{"id":6161,"date":"2016-11-03T15:06:40","date_gmt":"2016-11-03T15:06:40","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=6161"},"modified":"2019-03-21T13:57:01","modified_gmt":"2019-03-21T13:57:01","slug":"a-sexualidade-nao-e-uma-coisa-em-si-e-qualquer-coisa-em-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2016\/11\/03\/a-sexualidade-nao-e-uma-coisa-em-si-e-qualquer-coisa-em-nos\/","title":{"rendered":"\u201cA sexualidade n\u00e3o \u00e9 uma coisa em si, \u00e9 qualquer coisa em n\u00f3s\u201c"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][us_single_image image=&#8221;6199&#8243;][vc_column_text]<strong>\u00c0 conversa com&#8230;<\/strong><br \/>\nM. Joana Almeida<\/p>\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n4 de Novembro 2016<\/p>\n<p><strong>Entrevista<\/strong><br \/>\nIsabel Freire[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]<strong>M. Joana Almeida \u00e9<\/strong> <strong>psic\u00f3loga cl\u00ednica. No <a href=\"http:\/\/joanaalmeidapsicologa.pai.pt\/\">consult\u00f3rio privado<\/a>, e no <a href=\"http:\/\/diferencas.net\/\"><em>Diferen\u00e7as<\/em><\/a> \u2013 um espa\u00e7o que conta com <\/strong><strong>peritos de diferentes \u00e1reas para acompanhar crian\u00e7as, jovens e adultos com perturba\u00e7\u00f5es do desenvolvimento e\/ou dificuldades de aprendizagem \u2013 faz terapia e aconselhamento sexual. \u00c0 conversa com esta especialista, pensamos as funcionalidades e disfuncionalidades da sexualidade, uma vertente da nossa exist\u00eancia que se equilibra\/desequilibra numa rela\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia entre a mente, o corpo e a cultura. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Sociedade Portuguesa de Sexologia Cl\u00ednica &#8211; Uma sexualidade saud\u00e1vel tem problemas ocasionais, percal\u00e7os, insatisfa\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Joana Almeida &#8211;<\/strong> A sexualidade cresce connosco e nenhum equil\u00edbrio nasce sem desequil\u00edbrios. A sexualidade n\u00e3o \u00e9 uma coisa em si, \u00e9 qualquer coisa em n\u00f3s: acontece no nosso corpo, na nossa mente, na nossa casa, nas ruas, na comunidade, na cultura e at\u00e9 no tempo. Pontualmente, progressivamente, decididamente, todos passamos ou podemos vir a passar por fases em que nos sentimos mais (in)satisfeitos. Acredito na capacidade humana da criatividade para dar saltos em frente, para encontrarmos e criarmos novas fases, solu\u00e7\u00f5es ou mudan\u00e7as, mas com percal\u00e7os e insatisfa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; Os terapeutas sexuais nunca precisam de terapia sexual?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MJA &#8211;<\/strong> As pessoas que me procuram e com quem lido em interven\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas (e na vida!) ensinaram-me a humildade de sentir que as dificuldades psicol\u00f3gicas e sexuais n\u00e3o acontecem s\u00f3 aos outros. Uma rela\u00e7\u00e3o pode estar invertida por alguma raz\u00e3o ou sem raz\u00e3o uma. Penso muitas vezes nesta quest\u00e3o. Sem d\u00favida que os terapeutas sexuais tamb\u00e9m podem precisar de ajuda. Sem d\u00favida que posso precisar, porqu\u00ea pensar que n\u00e3o precisei j\u00e1, ou virei a precisar no futuro? Procurar ajuda n\u00e3o \u00e9 um passo f\u00e1cil e cada pessoa ter\u00e1 as suas raz\u00f5es para o adiar, para contemplar faz\u00ea-lo e a seu tempo dar esse passo. N\u00f3s, os terapeutas, teremos as nossas emo\u00e7\u00f5es para mastigar antes de o fazer. Espero ter essa coragem se precisar dela.