{"id":7508,"date":"2017-10-09T12:02:56","date_gmt":"2017-10-09T12:02:56","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=7508"},"modified":"2019-03-25T18:53:19","modified_gmt":"2019-03-25T18:53:19","slug":"shibari-amarracoes-consensuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2017\/10\/09\/shibari-amarracoes-consensuais\/","title":{"rendered":"Shibari, amarra\u00e7\u00f5es consensuais"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_1382.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7537\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_1382-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c0 conversa com\u2026<\/strong><br \/>\nAnn Antidote, <em>shibarista<\/em>, artista pluridisciplinar, ativa nos dom\u00ednios da <em>bondage<\/em>, v\u00eddeo, instala\u00e7\u00e3o e <em>performance<\/em>.<\/p>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como se define\u2026<br \/>\n<\/strong>A minha obra aborda temas pol\u00edticos e torna a\/s diversidades vis\u00edveis e celebradas. Promovo a ideia de que v\u00e1rias consensualidades (poliamor, <em>queer<\/em>, <em>kinky<\/em>, <em>bondage<\/em>, DIY etc.) s\u00e3o op\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas e dignas de respeito. Este aspeto pol\u00edtico (e pessoal) \u00e9 uma constante da minha produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, em Berlim, onde vivo correntemente. Fa\u00e7o <em>workshops<\/em> para todos os n\u00edveis e <em>bondage<\/em> para filmes e fotografia. As minhas <em>performances<\/em> usam a <em>bondage<\/em> como uma ferramenta para contar uma hist\u00f3ria ou endere\u00e7ar um tema, e distanciam-se de representa\u00e7\u00f5es <em>mainstream<\/em> de <em>bondage<\/em> (geralmente com pap\u00e9is de g\u00e9nero\/idades\/tipos de corpo petrificados).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es e contacto:<\/strong><br \/>\nhttp:\/\/strangesavagelives<br \/>\nhttps:\/\/vimeo.com\/antidoteann<strong><br \/>\n<\/strong>studiesforthunder@gmail.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>https:\/\/vimeo.com\/antidoteann<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n9 de Outubro de 2017<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Entrevista<br \/>\n<\/strong>Isabel Freire<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fotos<br \/>\n<\/strong><a href=\"http:\/\/picbear.com\/jopollux\">Jo Pollux<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]<strong>Define-se como &#8220;shibarista&#8221;. Usa cordas e\/ou as t\u00e9cnicas tradicionais do <em>Shibari<\/em>\/Kinbaku na vida pessoal,\u00a0como <em>performer<\/em>, como professora e em instala\u00e7\u00f5es de arte. A partir de Berlim, onde vive, a portuguesa Ann Antidote fala-nos da sua admira\u00e7\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o pela corda. Defende a import\u00e2ncia de introduzir elementos <em>queer<\/em>-feministas e igualit\u00e1rios nas suas pr\u00e1ticas, distanciando-se de \u201celementos ageistas, classistas, ableistas ou sexistas\u201d que considera dominantes em representa\u00e7\u00f5es <em>mainstream<\/em> de <em>Shibari<\/em>. Consenso, responsabilidade, t\u00e9cnica, diversidade e igualdade s\u00e3o conceitos que atravesssam a sua vis\u00e3o das &#8220;amarra\u00e7\u00f5es bonitas&#8221;.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sociedade Portuguesa de Sexologia Cl\u00ednica \u2013 Define-se como <em>shibarista<\/em>. Em que contextos e com que motiva\u00e7\u00f5es faz <em>Shibari<\/em>?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ann Antidote \u2013<\/strong> <em>Shibarista<\/em> \u00e9 uma palavra inventada por mim para introduzir algum humor, e recolocar a \u00eanfase no \u201cfazer\u201d e menos no \u201cser\u201d. <em>Shibarista<\/em> \u00e9 uma pessoa que pratica <em>Shibari<\/em>. E que aprecia, como um sibarita. <em>Shibari<\/em> \u00e9 bondage consensual japonesa, e significa literalmente \u201camarra\u00e7\u00f5es bonitas\u201d. Insisto na palavra \u201cconsensual\u201d.