{"id":7112,"date":"2017-05-03T21:49:40","date_gmt":"2017-05-03T21:49:40","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=7112"},"modified":"2019-03-27T08:44:39","modified_gmt":"2019-03-27T08:44:39","slug":"poliamores-e-diversidade-no-espectro-das-relacoes-intimas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2017\/05\/03\/poliamores-e-diversidade-no-espectro-das-relacoes-intimas\/","title":{"rendered":"Poliamor(es) e diversidade no espetro das rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Captura-de-ecra\u0303-2017-05-3-a\u0300s-22.44.37.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7114\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Captura-de-ecra\u0303-2017-05-3-a\u0300s-22.44.37-300x185.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"185\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>A reflex\u00e3o de\u2026<br \/>\n<\/strong><a href=\"http:\/\/www.danielscardoso.net\">Daniel Cardoso<\/a>, Doutorado em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o pela Universidade Nova de Lisboa. Professor Assistente na Universidade Lus\u00f3fona de Humanidades e Tecnologias. ECATI-ULHT \/ FCSH-UNL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Foto<\/strong><br \/>\nRumpelstilzchenriel<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n4 de Maio de 2017<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]Come\u00e7ando pelo mais simples: poliamor \u00e9 a \u201csuposi\u00e7\u00e3o [<em>assumption<\/em>] de que \u00e9 poss\u00edvel, v\u00e1lido e valioso [<em>worthwhile<\/em>] manter rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas, sexuais e\/ou amorosas com mais do que uma pessoa\u201d, com o <em>consentimento informado<\/em> de todas as partes envolvidas na situa\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a><\/p>\n<p>Esta frase, t\u00e3o simples, precisa de ser desmontada nas suas v\u00e1rias componentes. A partir do fim, ent\u00e3o, percebe-se que existem muitas pr\u00e1ticas de n\u00e3o-monogamia que ficam de fora da defini\u00e7\u00e3o de poliamor, na medida em que n\u00e3o constituem casos de consentimento informado (ou seja, situa\u00e7\u00f5es em que o \u2018consentimento\u2019 \u00e9 obtido sob condi\u00e7\u00f5es pessoais ou estruturais de coer\u00e7\u00e3o, e situa\u00e7\u00f5es em que o consentimento \u00e9 obtido na aus\u00eancia da totalidade dos elementos que todas as pessoas consideram relevantes para se sentirem devidamente informadas).<\/p>\n<p>Outro elemento importante, e fonte de grande confus\u00e3o, prende-se com o tipo de liga\u00e7\u00e3o que constituiria a base de uma rela\u00e7\u00e3o poliamorosa. Aqui, a presen\u00e7a de \u201camor\u201d na pr\u00f3pria palavra pode confundir, uma vez que a nossa sociedade se habituou a falar de amor no sentido estritamente rom\u00e2ntico. Por\u00e9m, a defini\u00e7\u00e3o mostra que existem outras formas de considerar o assunto: a ideia de \u201cintimidade\u201d pode abarcar v\u00e1rias experi\u00eancias emocionais subjetivas que n\u00e3o sejam necessariamente rom\u00e2nticas, da mesma forma que n\u00e3o t\u00eam de ser necessariamente sexuais tamb\u00e9m. De facto, muito trabalho tem sido feito em torno da reflex\u00e3o sobre o que \u00e9 que intimidade quer dizer, e como ela pode ser vista ao n\u00edvel subjectivo mas tamb\u00e9m cultural.<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a><\/p>\n<p>O poliamor, enquanto neologismo e enquanto identidade, surgiu no princ\u00edpio dos anos 90 do s\u00e9culo XX. Isto n\u00e3o quer dizer, claro, que s\u00f3 a\u00ed tenham surgido formas de relacionamento em n\u00e3o-monogamia consensual. Quer apenas dizer que estamos aqui perante uma configura\u00e7\u00e3o social espec\u00edfica, e perante a gesta\u00e7\u00e3o de uma identidade que come\u00e7a j\u00e1 a ter contornos de movimento social em v\u00e1rios pa\u00edses, com uma pauta reivindicativa crescente.