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; As pessoas tendem a aceitar mais pacificamente uma causa fisiol\u00f3gica ou uma causa psicol\u00f3gica para os seus problemas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MJA &#8211;<\/strong> Depende da pessoa, do seu contexto\u2026 mas penso que a influ\u00eancia e preponder\u00e2ncia do modelo m\u00e9dico ainda \u00e9 muito forte no modo como pensamos a nossa sa\u00fade e vida mental, por isso uma causa fisiol\u00f3gica tende a ser vista como mais digna, mais forte, justificando melhor as dificuldades na sexualidade, nas rela\u00e7\u00f5es. Oi\u00e7o muito a frase \u201cisto \u00e9 s\u00f3 da minha cabe\u00e7a\u201d, como se a influ\u00eancia do nosso c\u00e9rebro (da nossa mente) n\u00e3o tivesse consequ\u00eancias t\u00e3o fortes como a do nosso corpo. Como se o corpo n\u00e3o fosse a casa da nossa mente, e a nossa vida mental n\u00e3o vivesse no nosso corpo. Mesmo que haja uma causa fisiol\u00f3gica identificada e \u00f3bvia para dificuldades na sexualidade e na vida sexual, a nossa mente tamb\u00e9m vai sofrer com tais dificuldades e a resposta e aceita\u00e7\u00e3o de tais dificuldades (que podem ter come\u00e7ado no corpo, na idade, no funcionamento dos \u00f3rg\u00e3os) vai depender muito das nossas emo\u00e7\u00f5es, dos nossos comportamentos e do que pensamos e interpretamos sobre o que estamos a passar.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; Em que problem\u00e1ticas sexuais as fronteiras entre corpo e mente se imiscuem mais facilmente, exigindo tratamentos combinados de m\u00e9dicos (psiquiatras, urologistas, ginecologistas) e psic\u00f3logos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MJA &#8211;<\/strong> Em toda e qualquer dificuldade sexual deve haver avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e psicol\u00f3gica. Uma n\u00e3o deve excluir a outra e penso que raros ser\u00e3o os casos em que h\u00e1 separa\u00e7\u00e3o cristalina das \u00e1guas.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; As infe\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis (nomeadamente o HIV-Sida) trazem pessoas \u00e0 sua consulta? \u00a0Com que \u2018dilemas\u2019 psicol\u00f3gicos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MJA &#8211;<\/strong> Claro. Felizmente os tratamentos do VIH\/Sida s\u00e3o hoje muito mais eficazes em prolongar a vida de pessoas, mas o estigma ainda persiste, com consequ\u00eancias nas rela\u00e7\u00f5es e viv\u00eancias. Tenho contactado com pessoas que sentem o VIH com medo. Como um fantasma a assombrar uma potencial satisfa\u00e7\u00e3o sexual. Pessoas que est\u00e3o apaixonadas por pessoas seropositivas (mas temem iniciar uma rela\u00e7\u00e3o e ter rela\u00e7\u00f5es sexuais mesmo que t\u00e3o seguras quanto poss\u00edvel). Mas tamb\u00e9m contacto com pessoas que t\u00eam comportamentos de risco. N\u00e3o conseguem viver com prazer seguindo comportamentos seguros (pela utiliza\u00e7\u00e3o de preservativo ou outras pr\u00e1ticas).<\/p>\n<p>O VIH veio reavivar perspetivas conservadoras (repressivas de uma sexualidade orientada para o prazer) e generalizou-se um discurso m\u00e9dico de preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as (que foi sem d\u00favida necess\u00e1rio!). Por\u00e9m, hoje, j\u00e1 pod\u00edamos ter uma vis\u00e3o mais integrada, menos medicalizada da sexualidade, menos sanit\u00e1ria e que n\u00e3o tivesse tanto pudor em falar e promover o prazer.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; H\u00e1 pessoas solteiras que procuram terapia para facilitar a busca de parceiro(a)? Que ang\u00fastias trazem associadas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MJA &#8211;<\/strong> N\u00e3o diria que h\u00e1 pessoas que come\u00e7am uma terapia para facilitar a procura de parceiro\/a, mas h\u00e1 quem procure apoio, pelo medo da intimidade de uma rela\u00e7\u00e3o, de se entregar, e de descobrir como viv\u00ea-la. A maior liberdade de escolher acabar uma rela\u00e7\u00e3o, a maior independ\u00eancia individual e financeira, permitem tamb\u00e9m que muitas pessoas troquem de parceiro\/a frequentemente. Nalguns casos n\u00e3o sabem como ficar numa rela\u00e7\u00e3o, como encontrar o seu conforto e satisfa\u00e7\u00e3o em estar com algu\u00e9m para al\u00e9m da novidade e da paix\u00e3o, nos momentos em que o tempo pode tamb\u00e9m trazer aborrecimentos, chatices, contratempos.<\/p>\n<p>No contexto da comunidade LGBT pode tamb\u00e9m haver maior isolamento, maiores dificuldades em conhecer novas pessoas e potenciais parceiros\/as &#8211; se em Lisboa e Porto h\u00e1 j\u00e1 circuitos seguros de socializa\u00e7\u00e3o, nas zonas mais pequenas e menos urbanas tal ainda n\u00e3o acontece.