{"id":7499,"date":"2017-10-09T12:15:23","date_gmt":"2017-10-09T12:15:23","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=7499"},"modified":"2019-03-25T18:51:31","modified_gmt":"2019-03-25T18:51:31","slug":"a-disfuncionalidade-pode-prevenir-se-com-uma-boa-educacao-para-a-sexualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2017\/10\/09\/a-disfuncionalidade-pode-prevenir-se-com-uma-boa-educacao-para-a-sexualidade\/","title":{"rendered":"A disfuncionalidade pode prevenir-se com uma boa educa\u00e7\u00e3o para a sexualidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/fotoPachecoPalha-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7501\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/fotoPachecoPalha-1-256x300.jpg\" alt=\"\" width=\"256\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c0 conversa com\u2026<\/strong><br \/>\nAnt\u00f3nio Pacheco Palha, psiquiatra, ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Cl\u00ednica, e Diretor Cl\u00ednico da <a href=\"http:\/\/www.irmashospitaleiras.pt\/csbj\/\">Casa de Sa\u00fade Bom Jesus &#8211; Irm\u00e3s Hospitaleiras<\/a>, no Porto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div>\n<p><strong>Percursos\u2026<br \/>\n<\/strong>\u00c9 presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade Mental em L\u00edngua Portuguesa (ASMELP), ex-Presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Sa\u00fade Mental, Professor Catedr\u00e1tico de Psiquiatria, Jubilado, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e Membro Honor\u00e1rio da World Psychiatry Association.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n9 de Outubro de 2017<\/p>\n<div><\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Entrevista<br \/>\n<\/strong>Isabel Freire<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]<strong>Ant\u00f3nio Pacheco Palha \u00e9 um dos m\u00e9dicos de refer\u00eancia da luta travada para colocar a sexualidade na agenda cl\u00ednica, no Portugal do p\u00f3s 25 de abril de 1974. <\/strong><strong>Olhando para o presente, o psiquiatra e ex-presidente da SPSC est\u00e1 otimista. V\u00ea na sociedade portuguesa grande abertura para a aceita\u00e7\u00e3o da diversidade, nomeadamente &#8220;de comportamentos ligados \u00e0 homossexualidade e \u00e0 transexualidade\u201d.<\/strong><strong> Porque <\/strong><strong>a disfuncionalidade pode ser prevenida com uma boa educa\u00e7\u00e3o para a sexualidade, defende que \u00e9 preciso continuar a apostar na informa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o dos jovens.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sociedade Portuguesa de Sexologia Cl\u00ednica \u2013 Trabalha com as quest\u00f5es da sexualidade h\u00e1 mais de 40 anos. O que mudou de forma mais profunda no olhar dos sex\u00f3logos cl\u00ednicos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Pacheco Palha \u2013<\/strong> H\u00e1 40 anos ainda n\u00e3o havia uma grande aten\u00e7\u00e3o para os problemas da sexualidade em geral nos meios m\u00e9dicos, e tamb\u00e9m nos meios da \u00e1rea psicol\u00f3gica. Havia uma apreci\u00e1vel milit\u00e2ncia por parte do grupo de m\u00e9dicos e t\u00e9cnicos envolvidos nos problemas de planeamento familiar, dado que no tempo da ditadura havia restri\u00e7\u00f5es para m\u00e9todos contracetivos hormonais (a c\u00e9lebre p\u00edlula contracetiva). Procurava-se lutar contra o uso do aborto como processo da limita\u00e7\u00e3o dos nascimentos. Nessa \u00e9poca tive o privil\u00e9gio de conviver e trabalhar a n\u00edvel da divulga\u00e7\u00e3o de conhecimentos com o Dr. Albino Aroso, o pai do moderno planeamento familiar em Portugal.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 As pessoas que lhe chegam ao consult\u00f3rio v\u00eam procurar ajuda apenas porque n\u00e3o querem ser doentes (do ponto de vista da sexualidade) ou j\u00e1 procuram ajuda porque querem ser sexualmente mais saud\u00e1veis?<\/strong><\/p>\n<p><strong>APP \u2013<\/strong> As pessoas que nos procuram para consulta, a maior parte das vezes, n\u00e3o se apresentam como doentes. Melhor dizendo, por vezes \u00e9 o parceiro que diz que o outro est\u00e1 doente e de facto \u00e9 mais f\u00e1cil aceitar uma doen\u00e7a do que uma falha comportamental.