{"id":7096,"date":"2017-05-03T21:03:12","date_gmt":"2017-05-03T21:03:12","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=7096"},"modified":"2019-03-27T08:50:29","modified_gmt":"2019-03-27T08:50:29","slug":"tecnologias-e-internet-permitem-nos-tornar-perto-o-que-esta-longe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2017\/05\/03\/tecnologias-e-internet-permitem-nos-tornar-perto-o-que-esta-longe\/","title":{"rendered":"\u201cTecnologias e internet permitem-nos tornar perto o que est\u00e1 longe\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Untitled-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7141\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Untitled-1-225x300.png\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c0 conversa com\u2026<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.terapiasexual.com.pt\/\">Manuela Moura<\/a>, Psic\u00f3loga Cl\u00ednica, Terapeuta Sexual e Psicodramatista, <a href=\"http:\/\/spsc.pt\/index.php\/manuela-moura\/\">Membro da Dire\u00e7\u00e3o da Sociedade Portuguesa de Sexologia Cl\u00ednica<\/a> e da APF<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n4 de Maio de 2017<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\"><strong>Entrevista<\/strong><\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p>Isabel Freire<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]<strong>Manuela Moura, psic\u00f3loga cl\u00ednica e terapeuta sexual com mais de 20 anos de experi\u00eancia no \u00e2mbito da sa\u00fade sexual e reprodutiva (nomeadamente ao n\u00edvel da educa\u00e7\u00e3o sexual), pensa as quest\u00f5es afetivas e sexuais na rela\u00e7\u00e3o com as tecnologias e a internet. Em muitas situa\u00e7\u00f5es vem tornar pr\u00f3ximo o que estava distante. E noutras tornar p\u00fablico o que era privado. Manuela Moura diz que nos torn\u00e1mos uma sociedade <em>voyeurista e<\/em> narcisista, com uma constante necessidade de ser \u2018gostado\u2019, aprovado e reconhecido, numa dimens\u00e3o relacional que \u00e9 virtual.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sociedade Portuguesa de Sexologia Cl\u00ednica \u2013 As tecnologias e a internet est\u00e3o a \u2018mexer\u2019 na no\u00e7\u00e3o de privacidade&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Manuela Moura \u2013<\/strong> A tecnologia e internet potenciam um novo mundo que evolui diariamente. S\u00e3o parte integrante nas rela\u00e7\u00f5es sociais, do trabalho ao lazer. Muitas vezes sem nos apercebermos dessa interfer\u00eancia. J\u00e1 ningu\u00e9m consegue imaginar-se a sair de casa sem o seu <em>smartphone<\/em>. Pass\u00e1mos a viver num mundo sem fronteiras geogr\u00e1ficas. Pelo anonimato, acessibilidade e oportunidade, as tecnologias permitem o acesso \u00e0s mais diversas formas de atividade sexual, permitem uma hiperespecializa\u00e7\u00e3o dos interesses sexuais.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Que problem\u00e1ticas chegam ao consult\u00f3rio do terapeuta sexual, decorrentes da interfer\u00eancia das tecnologias de informa\u00e7\u00e3o\/comunica\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio dos afetos e das sexualidades?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MM \u2013<\/strong> Na pr\u00e1tica cl\u00ednica deparamo-nos facilmente com o problema da procura na internet de uma rede social de rela\u00e7\u00f5es que n\u00e3o existe num mundo real, e com a procura de conte\u00fados e intera\u00e7\u00f5es de cunho mais sexual. Surgem pedidos de ajuda porque existe um <em>outro<\/em> na rela\u00e7\u00e3o do casal. Um dos elementos descobre uma viv\u00eancia paralela por parte do\/a parceiro\/a. \u00c9 menos frequente ser o pr\u00f3prio a fazer o pedido de ajuda, por sentir desconforto e mal-estar com o seu comportamento.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 A no\u00e7\u00e3o de p\u00fablico e privado mudou muito&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>MM \u2013 <\/strong>Hoje, temos centenas de amigos no <em>facebook, instagram<\/em> ou <em>tweeter<\/em>. Na sua maioria n\u00e3o os conhecemos. N\u00e3o s\u00e3o pr\u00f3ximos afetivamente. Apesar disso, sabemos os seus gostos, com quem est\u00e3o e o que fazem a cada momento. Tudo isto quase ao minuto. O que fazia parte da esfera privada (da pessoa e do casal) passou a ser p\u00fablico. Torn\u00e1mo-nos numa sociedade <em>voyeurista,<\/em> mas tamb\u00e9m narcisista, com uma constante necessidade de aprova\u00e7\u00e3o e reconhecimento do <em>outro<\/em>, que \u00e9 medido pela quantidade de <em>likes<\/em>. Esta