00e7\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o ao longo do ciclo de vida. Diversos modelos cl\u00ednicos e psicossociais indicam a import\u00e2ncia dos processos de afirma\u00e7\u00e3o identit\u00e1rios e de inclus\u00e3o no sentido de combater o duplo estigma (estigma sexual e idadismo), a invisibilidade, e os diversos problemas de sa\u00fade mental vivenciados por estes idosos.<\/p>\n<p>Neste sentido, o Centro Americano de Recursos sobre Envelhecimento LGBT publicou, em 2020, um relat\u00f3rio que pretende incluir um conjunto de diretrizes aplicadas com vista a promover a pr\u00e1tica cl\u00ednica e psicossocial inclusiva e de afirma\u00e7\u00e3o da identidade sexual em idosos LGBT+. O relat\u00f3rio resulta do conhecimento baseado na evid\u00eancia a partir de 18 organiza\u00e7\u00f5es com experi\u00eancia s\u00f3lida no trabalho cl\u00ednico a psicossocial com idosos LGBT+. Este documento pode ser consultado aqui:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lgbtagingcenter.org\/resources\/pdfs\/Sage_GuidebookFINAL1.pdf\">https:\/\/www.lgbtagingcenter.org\/resources\/pdfs\/Sage_GuidebookFINAL1.pdf<\/a>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Diretrizes da Federa\u00e7\u00e3o Mundial de Sociedades de Psiquiatria Biol\u00f3gica sobre a avalia\u00e7\u00e3o e tratamento farmacol\u00f3gico do transtorno de comportamento sexual compulsivo&#8221; custom_font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left&#8221; use_custom_heading=&#8221;true&#8221;]https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/19585969.2022.2134739[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Tratamentos e interven\u00e7\u00f5es para transtorno de comportamento sexual compulsivo com foco no uso problem\u00e1tico de pornografia: uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica pr\u00e9-registrada&#8221; custom_font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left&#8221; use_custom_heading=&#8221;true&#8221;]https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC9872540\/[\/vc_toggle]<\/div>[\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]O exerc\u00edcio da sexologia cl\u00ednica resulta de um ato de responsabilidade e dever\u00e1, portanto, ser balizado na evid\u00eancia cient\u00edfica. A consulta peri\u00f3dica de diretrizes cl\u00ednicas e de padr\u00f5es de boas pr\u00e1ticas fundamentadas na literatura \u00e9 um exerc\u00edcio que visa garantir a qualidade e efic\u00e1cia das pr\u00e1ticas em sexologia, salvaguardando os direitos fundamentais de quem procura [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-10456","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10456"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10517,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10456\/revisions\/10517"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}