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 H\u00e1 alguma causa relacionada com a sexualidade ou com a sexologia, que o mobilize para a a\u00e7\u00e3o, para o ativismo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>APP \u2013<\/strong> Cheguei ao estudo dos problemas da sexualidade humana atrav\u00e9s do movimento para o planeamento familiar, que se iniciava em finais do anos 1960. No in\u00edcio de 1969, liguei-me a um pequeno grupo de cat\u00f3licos progressistas do Porto, que estavam ligados \u00e0 sa\u00fade, para a cria\u00e7\u00e3o do n\u00facleo do norte da APF, que tinha sido criada em Lisboa (um ou dois anos antes). A partir da\u00ed e com a pr\u00e1tica de observa\u00e7\u00e3o de mulheres e casais na consulta de planeamento familiar criada na Universidade de Santo Ant\u00f3nio (pelo Dr. Albino Aroso) fui-me apercebendo da import\u00e2ncia dos problemas sexuais da mulher e do casal. Ao mesmo tempo, dei-me conta que toda a situa\u00e7\u00e3o disfuncional poderia ser prevenida atrav\u00e9s de uma boa educa\u00e7\u00e3o para a sexualidade. Assim, passei a ter uma outra preocupa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sexualidade que foi com a organiza\u00e7\u00e3o de atividades em prol dessa educa\u00e7\u00e3o (com jovens, com pais, com professores, etc.).<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Que lugar lhe parece ter hoje a sexualidade humana nas preocupa\u00e7\u00f5es de investiga\u00e7\u00e3o e de interven\u00e7\u00e3o em psiquiatria, em Portugal?<\/strong><\/p>\n<p><strong>APP \u2013<\/strong> N\u00e3o s\u00f3 a psiquiatria portuguesa, que teve pioneiros na divulga\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia dos problemas sexuais para a vida mental e que foram fundadores da Sociedade Portuguesa de Sexologia \u2013 Afonso de Albuquerque, Allen Gomes, Silveira Nunes, entre outros e eu pr\u00f3prio \u2013 mas tamb\u00e9m a medicina portuguesa da \u00e9poca\u00a0pr\u00e9 revolu\u00e7\u00e3o de 1974, n\u00e3o estavam muito atentas a este programa. Num per\u00edodo p\u00f3s revolu\u00e7\u00e3o, com a cria\u00e7\u00e3o da Sociedade Portuguesa de Sexologia Cl\u00ednica, com a dinamiza\u00e7\u00e3o levada a cabo por um novo grupo de urologistas (que criaram a Sociedade Portuguesa de Andrologia) e pelo grupo dos ginecologistas ligados ao planeamento familiar, passou a haver na sociedade m\u00e9dica portuguesa um novo interesse pelos problemas da sexualidade humana.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Muitos especialistas alertam para a afirma\u00e7\u00e3o crescente de valores ultraconservadores associados \u00e0 sexualidade e \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o, em pa\u00edses ditos desenvolvidos. Na sociedade portuguesa h\u00e1 sinais desta vontade de arrepiar caminho?<\/strong><\/p>\n<p><strong>APP \u2013<\/strong> Sempre existiram valores ultraconservadores associados \u00e0 sexualidade e \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o, em pa\u00edses ditos desenvolvidos, em pa\u00edses de tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, sobretudo cat\u00f3lica. N\u00e3o sou pessimista neste dom\u00ednio do comportamento humano e estou convencido que n\u00e3o haver\u00e1 um arrepiar de caminho.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Que ideias enviesadas (equ\u00edvocas) da sexualidade humana considera que \u00e9 preciso ainda desconstruir, na sociedade portuguesa dos nossos dias, de forma mais ampla e premente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>APP \u2013 <\/strong>Penso que a Sociedade Portuguesa tem tido uma grande abertura para a aceita\u00e7\u00e3o dos comportamentos ligados \u00e0 homossexualidade e \u00e0 transexualidade, embora em rela\u00e7\u00e3o a esta \u00faltima ainda tenha que ser promovido um melhor esclarecimento, dada a complexidade psicol\u00f3gica e biol\u00f3gica de tal escolha. Parece-me \u00a0tamb\u00e9m que os comportamentos bissexuais merecem um estudo mais aprofundado, dado haver tamb\u00e9m recetividade variada por parte da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 <\/strong><strong>Com que novos desafios (afetivos, sexuais, relacionais) se defrontam as gera\u00e7\u00f5es mais jovens, nos nossos dias?<\/strong><\/p>\n<p><strong>APP \u2013<\/strong> As gera\u00e7\u00f5es mais jovens naturalmente enfrentam desafios derivados das mudan\u00e7as socioculturais. As estruturas familiares s\u00e3o aparentemente menos normativas. Mas h\u00e1 maior circula\u00e7\u00e3o de todo o tipo de informa\u00e7\u00e3o (a s\u00e9ria e a outra&#8230;). H\u00e1 mais liberdade de movimento geogr\u00e1fico e h\u00e1 tamb\u00e9m a internet (redes sociais). Assim sendo, verificam-se variados comportamentos, que se v\u00e3o passando atrav\u00e9s da internet, como o chamado &#8220;sex-dating&#8221;, com o relacionamento virtual, com as estimula\u00e7\u00f5es \u00e0 dist\u00e2ncia, etc.. S\u00e3o desafios n\u00e3o apenas para os jovens, mas tamb\u00e9m para o comportamento sexual em geral e para os sex\u00f3logos do futuro.<\/p>\n<p><strong>SPSC <\/strong><strong>\u2013<\/strong> <strong>Quais s\u00e3o os principais inimigos de uma sexualidade saud\u00e1vel na terceira idade (dos 65 aos 80) e na quarta idade (dos 80 em diante)?<\/strong><\/p>\n<p><strong>APP \u2013<\/strong> A sexualidade na terceira e quarta idade deve ser preparada desde cedo. Melhor dizendo, ningu\u00e9m acorda para o comportamento sexual numa idade avan\u00e7ada. Temos que o &#8220;acarinhar&#8221; desde sempre. