{"id":6300,"date":"2016-12-03T13:04:47","date_gmt":"2016-12-03T13:04:47","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=6300"},"modified":"2019-03-28T09:25:42","modified_gmt":"2019-03-28T09:25:42","slug":"portugal-nao-tem-uma-organizacao-que-lute-pela-credibilizacao-e-normalizacao-do-trabalho-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2016\/12\/03\/portugal-nao-tem-uma-organizacao-que-lute-pela-credibilizacao-e-normalizacao-do-trabalho-sexual\/","title":{"rendered":"Portugal n\u00e3o tem uma organiza\u00e7\u00e3o que lute pela credibiliza\u00e7\u00e3o e normaliza\u00e7\u00e3o do trabalho sexual"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Alexandra-Oliveira-2-2-cortada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-6328\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Alexandra-Oliveira-2-2-cortada-246x300.jpg\" alt=\"\" width=\"246\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c0 conversa com\u2026<\/strong><br \/>\nAlexandra Oliveira<\/p>\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n4 de dezembro de 2016<\/p>\n<p><strong>Dia Internacional Contra a Viol\u00eancia sobre Trabalhadores do Sexo<\/strong><br \/>\n17 de dezembro<\/p>\n<p><strong>Entrevista<\/strong><br \/>\nIsabel Freire[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]<strong>Alexandra Oliveira, psic\u00f3loga e <\/strong><strong>investigadora na Faculdade de Psicologia e de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade do Porto, dedicou-se nos \u00faltimos anos ao estudo do trabalho sexual. <em>Andar na vida: prostitui\u00e7\u00e3o de rua e reac\u00e7\u00e3o social<\/em> \u00e9 o t\u00edtulo do livro que fez chegar a sua tese de doutoramento ao grande p\u00fablico, em 2011. <\/strong><strong>\u00c0 SPSC defende que o \u201cmodelo sueco\u201d (que criminaliza os clientes do com\u00e9rcio do sexo) apenas piorou as condi\u00e7\u00f5es do exerc\u00edcio da prostitui\u00e7\u00e3o e contribuiu para o aumento do estigma social.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sociedade Portuguesa de Sexologia Cl\u00ednica &#8211; Ser\u00e1 que a palavra \u2018puta\u2019 \u00e9 hoje menos ofensiva?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alexandra Oliveira &#8211;<\/strong> N\u00e3o. A palavra \u201cputa\u201d continua a ter uma enorme carga pejorativa. Basta pensar que \u00e9 essa a palavra usada quando se quer ofender severamente uma mulher.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; Como argumentaria a algu\u00e9m que fazer sexo pode ser trabalho?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AO &#8211;<\/strong> As rela\u00e7\u00f5es sexuais podem desempenhar-se com diversos fins: por prazer sexual; para agradar ao\/\u00e0 nosso\/a companheiro\/a; para ganhar dinheiro. As pessoas podem relacionar-se com o seu corpo e com a sua sexualidade de diferentes maneiras: para algumas n\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel sequer pensarem em ter rela\u00e7\u00f5es sexuais fora duma rela\u00e7\u00e3o amorosa ou da conjugalidade, para outras isso pode acontecer e h\u00e1 ainda pessoas para as quais a troca de sexo por dinheiro \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel. Ter rela\u00e7\u00f5es sexuais faz parte do conjunto de servi\u00e7os prestados por profissionais do sexo. Portanto, nesse \u00e2mbito, o sexo \u00e9 trabalho. Quando trabalhamos vendemos alguma coisa. N\u00e3o sei porque a venda do trabalho intelectual, por exemplo, deva ser moralmente mais aceit\u00e1vel que o trabalho f\u00edsico ou sexual. Onde est\u00e1 a moralidade da comercializa\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico? E, no entanto, ela faz-se e ser cientista \u00e9 altamente prestigiante.