<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a><\/p>\n<p>Outro detalhe fundamental: apesar de muito do discurso medi\u00e1tico circular nesse sentido, \u00e9 incorreto olhar para o poliamor como um \u201cestilo de vida\u201d, da mesma maneira que seria incorreto olhar para a monogamia como um \u201cestilo de vida\u201d. Isto quer dizer que tanto uma como a outra podem constituir-se como <em>orienta\u00e7\u00f5es relacionais<\/em>. Da mesma forma que muitas pessoas reportam ter prefer\u00eancias claras sobre o g\u00e9nero de quem escolhem para pr\u00e1ticas \u00edntimas e sexuais (vulgo <em>orienta\u00e7\u00e3o sexual<\/em>), tamb\u00e9m muitas pessoas t\u00eam prefer\u00eancias claras sobre a estrutura relacional em que se querem inserir, e orientam-se para construir essa mesma estrutura. Isso quer dizer, por analogia, que existem pessoas para quem a <em>orienta\u00e7\u00e3o relacional<\/em> \u00e9 uma parte estruturante das suas viv\u00eancias afectivas e de como constroem a sua identidade sexualizada para si mesmas e para outras pessoas.<\/p>\n<p>No entanto, fica a ressalva que n\u00e3o existe qualquer liga\u00e7\u00e3o entre ambas estas orienta\u00e7\u00f5es. Apesar de, a partir dos dados internacionais que existem, se saber que existe uma clara maioria de pessoas n\u00e3o-heterossexuais por entre as que se identificam como poliamorosas<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a>, n\u00e3o h\u00e1 qualquer causalidade entre elas; da mesma forma que, segundo esse estudo, o g\u00e9nero com maior representa\u00e7\u00e3o percentual \u00e9 o feminino.<\/p>\n<p>Infelizmente, a quantidade de informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel sobre poliamor \u2013 e outras formas de n\u00e3o-monogamia consensual (NMC) \u2013 \u00e9 ainda muito pequena, e n\u00e3o reflete as experi\u00eancias do que se estima serem cerca de 5% da popula\u00e7\u00e3o<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a>. Na medida em que as viv\u00eancias de pessoas poliamorosas est\u00e3o rodeadas de estigma a n\u00edvel pessoal e social, \u00e9 fundamental que exista uma rede de apoio profissional capaz e competente para lidar com o assunto. Por\u00e9m, a investiga\u00e7\u00e3o existente parece apontar na dire\u00e7\u00e3o oposta: as pessoas que trabalham na \u00e1rea da sa\u00fade mental e sexual tendem a considerar que a presen\u00e7a de sexo fora de uma rela\u00e7\u00e3o di\u00e1dica significa que esta tem necessariamente problemas, e a usar \u201cfidelidade\u201d como sin\u00f3nimo de exclusividade sexual.<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a><\/p>\n<p>Assim, \u00e9 ao olhar para algumas das experi\u00eancias de pessoas poliamorosas e para as formas como o conhecimento de senso comum se estabelece sobre a suposta superioridade da monogamia (ou seja, sobre como a sociedade ocidental contempor\u00e2nea \u00e9 <em>hetero-mono-normativa<\/em>) que podemos compreender mais facilmente como profissionais de sa\u00fade de v\u00e1rias \u00e1reas podem e devem intervir reativamente e proativamente.