<\/p>\n<p>Noto tamb\u00e9m uma press\u00e3o para a vida em casal. Para se estar em rela\u00e7\u00e3o com algu\u00e9m. E uma desvaloriza\u00e7\u00e3o da vida a s\u00f3s, como se essa situa\u00e7\u00e3o fosse necessariamente um problema ou defeito.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/ropes-1185751_1920.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5990 aligncenter\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/ropes-1185751_1920-300x199.jpg\" alt=\"ropes-1185751_1920\" width=\"300\" height=\"199\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; Que problem\u00e1ticas sexuais &#8211; na l\u00f3gica do casal &#8211; lhe surgem mais recorrentemente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MLA &#8211;<\/strong> Nos casais que eu encontro surgem muitas vezes as diferen\u00e7as no desejo para ter rela\u00e7\u00f5es sexuais. Se no caso das mulheres o diagn\u00f3stico deixou de se chamar hipoativo para se falar de perturba\u00e7\u00e3o do desejo e excita\u00e7\u00e3o, no caso dos homens ainda falta estudar melhor como funciona o seu desejo. E porque ainda lhe chamamos hipoativo. Ou seja, por que motivo ainda lhe impomos uma norma de quantidade\/intensidade? Estas discrep\u00e2ncias de desejo no casal podem causar dificuldades na rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na consulta surgem-me tamb\u00e9m dificuldade j\u00e1 antigas: diferen\u00e7as nos pap\u00e9is de g\u00e9nero, na gest\u00e3o da parentalidade e de uma vida de casal nova depois de haver filhos.<\/p>\n<p>Sendo uma minoria, os casais ou grupos poliamorosos s\u00e3o bastante interessantes, pela \u00e9tica com que refletem a vida de casal. Penso que o casal tradicional (monog\u00e2mico exclusivo) tem bastante a aprender com estes movimentos pouco vis\u00edveis, mas que desenvolvem uma \u00e9tica (um respeito pelo pr\u00f3prio e pelo outro e pelas rela\u00e7\u00f5es) muito interessante.<\/p>\n<p>No caso dos casais de l\u00e9sbicas ou gays aparecem quest\u00f5es ligadas \u00e0 homofobia no seio das fam\u00edlias de origem \u2013 por vezes at\u00e9 sem se reconhecer como pesam e custam a carregar. A socializa\u00e7\u00e3o e cultura em que nos desenvolvemos \u00e9 bastante heterossexista. Construir uma rela\u00e7\u00e3o com uma pessoa do mesmo sexo encontra obst\u00e1culos. Pode haver diferentes <em>coming-out<\/em> dentro do casal ou medo de discrimina\u00e7\u00f5es homof\u00f3bicas que restringem a liberdade individual e a satisfa\u00e7\u00e3o com as rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o posso deixar de lembrar que nas consultas que fa\u00e7o no espa\u00e7o DIFEREN\u00c7AS com jovens com perturba\u00e7\u00f5es neurodesenvolvimentais (principalmente trissomia 21, perturba\u00e7\u00e3o do espetro do autismo, entre outras) a problem\u00e1tica \u00e9 sobretudo a falta de oportunidades de socializar, de se apaixonar, de vir a formar casal. Penso que depois da integra\u00e7\u00e3o nas escolas, falta-nos ainda o respeito e apoios para uma vida independente, que venha a permitir paix\u00f5es, namoros e at\u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de casais.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; As primeiras consultas de sexologia surgiram no nosso pa\u00eds em 1975. Estas novas possibilidades terap\u00eauticas come\u00e7aram a ser faladas em alguns <em>media, <\/em>sobretudo pr\u00f3-feminismo. Informavam-se os leitores que os problemas sexuais podiam afinal curar-se, e atribuem-se causas ps\u00edquicas (inseguran\u00e7a e medos, resultantes de press\u00f5es sociais) a muitas das disfun\u00e7\u00f5es. Que press\u00f5es sociais escuta hoje em dia, com mais frequ\u00eancia, dos seus pacientes em terapia sexual?