{"id":7156,"date":"2017-05-06T14:55:48","date_gmt":"2017-05-06T14:55:48","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=7156"},"modified":"2019-03-27T08:38:16","modified_gmt":"2019-03-27T08:38:16","slug":"o-estigma-ligado-ao-bdsm-ainda-e-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2017\/05\/06\/o-estigma-ligado-ao-bdsm-ainda-e-grande\/","title":{"rendered":"O estigma ligado ao BDSM ainda \u00e9 grande"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Foto-ana-mafalda.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7157\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Foto-ana-mafalda-278x300.jpg\" alt=\"\" width=\"278\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c0 conversa com\u2026<\/strong><br \/>\nAna Mafalda Mota,<br \/>\nPsic\u00f3loga e mestre em Psicologia; Coordenadora do <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pontop.smf\/\">Ponto P<\/a><\/p>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n6 de Maio de 2017<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\"><strong>Entrevista<\/strong><\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p>Isabel Freire<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]<strong>\u00a0\u201cPara al\u00e9m da dor: fantasias de prazer, poder e entrega. Um estudo sobre bondage e disciplina, domina\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o e sadomasoquismo\u201d. Este \u00e9 t\u00edtulo da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Psicologia (especializa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de Comportamento Desviante e Sistema de Justi\u00e7a), realizada por Ana Mafalda Mota, na Faculdade de Psicologia e Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade do Porto (2011).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Atualmente a coordenar o <em>Ponto P<\/em> (projeto de redu\u00e7\u00e3o de riscos em contextos e consumos recreativos em Santa Maria da Feira), Ana Mafalda Mota entende que o estigma ligado ao BDSM \u00e9 ainda grande e os equ\u00edvocos diversos. Numa entrevista que nos ajuda \u00e0 sua desconstru\u00e7\u00e3o, lembra que muitos praticantes optam ainda por viver o BDSM em segredo. Receiam vis\u00f5es recriminat\u00f3rias e patologizantes, na fam\u00edlia, no trabalho e mesmo no consult\u00f3rio do m\u00e9dico ou psicoterapeuta.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Que ideias equ\u00edvocas em rela\u00e7\u00e3o ao BDSM precisamos desconstruir?<\/strong><\/p>\n<p>O BDSM \u00e9 complexo e vari\u00e1vel, como qualquer outro comportamento social e interpessoal. N\u00e3o existe uma trajet\u00f3ria-tipo para a <em>forma<\/em> nem para a <em>idade de entrada<\/em> no BDSM. H\u00e1 diversidade de experi\u00eancias, percursos e motiva\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O comportamento <em>BDSMer<\/em> \u00e9 altamente simb\u00f3lico e constitu\u00eddo por um mundo figurativo, onde todas as rela\u00e7\u00f5es t\u00eam os seus pr\u00f3prios ritos e rituais. Por outras palavras, o contexto do BDSM \u00e9 relacional e um praticante s\u00f3 se realiza na rela\u00e7\u00e3o com o outro. Os comportamentos n\u00e3o s\u00e3o homog\u00e9neos. As pr\u00e1ticas s\u00e3o m\u00faltiplas. E as motiva\u00e7\u00f5es v\u00e3o da obten\u00e7\u00e3o do prazer er\u00f3tico\/sexual \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de prazer psicol\u00f3gico. Pensar as pr\u00e1ticas de BDSM \u00e9 entender que o comportamento, o prazer e o desejo, podem ser deslocados da genitalidade, criando novas possibilidades de erotiza\u00e7\u00e3o do corpo e de satisfa\u00e7\u00e3o er\u00f3tico-sexual. A dor \u2013 por si s\u00f3 \u2013 n\u00e3o \u00e9 prazer. Intensifica-o. Pode at\u00e9 nem estar ligada \u00e0 genitalidade ou \u00e0 gratifica\u00e7\u00e3o de um orgasmo.<\/p>\n<p><strong>Como est\u00e1 enquadrada hoje a pr\u00e1tica do sadomasoquismo (BDSM) nos manuais de refer\u00eancia da psiquiatria?