<\/p>\n<p>Alguns dos estere\u00f3tipos mais comuns e mais danosos, que se encontram tanto na rua, com em casa e at\u00e9 no gabinete, e que <em>a investiga\u00e7\u00e3o tem vindo a desmentir<\/em>: que as pessoas poliamorosas o s\u00e3o porque t\u00eam mais dificuldade ou medo em se comprometer; que as pessoas poliamorosas t\u00eam maior propens\u00e3o para contrair Infe\u00e7\u00f5es Sexualmente Transmiss\u00edveis; que as pessoas poliamorosas t\u00eam problemas psicol\u00f3gicos ou marcadores de co-morbilidade, assim como indicadores de perturba\u00e7\u00e3o de personalidade ou falta de ajustamento significativamente diferentes do geral da popula\u00e7\u00e3o; que as rela\u00e7\u00f5es poliamorosas s\u00e3o intrinsecamente menos bem sucedidas do que rela\u00e7\u00f5es monog\u00e2micas (sem geralmente se clarificar o que constitui uma rela\u00e7\u00e3o \u2018bem sucedida\u2019); que as rela\u00e7\u00f5es monog\u00e2micas s\u00e3o intrinsecamente mais saud\u00e1veis; que s\u00f3 as rela\u00e7\u00f5es monog\u00e2micas fornecem um contexto adequado para a educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as; que as rela\u00e7\u00f5es de NMC s\u00e3o intrinsecamente abusivas do ponto de vista psicol\u00f3gico ou mesmo financeiro. E, claro, a principal: que as rela\u00e7\u00f5es poliamorosas n\u00e3o existem porque \u00e9 supostamente imposs\u00edvel amar mais do que uma pessoa ao mesmo tempo.<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a><\/p>\n<p>Todas estas ideias \u2013 e talvez em particular a \u00faltima \u2013 afetam a vida de pessoas poliamorosas no seu quotidiano, e em contexto de sa\u00fade. Numa nota mais pessoal, j\u00e1 me foram relatadas hist\u00f3rias v\u00e1rias de cenas em contexto cl\u00ednico que reflectem muito do acima; j\u00e1 me confessaram o qu\u00e3o cansativo ou ansiog\u00e9nico \u00e9 ter de educar a pessoa que est\u00e1 a apoiar a nossa sa\u00fade sobre quest\u00f5es importantes como esta, temendo ao mesmo tempo uma rea\u00e7\u00e3o negativa.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rias coisas que profissionais de sa\u00fade podem fazer para melhorar esta situa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Procurar informa\u00e7\u00e3o sobre o tema<\/strong>; neste aspeto, a National Coalition for Sexual Freedom, dos EUA, tem um pequeno panfleto que d\u00e1 uma vis\u00e3o geral do tema, focado na \u00e1rea da psicologia;<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a><\/li>\n<li><strong>Normalizar a exist\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es de n\u00e3o-monogamia consensual<\/strong>; isto implica trat\u00e1-las como equivalentes a rela\u00e7\u00f5es monog\u00e2micas ou a qualquer outro tipo de estrutura relacional, ao inv\u00e9s de um sintoma ou de um problema em si;<\/li>\n<li><strong>Contribuir para a <em>des<\/em>normaliza\u00e7\u00e3o da monogamia<\/strong>; n\u00e3o pressupondo que nenhum relato de um relacionamento seja, <em>a priori<\/em> e salvo indica\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, o relato de uma rela\u00e7\u00e3o monog\u00e2mica;<\/li>\n<li><strong>N\u00e3o presumir a estrutura relacional de pessoas concretas a partir da sua orienta\u00e7\u00e3o relacional<\/strong>; o mesmo \u00e9 dizer que, da mesma forma que se vive monogamia numa mir\u00edade de formas diferentes, igualmente se vive poliamor de formas muito diferentes, porque uma orienta\u00e7\u00e3o relacional n\u00e3o \u00e9 o mesmo que a configura\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o espec\u00edfica (n\u00e3o existe um poliamor, existem poliamores);<\/li>\n<li><strong>Prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade emocional de pessoas em rela\u00e7\u00f5es de NMC<\/strong>; incluindo-se aqui a cria\u00e7\u00e3o de novas palavras (como \u201ccompers\u00e3o\u201d, que pretende descrever a felicidade sentida por ver algu\u00e9m que se ama feliz com outra pessoa) para descrever fen\u00f3menos psicoemocionais precludidos pela mononormatividade;<\/li>\n<li><strong>Levar a s\u00e9rio a possibilidade de que a n\u00e3o<\/strong>&#8211;<strong>monogamia consensual possa ser uma resposta poss\u00edvel mesmo para quem nunca o imaginou<\/strong>; contrariando assim a tend\u00eancia em contexto cl\u00ednico para sugerir a pessoas poliamorosas que \u2018regressem\u2019 \u00e0 monogamia, e pensando que a monogamia normativa tamb\u00e9m pode ser lesiva para quem busca apoio ao n\u00edvel da sa\u00fade sexual;<\/li>\n<li><strong>Aproveitar as ferramentas e reflex\u00f5es sobre comunica\u00e7\u00e3o, consentimento, gest\u00e3o emocional e interpessoal que v\u00eam das pessoas em NMCs<\/strong>; reconhecendo assim que existem compet\u00eancias transversais para o estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es de qualquer tipo, e que os questionamentos trazidos pelas NMCs podem auxiliar mesmo quem quer construir rela\u00e7\u00f5es monog\u00e2micas mais \u00e9ticas.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Atrav\u00e9s destes passos \u2013 e de outros cujo limite de palavras n\u00e3o permite contemplar! \u2013 poderemos criar uma cultura de rela\u00e7\u00f5es mais informada, consensual e cr\u00edtica, em que as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o pensadas n\u00e3o apenas enquanto constructos pessoais mas tamb\u00e9m culturais, e em que o papel do estigma e da norma s\u00e3o levados a s\u00e9rio dentro do consult\u00f3rio e fora dele.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Jin Haritaworn, Chin-ju Lin, e Christian Klesse, \u00abPoly\/logue: A Critical Introduction to Polyamory\u00bb, <em>Sexualities<\/em> 9, n. 5 (Dezembro de 2006): 518.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> Daniel Cardoso, \u00abDel amor a la amistad: la pol\u00edtica de las relaciones\u00bb, em <em>(h)amor2<\/em>, ed. Sandra Cendal, trad. Matilde P\u00e9rez (Madrid: Continta Me Tienes, 2015), 53\u201366.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Hadar Aviram e Gwendolyn Leachman, \u00abThe Future of Polyamorous Marriage: Lessons from the Marriage Equality Struggle\u00bb, <em>Harvard Journal of Law &amp; Gender<\/em> 38 (1 de Janeiro de 2015): 269\u2013336; Edward Ashbee, \u00abPolyamory, Social Conservatism and the Same-Sex Marriage Debate in the US\u00bb, <em>Politics<\/em> 27, n. 2 (Junho de 2007): 101\u20137, doi:10.1111\/j.1467-9256.2007.00285.x.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> Derrell W. Cox II, Jim Fleckenstein, e Curtis R. Bergstrand, \u00abWhat Do Polys Want?: An Overview of the 2012 Loving More Survey\u00bb, <em>Loving More Magazine<\/em>, 21 de Junho de 2012, http:\/\/www.lovemore.com\/polyamory-articles\/2012-lovingmore-polyamory-survey\/.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> https:\/\/www.psychologytoday.com\/blog\/strictly-casual\/201404\/whos-really-interested-in-alternate-relationships<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> Terri D. Conley et al., \u00abThe Fewer the Merrier?: Assessing Stigma Surrounding Consensually Non-Monogamous Romantic Relationships\u00bb, <em>Analyses of Social Issues and Public Policy<\/em> 13, n. 1 (Dezembro de 2013): 1\u201330, doi:10.1111\/j.1530-2415.2012.01286.x.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> Terri D. Conley et al., \u00abA Critical Examination of Popular Assumptions About the Benefits and Outcomes of Monogamous Relationships\u00bb, <em>Personality and Social Psychology Review<\/em> 17, n. 2 (Maio de 2013): 124\u201341, doi:10.1177\/1088868312467087.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> Geri D. Weitzman, \u00abWhat Psychology Professionals Should Know About Polyamory\u00bb, acedido 24 de Outubro de 2008, http:\/\/www.polyamory.org\/~joe\/polypaper.htm.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] A reflex\u00e3o de\u2026 Daniel Cardoso, Doutorado em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o pela Universidade Nova de Lisboa. Professor Assistente na Universidade Lus\u00f3fona de Humanidades e Tecnologias. 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