aus\u00eancia de fronteiras leva para o dom\u00ednio p\u00fablico a pr\u00f3pria viv\u00eancia dos relacionamentos e da sua intimidade. Nas redes sociais, a pessoa permite-se mandar mensagens sobre sentimentos, dos mais apaixonados aos mais desiludidos. Iniciam-se rela\u00e7\u00f5es amorosas (mas tamb\u00e9m se terminam rela\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 O que o cibersexo pode trazer de novo (positivo e negativo) na forma de pensar e sentir o prazer sexual? <\/strong><\/p>\n<p><strong>MM \u2013<\/strong> As novas tecnologias e a internet trazem-nos um \u201c<em>admir\u00e1vel mundo novo<\/em>\u201d. Permitem-nos tornar perto o que est\u00e1 longe. Fantasiar e explorar viv\u00eancias sexuais que nalguns casos talvez n\u00e3o fossem poss\u00edveis de outra forma. A <em>webcam<\/em> veio refor\u00e7ar a intera\u00e7\u00e3o. E atualmente j\u00e1 existem aplica\u00e7\u00f5es de telem\u00f3veis que possibilitam intera\u00e7\u00e3o com recurso a objetos sexuais como vibradores, masturbadores ou roupa \u00edntima. O <em>Fundawear<\/em> \u00e9 um projeto da Durex interessante. Trata-se da cria\u00e7\u00e3o de uma linha de roupa interior vibrat\u00f3ria, com uma aplica\u00e7\u00e3o para <em>smartphone,<\/em> que permite estimular o\/a parceiro\/a \u00e0 dist\u00e2ncia. A utiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia ao servi\u00e7o do prazer sexual \u00e9 hoje uma realidade. Existem <em>apps<\/em> para todos os gostos. Para procurar um encontro sexual casual. Para concretizar a pr\u00e1tica de swing. Para realizar determinados fetiches. Podemos ver nesta tecnologia um contributo para aproximar as pessoas (ajudando a elaborar a fantasia e a aumentar o desejo e gratifica\u00e7\u00e3o sexual) ou pensar na facilidade com que individualiza o ato sexual.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Que pr\u00e1ticas cabem na ideia de cibersexo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MM \u2013<\/strong> Os primeiros estudos sobre comportamentos sexuais na internet s\u00e3o da d\u00e9cada de 1980\/90. A tecnologia estava muito no seu in\u00edcio. Predominavam as salas de <em>chat<\/em>. O cibersexo definia-se pela procura de envolvimento em conversas e atos sexuais online, em tempo real. Hoje, este conceito \u00e9 mais abrangente. Trata-se de uma atividade sexual e\/ou a explora\u00e7\u00e3o de conte\u00fados er\u00f3tico-sexuais, com vista a proporcionar excita\u00e7\u00e3o sexual, recorrendo \u00e0s diversas tecnologias dispon\u00edveis <em>online<\/em>. Estamos a falar de intera\u00e7\u00f5es sexuais com partilha de linguagem sexual, fantasias, fetiches, seja em modelo de <em>texting<\/em> ou usando <em>webcam<\/em>, mas tamb\u00e9m a explora\u00e7\u00e3o de conte\u00fados sexuais, pornografia ou software multim\u00e9dia.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Que riscos e problemas est\u00e3o mais associados aos cibersexo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MM \u2013<\/strong> O uso da internet pode facilmente passar de recreativo a problem\u00e1tico e da\u00ed a um comportamento aditivo. Facilmente se perde a no\u00e7\u00e3o do tempo quando se est\u00e1 online. A web em um elemento de constante novidade e imprevisibilidade. Facilita conte\u00fados previamente inacess\u00edveis (alguns ilegais). Muitos investigadores consideram o cibersexo potencialmente aditivo. Veem-no como uma das mais crescentes adi\u00e7\u00f5es da atualidade, \u00e0 semelhan\u00e7a do jogo.<\/p>\n<p>Quando a pessoa que se encontra numa rela\u00e7\u00e3o afetiva, desenvolve um comportamento aditivo de cibersexo, \u00e9 frequente que esconda o seu comportamento. \u00c9 frequente que o excesso de horas passadas online se reflita numa perda substancial das horas de sono, afetando a dimens\u00e3o laboral, familiar e relacional (menor investimento num parceiro sexual na vida real). Al\u00e9m disso, a perce\u00e7\u00e3o do anonimato que a internet prop\u00edcia \u00e9 simultaneamente libertadora e facilitadora da expressividade sexual, mas desconhece-se quem pode estar do outro lado, bem como as sua inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Atualmente, os jovens t\u00eam muito o h\u00e1bito de pedir <em>nudes <\/em>(imagens ou v\u00eddeos de teor er\u00f3tico ou sexual) uns aos outros. Como podemos ler esta intera\u00e7\u00e3o sexual mediada pela tecnologia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MM \u2013<\/strong> N\u00e3o s\u00f3 os jovens. Tamb\u00e9m os adultos das mais variadas faixas et\u00e1rias. O <em>sexting<\/em> est\u00e1 muito