<\/strong><\/p>\n<p>No Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais (DSM -V), revisto em 2013 \u2013 edi\u00e7\u00e3o em que h\u00e1 uma divis\u00e3o entre parafilias e desordens paraf\u00edlicas \u2013 o BDSM est\u00e1 listado como parafilia ou \u201cfixa\u00e7\u00e3o sexual incomum\u201d. S\u00f3 \u00e9 considerado uma \u201cdesordem paraf\u00edlica\u201d se provocar mal estar ou prejudicar o pr\u00f3prio praticante ou outra pessoa. Ter uma parafilia \u00e9 condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, mas n\u00e3o suficiente, para se ter uma desordem paraf\u00edlica. \u00c9 diferente ter um comportamento e ter uma desordem. A desordem paraf\u00edlica \u00e9 uma perturba\u00e7\u00e3o mental. Uma parafilia, por si s\u00f3, n\u00e3o justifica ou exige, necessariamente, interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Apesar desta diferencia\u00e7\u00e3o, a etiquetagem dos comportamentos <em>BDSMer<\/em> como parafilia, n\u00e3o contribui para a sua express\u00e3o saud\u00e1vel. N\u00e3o reconhece a subjetividade das experi\u00eancias de cada um. Este r\u00f3tulo pode resultar na estigmatiza\u00e7\u00e3o social e legal de comportamentos que n\u00e3o s\u00e3o patol\u00f3gicos. E a necessidade de ocultar estes comportamentos pode gerar ang\u00fastias e insatisfa\u00e7\u00f5es com as atividades e pr\u00e1ticas BDSM.<\/p>\n<p><strong>Das entrevistas que fez a praticantes portugueses de BSDM, que lamentos escutou de estigma e discrimina\u00e7\u00e3o? Como limitam a procura de uma sexualidade saud\u00e1vel e de uma viv\u00eancia identit\u00e1ria feliz?<\/strong><\/p>\n<p>O estigma ligado ao BDSM \u00e9 grande. Os mitos e a press\u00e3o negativa tamb\u00e9m. Os\/as praticantes consideram negativas as representa\u00e7\u00f5es que os outros t\u00eam sobre os seus comportamentos e pr\u00e1ticas. Isto faz com que muito n\u00e3o as admitam, receando o r\u00f3tulo de \u201cmaluquinhos\/as\u201d. Optam pelo segredo. Ocultam na esfera familiar e profissional os gostos pr\u00f3prios. Isto faz sentir que \u00e9 preciso viver uma \u201cvida dupla\u201d. N\u00e3o permite uma viv\u00eancia identit\u00e1ria plena e feliz, sobretudo em rela\u00e7\u00f5es de amor\/\u00edntimas com parceiros que n\u00e3o s\u00e3o praticantes. Ouvi casos de praticantes que assistiram ao fim das rela\u00e7\u00f5es amorosas devido aos \u201cgostos diferentes\u201d, inclusive com pedidos por parte dos\/as parceiros\/as para se \u201ctratarem\u201d. Um dos dominadores que entrevistei revelou que quando descobriram no seu trabalho que \u201cgostava de coisas diferentes\u201d, foi amea\u00e7ado de despedimento e pressionado para deixar a comunidade <em>BDSmer<\/em>. Este exemplo ilustra como os poderes p\u00fablicos interferem na esfera privada e limitam o exerc\u00edcio pleno de cidadania.<\/p>\n<p><strong>Que objetos\/instrumentos lhe parecem mais emblem\u00e1ticos (simb\u00f3licos) do BDSM e o que representam?<\/strong><\/p>\n<p>As sess\u00f5es de BDSM s\u00e3o uma fra\u00e7\u00e3o da realidade, delineadas no tempo e no espa\u00e7o, onde as pr\u00e1ticas vivem da teatralidade e das fantasias dos que as praticam. O c\u00f3digo de vestimenta, impregnado de erotismo e sensualidade, \u00e9 uma componente est\u00e9tica que funciona como est\u00edmulo de transi\u00e7\u00e3o para a execu\u00e7\u00e3o dos seus pap\u00e9is. Os instrumentos auxiliam na execu\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas. Mas a sua import\u00e2ncia relaciona-se com a diversidade de sensa\u00e7\u00f5es proporcionadas: para que o BDSM \u201cn\u00e3o se torne redutor, nem que as sensa\u00e7\u00f5es e ritualiza\u00e7\u00f5es se tornem mon\u00f3tonas\u201d.<\/p>\n<p>A coleira \u00e9 uma das imag\u00e9ticas mais associadas ao BDSM. Talvez um dos mais valorizados s\u00edmbolos numa rela\u00e7\u00e3o BDSM. O s\u00edmbolo formal da submiss\u00e3o e da \u201centrega\u201d. \u00c9 \u201csinal de compromisso\u201d. Alguns praticantes veem a coleira como uma \u201calian\u00e7a no dedo\u201d \u2013 revela que se transp\u00f5em os s\u00edmbolos das rela\u00e7\u00f5es normativas para o relacionamento BDSM.<\/p>\n<p><strong>Consentimento, limites e <em>safeword<\/em> s\u00e3o conceitos essenciais no BDSM. Eu consinto (at\u00e9 certo ponto) e quando atinjo os meus limites, dou sinal para parar. H\u00e1 entre a comunidade preocupa\u00e7\u00f5es com a quest\u00e3o dos acidentes (n\u00e3o conseguir dar a <em>safeword<\/em> a tempo)? Fazem-se campanhas ou a\u00e7\u00f5es de sensibiliza\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o para dominadores\/as, por exemplo<\/strong>?