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MJA &#8211; <\/strong>As press\u00f5es sociais que oi\u00e7o dos meus pacientes assumem a forma de expectativas, mitos, cren\u00e7as e discrimina\u00e7\u00f5es (mais ou menos veladas). H\u00e1 uma press\u00e3o enorme de performance na sexualidade em geral (de transbordar sensualidade e desejo), que convive com uma cultura ainda de preconceitos, de moralidades de uma suposta sexualidade aceit\u00e1vel, ainda limitada aos fins reprodutivos.<\/p>\n<p>Como fa\u00e7o cl\u00ednica com pessoas l\u00e9sbicas gay, bissexuais e transg\u00e9neros contacto tamb\u00e9m com bastantes preconceitos homof\u00f3bicos e transf\u00f3bicos, que causam press\u00f5es e um sofrimento grande. Apesar de uma igualdade de direitos nas leis que regem a vida de pessoas LGBT, a aceita\u00e7\u00e3o de si pr\u00f3prio e pelos outros ainda n\u00e3o ultrapassou as barreiras sociais, as press\u00f5es para uma heterossexualidade hegem\u00f3nica. Por outro lado, \u00e9 curioso (e ir\u00f3nico) ser nesta altura de est\u00edmulos e expectativas de uma sexualidade (hiper) ativa, que surjam movimentos como o da assexualidade, que d\u00e1 visibilidade a pessoas que n\u00e3o se enquadram nem se rev\u00eam nesta hiper estimula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; Lembra-se de narrativas p\u00fablicas (medi\u00e1ticas, publicit\u00e1rias, outras) que lhe pare\u00e7am prejudiciais \u00e0 sexualidade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MJA &#8211;<\/strong> A press\u00e3o para uma performance sexual extraordin\u00e1ria alimenta-se de narrativas de sensualidade e erotismo constantes e transbordantes. Somos inundados de nudez, de receitas pr\u00e9-formatadas para se ter muito sexo, muito desejo, muitos orgasmos, muitos parceiros e parceiras. A publicidade, por exemplo, abusa da sensualidade para nos vender carros, champ\u00f4s ou detergentes para a roupa, como se a sexualidade fosse uma moeda forte, sem infla\u00e7\u00e3o e com muita especula\u00e7\u00e3o. Os <em>media<\/em> tamb\u00e9m t\u00eam o seu papel &#8211; positivo na divulga\u00e7\u00e3o e clarifica\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es chave da sexualidade -, mas com um lado mais cinzento, na divulga\u00e7\u00e3o de ideias feitas, receitas a replicar, que colocam as pessoas sob a press\u00e3o de n\u00e3o conseguirem aplicar em si o que se apregoa resultar com toda a gente. Al\u00e9m disso, hoje em dia vivemos muito e saciamos a nossa sede nas redes sociais: esse meio de informa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o que mostra o melhor (ou o pior) de n\u00f3s, que nos maquilha a vida privada na pra\u00e7a p\u00fablica e transforma tamb\u00e9m as nossas rela\u00e7\u00f5es. Ser\u00e1 interessante saber no futuro o que a investiga\u00e7\u00e3o em sexologia dir\u00e1 das mudan\u00e7as e evolu\u00e7\u00f5es das nossas rela\u00e7\u00f5es e dos nossos amores com esta vida paralela online.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Atualmente, o debate sobre o que \u00e9 mais importante para a defini\u00e7\u00e3o da nossa sexualidade &#8211; natureza ou cultura &#8211; ainda persiste?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MJA &#8211;<\/strong> Sim e est\u00e1 bem vivo! Nos debates sobre sexualidade continua viva a luta entre as vis\u00f5es mais biol\u00f3gicas, evolucionistas, e as mais construtivistas (sociol\u00f3gicas). Nos ringues da academia e da investiga\u00e7\u00e3o em sexologia continua a debater-se ardentemente se ganha o corpo ou a mente como o mais importante. \u00c9 sempre dif\u00edcil vermos a realidade pelos olhos dos outros, mas nas quest\u00f5es da sexologia, procurar equil\u00edbrios entre a natureza e a cultura (com peso e medida) nos pode informar e formar melhor a todos. Na sexologia \u00e9 fundamental dialogar e integrar conhecimentos de v\u00e1rias \u00e1reas. Precisamos de uma mesa redonda em que as v\u00e1rias perspetivas se encontrem.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][us_single_image image=&#8221;6199&#8243;][vc_column_text]\u00c0 conversa com&#8230; M. Joana Almeida Data 4 de Novembro 2016 Entrevista Isabel Freire[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]M. Joana Almeida \u00e9 psic\u00f3loga cl\u00ednica. 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