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que o chamado envelhecimento ativo (ou com \u00eaxito) \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o essencial para que a dimens\u00e3o sexual possa ser uma realidade nessas idades. \u00c9 necess\u00e1rio que seja completamente eliminada a ideia de que h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o ou mesmo &#8220;uma grande perda&#8221; do desejo e das capacidades de resposta sexual das mulheres (muitas vezes \u00e9 o contr\u00e1rio) e que existe uma andropausa do homem que tamb\u00e9m limita a sua express\u00e3o sexual. O que eu digo muitas vezes em consulta \u00e9 que a entrada na aproxima\u00e7\u00e3o da terceira idade pode ser um momento para reavalia\u00e7\u00e3o e dinamiza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o afetiva e sexual do casal idoso. No caso de viuvez h\u00e1 ainda muitos tabus. Muitos tabus a vencer. As gera\u00e7\u00f5es mais novas das fam\u00edlias precisam aceitar que o av\u00f4 ou a av\u00f3 tem um namorado e andam muito felizes com isso. Muito haveria a dizer sobre este problema, sobretudo a necessidade de renova\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica interna de funcionamento dos chamados lares de terceira idade.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 <\/strong><strong>O que diz aos seus pacientes (na terceira e quarta idade) quando percebe que deixaram de se permitir o direito a uma sexualidade saud\u00e1vel e feliz?<\/strong><\/p>\n<p><strong>APP &#8211;<\/strong> Aquilo que eu costumo dizer \u00e9 que n\u00e3o desistam, dado que a experi\u00eancia sexual nesse per\u00edodo de vida est\u00e1 muitas vezes ligada a fortes sentimentos de amor e que se assim suceder podem resultar num per\u00edodo de vida de muita satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 <\/strong><strong>Que press\u00f5es sociais e familiares sentem as pessoas na terceira e quarta idade relativamente \u00e0s suas viv\u00eancias afetivas e sexuais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>APP \u2013<\/strong> Como disse anteriormente, as express\u00f5es familiares e sociais s\u00e3o muito importantes na express\u00e3o das diferentes dimens\u00f5es na sexualidade do idoso. Por um lado, h\u00e1 press\u00f5es baseadas no que alegadamente parece mal, \u00e9 ajustado ou vergonhoso, etc., por outro, h\u00e1 as preocupa\u00e7\u00f5es com os bens materiais ligados \u00e0s heran\u00e7as.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 <\/strong><strong>Que discursos p\u00fablicos \u00e9 preciso promover em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sexualidade dos mais maduros (terceira e quarta idade) e em que contextos \u00e9 preciso sublinh\u00e1-los?<\/strong><\/p>\n<p><strong>APP \u2013<\/strong> Primeiro que tudo, \u00e9 necess\u00e1rio que a reforma venha a tempo de o idoso poder realizar sonhos que tenha tido durante a vida.<br \/>\nPoder\u00e1 ser a realiza\u00e7\u00e3o de forma calma e sem press\u00f5es de uma sexualidade plena que muitas vezes n\u00e3o foi poss\u00edvel durante a vida. Assim, n\u00e3o alongar demais a idade da reforma e fazer com que esta seja financeiramente adequada, \u00e9 algo a exigir dos poderes p\u00fablicos.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] \u00c0 conversa com\u2026 Ant\u00f3nio Pacheco Palha, psiquiatra, ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Cl\u00ednica, e Diretor Cl\u00ednico da Casa de Sa\u00fade Bom Jesus &#8211; Irm\u00e3s Hospitaleiras, no Porto. &nbsp; Percursos\u2026 \u00c9 presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade Mental em L\u00edngua Portuguesa (ASMELP), ex-Presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Sa\u00fade Mental, Professor Catedr\u00e1tico de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":500,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[815,36,56],"tags":[434,436,151,446,448,50,447,435],"class_list":["post-7499","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","category-noticias","category-saude-sexual","tag-albino-aroso","tag-associacao-para-o-planeamento-da-familia","tag-educacao-sexual","tag-pacheco-palha","tag-primeiras-consulta-de-sexologia","tag-sexologia","tag-sexologia-clinica","tag-sociedade-portuguesa-de-andrologia"],"featured_image_src":{"landsacpe":false,"list":false,"medium":false,"full":false},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7499","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/500"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7499"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7499\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9232,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7499\/revisions\/9232"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7499"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7499"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7499"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}