<\/p>\n<p>Os limites s\u00e3o estabelecidos antes do in\u00edcio das sess\u00f5es ou rela\u00e7\u00f5es BDSM, bem como a <em>safeword<\/em>, embora os\/as praticantes que entrevistei aleguem que nunca necessitaram de a usar. Os\/as dominadores\/as que s\u00e3o vistos como n\u00e3o seguros\/as (n\u00e3o dominando as t\u00e9cnicas e n\u00e3o respeitando as regras) t\u00eam dificuldade em obter parceiros\/as para as suas pr\u00e1ticas. Ainda assim, alguns dos\/as dominadores\/as que entrevistei referiram que frequentaram workshops sobre t\u00e9cnicas e seguran\u00e7a noutros pa\u00edses, como nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, Alemanha e Inglaterra.<\/p>\n<p>Os\/as praticantes salientam a enorme responsabilidade inerente ao papel de Dominador\/a. S\u00e3o estes que t\u00eam a seguran\u00e7a, o bem-estar, a vida da outra pessoa nas m\u00e3os e a necessidade de respeitar os procedimentos e os limites do\/a submisso\/a. Praticantes que desempenham o papel de dominadores, focam ainda a import\u00e2ncia de serem pessoas com valores, capacidade ouvir e de compreender o\/a submisso\/a.<\/p>\n<p><strong><em>S\u00e3o, seguro e consensual<\/em><\/strong><strong> s\u00e3o princ\u00edpios inalien\u00e1veis do BDSM. Que quest\u00f5es \u00e9ticas se continuam a discutir dentro da \u2018comunidade\u2019 ou dos contextos BDSM, no mundo?<\/strong><\/p>\n<p>A livre determina\u00e7\u00e3o das pessoas e o consentimento s\u00e3o pilares basilares, porque s\u00e3o eles que fazem a distin\u00e7\u00e3o entre BDSM e viol\u00eancia. Determinar onde termina o consensual e onde come\u00e7a o abuso \u00e9 uma tarefa delicada que implica experi\u00eancia de ambas as partes envolvidas no \u201cjogo\u201d. \u00c9 un\u00e2nime para todos que est\u00e3o completamente exclu\u00eddas as pr\u00e1ticas que ponham em causa a seguran\u00e7a de outrem, que envolvam crian\u00e7as ou pessoas sem livre arb\u00edtrio, atos feitos contra a vontade de outrem ou pr\u00e1ticas que provoquem danos permanentes.<\/p>\n<p>Os\/as praticantes chamam ainda a aten\u00e7\u00e3o para \u201ccondutas \u00e9ticas da domina\u00e7\u00e3o\u201d: ningu\u00e9m ter o direito de usar ou abusar emocionalmente ou psicologicamente de outrem. Ningu\u00e9m pode interferir na vida saud\u00e1vel da pessoa que est\u00e1 na base da hierarquia e o BDSM deve ser uma forma de progress\u00e3o positiva. Assim, de um\/a dominador\/a s\u00e3o esperadas compet\u00eancias t\u00e9cnicas, informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de seguran\u00e7a, compreens\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o em jogo e capacidade de lidar com poss\u00edveis rea\u00e7\u00f5es emocionais e psicol\u00f3gicas do\/a submisso\/a. Deste \u00faltimo\/a a expectativa \u00e9 que mantenha e preserve o equil\u00edbrio do poder, aprenda a conhecer-se e a reconhecer os limites, e contribua para o processo de constru\u00e7\u00e3o de significados.<\/p>\n<p><strong>No nosso pa\u00eds, os\/as praticantes de BDSM s\u00e3o ainda aconselhados pelo\/a psiquiatra ou psicoterapeuta a tratarem-se?<\/strong><\/p>\n<p>Uma das pessoas que entrevistei conta que embora seja acompanhada por um psiquiatra, nunca lhe falou das pr\u00e1ticas BDSM. Os exemplos de estigmatiza\u00e7\u00e3o que conhece levam-na a pensar que na comunidade m\u00e9dica \u201co BDSM \u00e9 uma doen\u00e7a a ser atacada\u201d. Outra entrevistada refere-nos que procurou um psic\u00f3logo por se sentir ansiosa\/deprimida, e quando lhe exp\u00f4s o seu interesse pelo BDSM, foi aconselhada a fazer psicoterapia.<\/p>\n<p><strong>Que livro recomendaria a quem deseja compreender o fen\u00f3meno do BDSM, para l\u00e1 das sombras?<\/strong><\/p>\n<p>Sugiro dois livros que embora sejam datados, fornecem uma boa primeira incurs\u00e3o pelo mundo do BDSM: <em>SM 101 &#8211; A Realistic introduction<\/em>, de Jay Wiseman, e <em>Different Loving: a complete exploration of the world of sexual dominance and submission<\/em>, de William Brame, Gloria Brame e Jon Jacobs).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] \u00c0 conversa com\u2026 Ana Mafalda Mota, Psic\u00f3loga e mestre em Psicologia; Coordenadora do Ponto P Data 6 de Maio de 2017 &nbsp; Entrevista Isabel Freire \u00a0 \u00a0 \u00a0[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]\u00a0\u201cPara al\u00e9m da dor: fantasias de prazer, poder e entrega. 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