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 H\u00e1 quem defenda que \u201ca prostitui\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre uma forma de viol\u00eancia para quem a pratica, mesmo na aus\u00eancia desta consci\u00eancia\u201d. Que vis\u00e3o do corpo e da intimidade est\u00e3o em causa nesta afirma\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AO \u2013<\/strong> A realidade da prostitui\u00e7\u00e3o \u00e9 complexa. H\u00e1 pessoas que se sentem violentadas e oprimidas na prostitui\u00e7\u00e3o, outras h\u00e1 que se sentem empoderadas \u2013 v\u00e1rios estudos demonstram isto. A maioria, no entanto, n\u00e3o se situar\u00e1 em nenhum destes dois p\u00f3los. Entender\u00e1 a prostitui\u00e7\u00e3o como uma atividade que (tendo vantagens e desvantagens) se afigura como a melhor op\u00e7\u00e3o para si. Essa perspectiva vitimizante e opressiva que referiu na sua pergunta, \u00e9 uma abordagem simplista e que n\u00e3o atende \u00e0 multiplicidade de situa\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias das pessoas envolvidas no com\u00e9rcio do sexo. Constitui uma vis\u00e3o parcelar da realidade, baseada nos piores casos.<\/p>\n<p>J\u00e1 falar em \u201caus\u00eancia desta consci\u00eancia\u201d \u00e9 de uma inadmiss\u00edvel infantiliza\u00e7\u00e3o das mulheres que est\u00e3o na prostitui\u00e7\u00e3o. \u00c9 mesmo mis\u00f3gino. E digo mulheres (e n\u00e3o homens ou transg\u00e9neros), porque quem tem esse posicionamento coloca a equa\u00e7\u00e3o nesses termos, o que \u00e9 mais um enviesamento.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; Conheceu pessoas que tenham escolhido trabalhar na prostitui\u00e7\u00e3o, por gosto profissional?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AO &#8211;<\/strong> Esta \u00e9 uma pergunta que se coloca em rela\u00e7\u00e3o aos trabalhadores do sexo e que n\u00e3o se coloca em rela\u00e7\u00e3o a outros profissionais. Se eu tivesse investigado pessoas que trabalham como caixas de supermercado, operadores de <em>call center<\/em> ou oper\u00e1rios fabris, essa quest\u00e3o n\u00e3o se colocava. Quem exerce estas profiss\u00f5es f\u00e1-lo por \u201cgosto\u201d? As pessoas escolhem as profiss\u00f5es por diferentes motivos, mas todas o fazem por dinheiro. As prostitutas s\u00e3o como as restantes pessoas. Escolhem a sua atividade porque podem ganhar mais dinheiro de forma mais r\u00e1pida e porque tem algumas vantagens, mas \u00e9 dif\u00edcil que algu\u00e9m diga que tem gosto numa atividade t\u00e3o estigmatizada, rejeitada, n\u00e3o reconhecida e sem direitos.<\/p>\n<h3><em>Confundir prostitui\u00e7\u00e3o com tr\u00e1fico e explora\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 um erro. O que origina as situa\u00e7\u00f5es abusivas na prostitui\u00e7\u00e3o s\u00e3o a clandestinidade, \u00e9 a aus\u00eancia de legalidade, a falta de prote\u00e7\u00e3o policial, o estigma que desumaniza as pessoas [&#8230;] e que est\u00e1 na base de muita da viol\u00eancia que \u00e9 exercida sobre elas.<\/em><\/h3>\n<p><strong>SPSC &#8211; Com que quest\u00f5es se debatem as pessoas que se prostituem, mas que pretendem um relacionamento afetivo-sexual est\u00e1vel e uma fam\u00edlia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AO \u2013<\/strong> Trabalhar no com\u00e9rcio do sexo n\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel com viver um relacionamento amoroso est\u00e1vel e ter uma fam\u00edlia. Ali\u00e1s, devo mencionar que quase todos\/as os\/as trabalhadores\/as do sexo fazem parte de uma fam\u00edlia normativa, vivem com companheiros, maridos, namorados, filhos e, por vezes, ascendentes. No entanto, algumas destas pessoas referem que o trabalho sexual interfere na sua rela\u00e7\u00e3o e outras consideram mesmo que esse trabalho \u00e9 incompat\u00edvel com uma rela\u00e7\u00e3o afetiva. Muitos dos que consideram que existe uma interfer\u00eancia optam por esconder a sua atividade do\/a parceiro\/a, recorrendo a estrat\u00e9gias de dissimula\u00e7\u00e3o. Como consequ\u00eancia, podem surgir sentimentos de culpa, medo de serem descobertos\/as e sentimentos de inseguran\u00e7a, pelo facto de n\u00e3o poderem recorrer \u00e0 justi\u00e7a em caso de serem sujeitos a alguma ilegalidade no decorrer do seu trabalho. H\u00e1 ainda certas pessoas que defendem o pressuposto da exclusividade sexual nas suas rela\u00e7\u00f5es afetivas, e que acham que o trabalho sexual implica infidelidade \u2013 nestes caso, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o se envolverem afetivamente enquanto o praticarem.