<\/p>\n<p>Uso cordas e\/ou as t\u00e9cnicas tradicionais do <em>Shibari<\/em>\/Kinbaku em v\u00e1rios contextos: como <em>performer<\/em>, como professora de <em>Shibari<\/em> (desde 2011), na minha vida pessoal ou a fazer instala\u00e7\u00f5es de arte. Indiretamente, o <em>Shibari<\/em> cruza o meu caminho nos filmes (meus ou de outras pessoas), quando organizo ciclos de cinema ou publica\u00e7\u00f5es. Estou neste momento a preparar uma publica\u00e7\u00e3o sobre vis\u00f5es e perspetivas n\u00e3o normativas do <em>Shibari<\/em>\/Kinbaku. Insisto em introduzir elementos <em>queer<\/em>-feministas e igualit\u00e1rios no <em>Shibari<\/em>, e de me distanciar claramente de muitos elementos ageistas, classistas, ableistas ou sexistas que s\u00e3o dominantes em representa\u00e7\u00f5es <em>mainstream<\/em> do <em>Shibari<\/em>. A minha utopia \u00e9 igualit\u00e1ria e democr\u00e1tica, entre outras coisas.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Para si a corda \u00e9&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>AA \u2013<\/strong> A corda \u00e9 um objeto muito simples e precisamente por isso muito belo e \u00fatil. \u00c9 usada na vida quotidiana, em v\u00e1rias profiss\u00f5es. Pode ser usada para subir a uma montanha, para descer um caix\u00e3o \u00e0 cova, para ajudar num parto dif\u00edcil, para i\u00e7ar uma vela, ou para amarrar outra\/s pessoa\/s. Aprecio a sua simplicidade sem pretens\u00f5es, a sua presen\u00e7a democr\u00e1tica em todo o lado e todo o potencial que oferece. Penso que a corda ainda n\u00e3o come\u00e7ou sequer a ser explorada em todo o seu potencial. N\u00e3o s\u00f3 no <em>Shibari<\/em>. Para mim tornou-se um modo de vida, um pouco por acaso. Dou aulas regulares mensais de <em>Shibari<\/em> em Berlim. Fa\u00e7o <em>performances<\/em>. E mesmo quando fa\u00e7o arte que n\u00e3o tenha nada a ver com <em>Shibari<\/em> diretamente, acaba sempre por aparecer corda (ou pelo a minha forma de pensar com corda).<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Que sensa\u00e7\u00f5es experiencia por atar\/desatar algu\u00e9m?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AA \u2013<\/strong> Depende do contexto e da pessoa. Nem todas as amarra\u00e7\u00f5es que fa\u00e7o s\u00e3o sess\u00f5es pessoais em busca de liga\u00e7\u00e3o e\/ou sensa\u00e7\u00f5es. Muitas vezes estou a ensinar ou a aprender ou a fazer uma <em>performance<\/em> \u2013 que para mim s\u00e3o coisas muito recompensadoras e imprescind\u00edveis.<\/p>\n<p>As sensa\u00e7\u00f5es dependem muito da pessoa(s) \u00e0 minha frente e da pessoa que me sinto nesse momento. Posso enumerar sensa\u00e7\u00f5es minhas e\/ou descritas por outros\u2026<\/p>\n<p>H\u00e1 um aspeto acerca do limitar os movimentos de uma pessoa, com tudo o que isso pode significar para diferentes pessoas (controlo? embalar?) ou todas as possibilidades que isso abre (exemplo do <em>bondage<\/em> como modo de chegar ou potenciar a\u00e7\u00f5es ou sensa\u00e7\u00f5es, por exemplo, expor algu\u00e9m a caricias ou para sexo, etc.). H\u00e1 um aspecto de tomar conta de algu\u00e9m, de levar algu\u00e9m numa viagem. H\u00e1 um aspeto sensual, de tocar (e eventualmente tocar de uma maneira amplificada, quase prost\u00e9tica) com corda. H\u00e1 um aspeto est\u00e9tico, a aprecia\u00e7\u00e3o quase independente de uma situa\u00e7\u00e3o simplesmente bonita. H\u00e1 um aspecto intelectual, l\u00fadico e <em>geeky<\/em> que tem a ver com a t\u00e9cnica pela t\u00e9cnica. H\u00e1 quem descreva o <em>rope-high<\/em>, ou dilata\u00e7\u00e3o ou contra\u00e7\u00e3o do tempo. No geral h\u00e1 tamb\u00e9m a possibilidade &#8211; isto \u00e9 descrito por muita gente &#8211; de regular mais claramente o n\u00edvel de proximidade e intimidade. Certamente me esqueci de enumerar muita coisa.