generalizado. Come\u00e7ou com mensagens escritas de conte\u00fado sexual, depois passou a incluir a partilha de imagem (partes do corpo ou pr\u00e1ticas sexuais) no <em>smartphone<\/em>, <em>tablet <\/em>ou PC. A exposi\u00e7\u00e3o do corpo \u00e9 cada vez maior. O meu corpo (aquilo que fa\u00e7o na minha intimidade) entra num dom\u00ednio p\u00fablico, sem que haja uma no\u00e7\u00e3o cr\u00edtica desse gesto. Muitos jovens relativizam esta exposi\u00e7\u00e3o do corpo: <em>\u201ctodos os fazem<\/em>\u201d, \u201c<em>n\u00e3o tenho vergonha<\/em>\u201d. Outros falam de uma necessidade de aprova\u00e7\u00e3o: \u201c<em>gosto de me sentir desejada\/o<\/em>\u201d, \u201c<em>quero que digam que sou bonito\/a, que tenho um bom corpo\u201d. <\/em>A media\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es \u00e9 feita atrav\u00e9s do corpo e muito pouco elaborada do ponto de vista emocional. Al\u00e9m disso, para a grande maioria dos jovens, \u00e9 muito difusa a perce\u00e7\u00e3o do que \u00e9 uma intera\u00e7\u00e3o consentida e uma intera\u00e7\u00e3o coerciva.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 N\u00e3o raramente, estas <em>nudes<\/em> \u2013 que foram cedidas num registo privado \u2013 s\u00e3o partilhadas sem consentimento nas redes sociais, originando problemas graves. Como prevenir e combater este problema? <\/strong><\/p>\n<p><strong>MM \u2013<\/strong> Com trabalho de equipa entre a escola, a fam\u00edlia, a comunica\u00e7\u00e3o social, a comunidade em geral. A preven\u00e7\u00e3o de comportamentos de riscos, e mesmo a minimiza\u00e7\u00e3o dos danos, faz-se recorrendo aos meios tecnol\u00f3gicos usados por estas gera\u00e7\u00f5es. Aos pais, cabe acompanhar, estar atento, balizar o que \u00e9 \u00e9tico e seguro. Para pais que n\u00e3o dominam as tecnologias, trata-se de um verdadeiro desafio (sen\u00e3o uma miss\u00e3o imposs\u00edvel). Pela primeira vez na hist\u00f3ria assistimos a um fen\u00f3meno em que as gera\u00e7\u00f5es mais novas det\u00eam maior conhecimento e poder do que as gera\u00e7\u00f5es mais velhas. Temos hoje na sociedade grupos geracionais diferentes: os que nasceram antes da internet e das tecnologias (antes dos anos 1980); os que nasceram em plena revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e cresceram com ela (anos 1980\/90); e os que nasceram em plena era digital (depois dos anos 1990) e se encontram intimamente ligados \u00e0 expans\u00e3o exponencial da internet e da tecnologia. Estes grupos geracionais t\u00eam uma linguagem e conce\u00e7\u00f5es diferentes do que \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o, do que s\u00e3o relacionamentos, amizades, intimidade, privado\/p\u00fablico. Combater riscos e problemas associados \u00e0 internet, implica ter no\u00e7\u00e3o destas diferen\u00e7a geracionais. A promo\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade passa por incentivar momentos reais de vida saud\u00e1vel, de intera\u00e7\u00f5es gratificantes e facilitadoras da expressividade emocional.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] \u00c0 conversa com\u2026 Manuela Moura, Psic\u00f3loga Cl\u00ednica, Terapeuta Sexual e Psicodramatista, Membro da Dire\u00e7\u00e3o da Sociedade Portuguesa de Sexologia Cl\u00ednica e da APF &nbsp; Data 4 de Maio de 2017 &nbsp; Entrevista Isabel Freire [\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]Manuela Moura, psic\u00f3loga cl\u00ednica e terapeuta sexual com mais de 20 anos de experi\u00eancia no \u00e2mbito da sa\u00fade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":500,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[815,36,56],"tags":[347,349,350,348,170,351],"class_list":["post-7096","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","category-noticias","category-saude-sexual","tag-cibersexo","tag-facebook","tag-instagram","tag-nudes","tag-sexting","tag-whatsapp"],"featured_image_src":{"landsacpe":false,"list":false,"medium":false,"full":false},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7096","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/500"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7096"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7096\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9261,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7096\/revisions\/9261"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7096"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7096"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7096"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}