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; Socialmente, a que dist\u00e2ncia estaremos de lidar abertamente com a escolha do trabalho sexual? Ou seja&#8230; de aceitar ter entre os clientes mais respeit\u00e1veis da nossa empresa, entre os vizinhos mais queridos, entre os amigos mais \u00edntimos&#8230; pessoas que fazem vida na prostitui\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AO &#8211;<\/strong> Ainda estamos a uma longa dist\u00e2ncia, mas penso que o movimento dos trabalhadores do sexo vem fazendo um excelente trabalho nesse sentido, desde a d\u00e9cada de 1970. Embora muitas vezes as suas vozes sejam negadas, anuladas e descredibilizadas, e estas pessoas sejam relegadas para as margens, a verdade \u00e9 que as suas organiza\u00e7\u00f5es (existentes por todo o mundo) t\u00eam contribu\u00eddo para a visibilidade, credibiliza\u00e7\u00e3o e normaliza\u00e7\u00e3o do \u201ctrabalho sexual\u201d \u2013 a express\u00e3o, introduzida por uma prostituta ativista dos EUA, acentua as quest\u00f5es laborais e relega as quest\u00f5es morais. Acrescente-se que para que essa evolu\u00e7\u00e3o ocorra, \u00e9 imprescind\u00edvel a mudan\u00e7a de legisla\u00e7\u00e3o no sentido da profissionaliza\u00e7\u00e3o do trabalho sexual. A lei neozelandesa sobre a prostitui\u00e7\u00e3o \u2013 considerada a melhor do mundo \u2013 n\u00e3o acabou com o estigma associado \u00e0 venda de servi\u00e7os sexuais, mas contribuiu largamente para a sua diminui\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s, as prostitutas da Nova Zel\u00e2ndia consideram que passaram a falar mais abertamente do seu trabalho.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; As mulheres heterossexuais ou homossexuais que pagam para ter sexo s\u00e3o realmente uma minoria? Sabemos porqu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AO &#8211;<\/strong> S\u00e3o mesmo uma minoria. Mas s\u00e3o uma minoria que me parece ter uma import\u00e2ncia te\u00f3rica. A exist\u00eancia de mulheres clientes de sexo comercial mostra-nos que a sexualidade feminina est\u00e1 a mudar, p\u00f5e em causa as vers\u00f5es mais monol\u00edticas sobre o trabalho sexual e \u00e9 uma prova da ag\u00eancia sexual das mulheres. As mulheres s\u00e3o associadas \u00e0 submiss\u00e3o e os homens \u00e0 domina\u00e7\u00e3o, a mulher cliente de sexo pago subverte esta l\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; A prostitui\u00e7\u00e3o especializada (sadomasoquista, fetichista, etc.) est\u00e1 em ascens\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AO &#8211;<\/strong> N\u00e3o lhe sei responder. Posso dizer-lhe que \u00e9 um mercado que existe e que tem procura, tanto por homens como por mulheres. E que h\u00e1 dominadores profissionais homens e mulheres. Sei tamb\u00e9m que com o aumento da oferta de servi\u00e7os sexuais em contextos de interior (apartamentos, clubes, hot\u00e9is, casas de massagem), atualmente a procura do BDSM profissional quase n\u00e3o existe na prostitui\u00e7\u00e3o de rua. Contudo, presumo que a maior visibilidade dessas pr\u00e1ticas (por via de fen\u00f3menos como o livro e filme \u201cAs 50 sombras de Grey\u201d) tenha fomentado a curiosidade e a vontade de experimentar em muitas pessoas, o que pode ter-se traduzido numa maior procura desse trabalho sexual especializado.<\/p>\n<h3><em>As prostitutas e prostitutos que trabalham no nosso pa\u00eds de forma digna e sem serem exploradas\/os s\u00e3o uma maioria. N\u00e3o tenho qualquer d\u00favida em afirm\u00e1-lo.<\/em><\/h3>\n<p><strong>SPSC &#8211; A prostitui\u00e7\u00e3o em hot\u00e9is de luxo \u00e9 tamb\u00e9m um neg\u00f3cio em que se pagam comiss\u00f5es a intermedi\u00e1rios?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AO &#8211;<\/strong> Sim, mas nem sempre. Um\/a cliente pode contactar diretamente o\/a trabalhador\/a do sexo, que entra no hotel sem que ningu\u00e9m saiba o que vai l\u00e1 fazer, sem passar na rece\u00e7\u00e3o. Outra possibilidade \u00e9 o cliente pedir ajuda aos funcion\u00e1rios do hotel para que lhe \u201caconselhem\u201d um\/a profissional do sexo e, nesse caso, existe uma comiss\u00e3o. Esta situa\u00e7\u00e3o foi diminuindo \u00e0 medida que as ofertas de trabalho sexual se multiplicaram nos <em>sites<\/em> da internet.