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 E que emo\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AA \u2013<\/strong> Nem sempre as sess\u00f5es t\u00eam de ser super \u00edntimas. Para mim, todas as emo\u00e7\u00f5es da \u201cvida real\u201d s\u00e3o poss\u00edveis e s\u00e3o simplesmente amplificadas pela corda. Pode-se fazer muita coisa com corda, mas sem isso, a corda n\u00e3o faz milagres.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 \u00c9 forte, para si, a carga er\u00f3tica inscrita no <em>Shibari<\/em>? Como se exprime?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AA \u2013<\/strong> Para muitas pessoas o <em>Shibari<\/em> \u00e9 uma pr\u00e1tica usada para erotismo (como pr\u00e1tica para chegar a uma situa\u00e7\u00e3o er\u00f3tica ou para despertar esse interesse). Para outras, ou para as mesmas pessoas em diferentes situa\u00e7\u00f5es, o <em>Shibari<\/em> pode ser uma pr\u00e1tica auto-contida, que se basta a si pr\u00f3pria, sem necessidade de outros est\u00edmulos. \u00c9 talvez interessante referir que as cordas podem ser usadas numa sess\u00e3o para tentar aumentar, manter ou reduzir correntes er\u00f3ticas, conforme o que se deseja. Nem sempre o que \u00e9 bom para uma pessoa \u00e9 bom para outra, nem sempre o que \u00e9 bom para uma pessoa num dia \u00e9 bom no outro.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 No <em>Shibari<\/em> o seu papel \u00e9 sempre de quem amarra\/solta ou tamb\u00e9m o de quem \u00e9 preso\/libertado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AA \u2013<\/strong> N\u00e3o gosto de me meter em gavetinhas, e dizer que fa\u00e7o isto e fa\u00e7o aquilo e que gosto sempre. Mas para responder inequivocamente, o meu primeiro contacto com o <em>Shibari<\/em> como coisa que se pode aprender e desenvolver com outros foi como modelo no Studio 6 em Berlim (j\u00e1 n\u00e3o existe), se n\u00e3o me engano em 2008.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Imagino que seja preciso muita t\u00e9cnica, concentra\u00e7\u00e3o, sangue frio e confian\u00e7a, para imobilizar, e pendurar uma pessoa de cabe\u00e7a para baixo. Que saberes e cuidados s\u00e3o fundamentais? Ou se preferir&#8230; que riscos est\u00e3o associados?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AA \u2013<\/strong> Em toda a bondage (n\u00e3o s\u00f3 <em>Shibari<\/em>, n\u00e3o s\u00f3 suspens\u00f5es) h\u00e1 riscos f\u00edsicos diretos, como quedas, danos nas articula\u00e7\u00f5es e ligamentos em caso de movimenta\u00e7\u00f5es n\u00e3o adequadas (n\u00e3o s\u00f3 para o modelo). Em caso de suspens\u00f5es (nem todo o <em>Shibari<\/em> orbita em torno de suspens\u00f5es, mas \u00e9 uma pr\u00e1tica muito corrente) h\u00e1 o risco de danos de nervos em sess\u00f5es prolongadas e\/ou com cordas mal colocadas. H\u00e1 riscos indiretos se outros acontecimentos (ex. ataque de p\u00e2nico, epilepsia, queda de tens\u00e3o) ocorrerem em cordas. Por isso costumo dizer nos meus <em>workshops<\/em> que \u201cnem toda a gente aqui tem 18 anos e \u00e9 campe\u00e3o ol\u00edmpico de gin\u00e1stica\u201d. N\u00e3o somos todos super flex\u00edveis, com corpos normativos e\/ou isentos de doen\u00e7a (n\u00e3o s\u00f3 f\u00edsica). Distancio-me de uma abordagem muito ableista e ageista que se v\u00ea no <em>Shibari<\/em> mais <em>mainstream<\/em>. Muitos de n\u00f3s temos condicionantes f\u00edsicos e\/ou mentais e isso n\u00e3o tem necessariamente impedimento para praticar <em>Shibari<\/em>, simplesmente \u00e9 preciso adaptar o que se faz \u00e0 pessoa que somos e \u00e0 pessoa \u00e0 nossa frente. Por isso, e resumindo, digo que \u00e9 preciso saber o que se faz, mas que o saber mais importante \u00e9 o saber quando parar. Se n\u00e3o consigo desfazer o que fiz em menos de um\/dois minutos, estou a correr riscos e a fazer o meu modelo correr riscos. Dito isto, uma tesoura de emerg\u00eancia \u00e9 boa ideia, e um bom conhecimento das t\u00e9cnicas utilizadas \u00e9 fundamental. Mas \u00e9 preciso saber avaliar a situa\u00e7\u00e3o e reagir com rapidez e seguran\u00e7a. Fazer <em>Shibari<\/em> implica estar preparada para tomar conta e assumir responsabilidade pela seguran\u00e7a e bem-estar de outra pessoa durante uma sess\u00e3o e algum tempo depois.