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; A criminaliza\u00e7\u00e3o do consumidor da prostitui\u00e7\u00e3o (como \u00e9 feita na Su\u00e9cia) \u00e9 a melhor forma de acabar com o tr\u00e1fico, explora\u00e7\u00e3o e degrada\u00e7\u00e3o de valores humanos, inerente ao exerc\u00edcio da prostitui\u00e7\u00e3o, e resultante das in\u00fameras redes mafiosas que continuam a persistir globalmente. O que pensa desta perspetiva muito defendida hoje em dia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AO &#8211;<\/strong> A criminaliza\u00e7\u00e3o do consumidor da prostitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o acaba com o tr\u00e1fico e explora\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o \u00e9 esse o seu objetivo\u2026 \u00c9 como se proib\u00edssemos as pessoas de casarem para acabarmos com a viol\u00eancia dom\u00e9stica. O que tem feito o designado \u201cmodelo sueco\u201d \u2013 que persegue e criminaliza os clientes do com\u00e9rcio do sexo \u2013 \u00e9 tornar piores as condi\u00e7\u00f5es de exerc\u00edcio da prostitui\u00e7\u00e3o: tornou-a menos segura, empurrou as prostitutas de rua para as periferias das cidades, tirou-lhes dignidade e aumentou o estigma. Al\u00e9m disso, o tr\u00e1fico e a explora\u00e7\u00e3o podem estar associados ao exerc\u00edcio da prostitui\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o a caracterizam. Confundir prostitui\u00e7\u00e3o com tr\u00e1fico e explora\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 um erro. O que origina as situa\u00e7\u00f5es abusivas na prostitui\u00e7\u00e3o s\u00e3o a clandestinidade, \u00e9 a aus\u00eancia de legalidade, a falta de prote\u00e7\u00e3o policial, o estigma que desumaniza as pessoas no trabalho sexual e que est\u00e1 na base de muita da viol\u00eancia que \u00e9 exercida sobre elas. Finalmente, temos que nos perguntar se esse modelo resolve alguma coisa. Acaba com a prostitui\u00e7\u00e3o? N\u00e3o. Melhora a vida das pessoas que se prostituem? N\u00e3o, s\u00f3 piora.<\/p>\n<p><strong>SPSC &#8211; As prostitutas que trabalham de forma digna (sem serem exploradas por outros), e que reivindicam direitos para o trabalho sexual ser\u00e3o uma imensa maioria ou minoria, no nosso pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AO &#8211;<\/strong> As prostitutas e prostitutos que trabalham no nosso pa\u00eds de forma digna e sem serem exploradas\/os s\u00e3o uma maioria. N\u00e3o tenho qualquer d\u00favida em afirm\u00e1-lo. Dizem-no as investiga\u00e7\u00f5es que t\u00eam sido conduzidas por c\u00e1. Diz-me tamb\u00e9m a minha experi\u00eancia na interven\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m s\u00e3o maiorit\u00e1rios aquelas e aqueles que consideram que deviam ter os mesmos direitos que os restantes trabalhadores. J\u00e1 as\/os que reivindicam esses direitos \u2013 se considerarmos que tal implica um ativismo pol\u00edtico \u2013 n\u00e3o s\u00e3o tantos. Um reflexo disso \u00e9 a aus\u00eancia de uma organiza\u00e7\u00e3o de trabalhadores do sexo em Portugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] \u00c0 conversa com\u2026 Alexandra Oliveira Data 4 de dezembro de 2016 Dia Internacional Contra a Viol\u00eancia sobre Trabalhadores do Sexo 17 de dezembro Entrevista Isabel Freire[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]Alexandra Oliveira, psic\u00f3loga e investigadora na Faculdade de Psicologia e de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade do Porto, dedicou-se nos \u00faltimos anos ao estudo do trabalho sexual. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":500,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[816,57,36],"tags":[219,218,217,220,106,216],"class_list":["post-6300","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-de-opiniao","category-cidadania-da-sexualidade","category-noticias","tag-50-sombras-de-grey","tag-bdsm","tag-comercio-do-sexo","tag-modelo-sueco","tag-prostituicao","tag-trabalho-sexual"],"featured_image_src":{"landsacpe":false,"list":false,"medium":false,"full":false},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/500"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6300"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6300\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9281,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6300\/revisions\/9281"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}