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Como v\u00ea (entende) a entrega da pessoa que se disp\u00f5e aos n\u00f3s das suas cordas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AA \u2013<\/strong> H\u00e1 que n\u00e3o esquecer a palavra consentimento subjacente ao <em>Shibari<\/em>. A entrega, ou aus\u00eancia dela, \u00e9 consensual. Dentro disto, tudo \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Quanto tempo pode durar uma sess\u00e3o\/<em>performance<\/em> de <em>Shibari<\/em>?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AA \u2013<\/strong> Esta pergunta \u00e9-me feita muitas vezes. Continuo sem saber qual seria o recorde <em>Guiness<\/em> de dura\u00e7\u00e3o. Na verdade interessa-me pouco, mas vou tentar responder. H\u00e1 limitantes f\u00edsicos, articula\u00e7\u00f5es que doem, membros que arrefecem, ca\u00edmbras (nem sei o qu\u00ea mais) que decidem por n\u00f3s. E h\u00e1 a saciedade, quando ambxs xs participantes est\u00e3o satisfeitxs, ou simplesmente \u00e9 preciso parar para se poder dizer que se parou num bom momento. Tenho visto sess\u00f5es muito longas, falamos de horas. O facto de ser poss\u00edvel n\u00e3o quer dizer que seja para toda a gente. E h\u00e1 sess\u00f5es de minutos que s\u00e3o t\u00e3o gratificantes como outras muito longas. Felizmente n\u00e3o h\u00e1 uma receita, por que isso o <em>Shibari<\/em> nos fala da diversidade. Temos de procurar e desenvolver o que funciona para n\u00f3s e para os nossos.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Quando sabe que chegou o momento de desfazer os n\u00f3s?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AA \u2013<\/strong> Por vezes h\u00e1 condicionantes externos, de seguran\u00e7a ou de conforto (o modelo arrefeceu muito ou tem dores n\u00e3o planeadas). Sem estes condicionantes externos, geralmente sabe-se (e se n\u00e3o se sabe, diz-se ou pergunta-se) quando ambxs participantes est\u00e3o satisfeitos com a experi\u00eancia. Pode sempre haver uma pr\u00f3xima vez.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Mitsu Mark, uma dominadora profissional nova iorquina, diz que \u00e9 poss\u00edvel tirar a rapariga da masmorra, mas n\u00e3o a masmorra da rapariga. Quer comentar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AA \u2013<\/strong> Uma pergunta acerca de BDSM e de como o viver. H\u00e1 pessoas que trazem o modo de vida consigo o tempo todo, independentemente da regularidade e intensidade das sess\u00f5es e de como o vivem. Em concreto, constroem o seu tempo e a sua vida para fazer espa\u00e7o para o BDSM (tal como todos fazemos com as coisas que nos s\u00e3o importantes). Outros \u2013 diria eu \u2013 entram e saem conforme lhes \u00e9 dado a apetecer, muitas vezes durante anos. Esticando a met\u00e1fora, h\u00e1 pessoas que trazem a masmorra consigo o tempo todo ou pelo menos muitas vezes, e h\u00e1 outros que trazem a masmorra (juntamente com outros quartos, como a cozinha, o jardim ou mesmo a garagem de bricolagem) consigo apenas alguns dias. H\u00e1 uma diversidade enorme no modo de viver a coisa. H\u00e1 muita gente que fica com a sua masmorra, porque fizeram dela a sua \u00fanica casa. E com isto, as masmorras s\u00e3o um estilo de vida menos corrente, o que torna raro e precioso encontrar outras pessoas. Ou simplesmente porque o estilo de vida pode ter consequ\u00eancias discriminantes. H\u00e1 toda uma comunidade e suas interpreta\u00e7\u00f5es de comunidade \u00e0 volta do estilo de vida. H\u00e1 pessoas de todas as origens e escolhas familiares e orienta\u00e7\u00f5es.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] \u00c0 conversa com\u2026 Ann Antidote, shibarista, artista pluridisciplinar, ativa nos dom\u00ednios da bondage, v\u00eddeo, instala\u00e7\u00e3o e performance. &nbsp; Como se define\u2026 A minha obra aborda temas pol\u00edticos e torna a\/s diversidades vis\u00edveis e celebradas. 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