{"id":7510,"date":"2017-10-24T09:43:55","date_gmt":"2017-10-24T09:43:55","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=7510"},"modified":"2019-03-25T18:48:22","modified_gmt":"2019-03-25T18:48:22","slug":"proteger-a-juventude-lgbti-nao-baixemos-os-bracos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2017\/10\/24\/proteger-a-juventude-lgbti-nao-baixemos-os-bracos\/","title":{"rendered":"Proteger a Juventude LGBTI: N\u00e3o baixemos os bra\u00e7os!"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\"><strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Rita-2017-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7580\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Rita-2017-1-228x300.jpg\" alt=\"\" width=\"228\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\"><strong>Uma reflex\u00e3o de\u2026<\/strong><br \/>\nRita Paulos \u00e9 Diretora Executiva da <a href=\"https:\/\/www.casa-qui.pt\/\">Casa Qui<\/a> \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Solidariedade Social, e consultora em igualdade de g\u00e9nero, incluindo quest\u00f5es ligadas \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade ou express\u00e3o de g\u00e9nero.<\/div>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Percursos\u2026<\/strong><br \/>\n\u00c9 licenciada em L\u00ednguas e Literaturas Modernas &#8211; Estudos Ingleses e Alem\u00e3es, e mestre em Estudos Culturais e Teoria Cr\u00edtica (com disserta\u00e7\u00e3o em estudos de g\u00e9nero).\u00a0Foi fundadora e ex-dirigente da rede ex aequo, trabalhou no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, na Comiss\u00e3o para a Cidadania e Igualdade de G\u00e9nero e na Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Associa\u00e7\u00f5es Juvenis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n24 de Outubro de 2017<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]A juventude l\u00e9sbica, gay, bissexual, trans ou intersexo (LGBTI) \u00e9 t\u00e3o diversa ou comum como os seus pares. Felizmente, esta verdade \u00e9 reconhecida cada vez mais como <em>La Palice<\/em>. Apesar disso, n\u00e3o altera uma situa\u00e7\u00e3o de potencial maior vulnerabilidade. N\u00e3o anula um contexto quotidiano de perpetua\u00e7\u00e3o de lapsos e de dados adquiridos sobre as pessoas com quem falamos ou que temos ao nosso lado. A possibilidade da invisibilidade tem sido uma faca de dois gumes, porque permite por um lado ser usada pelas pessoas LGBTI como prote\u00e7\u00e3o, mas por outro lado gera facilmente um isolamento prejudicial. Esta situa\u00e7\u00e3o altera-se evidentemente quando uma pessoa decide verbalizar ou demonstrar os seus afetos e\/ou atra\u00e7\u00f5es (no caso de ser l\u00e9sbica, gay ou bissexual) ou quando decide exprimir-se em termos de identidade ou express\u00e3o de g\u00e9nero (no caso de ser trans ou intersexo). Podemos falar de situa\u00e7\u00f5es diversas neste \u2018antes\u2019 e neste \u2018depois\u2019. O processo de assumir-se (ou n\u00e3o) dita a viv\u00eancia de contextos diferentes, mas \u00e9 a discrimina\u00e7\u00e3o que permeia e determina sempre, independentemente desta linha, os problemas que cada jovem vai vivendo e que variam tamb\u00e9m conforme a sua personalidade, o seu contexto, o seu ambiente social e a sua rede de suporte.<\/p>\n<p>O tema da visibilidade \u00e9 crucial. Se apontarmos as grandes diferen\u00e7as dos \u00faltimos 10 anos verificamos que com as mudan\u00e7as de legisla\u00e7\u00e3o, seja numa vertente de igual acesso a direitos ou de prote\u00e7\u00e3o por reconhecimento de categoria especial de discrimina\u00e7\u00e3o, alguma da popula\u00e7\u00e3o LGBTI come\u00e7ou progressivamente a sair do arm\u00e1rio. Em particular a juventude. H\u00e1 20 anos era impens\u00e1vel um\/a adolescente LGBTI assumir-se na escola. Hoje em dia \u00e9 cada vez mais frequente. Com esta liberdade e viv\u00eancia \u2018normalizante\u2019 surgem, no entanto, as consequ\u00eancias inerentes \u00e0 mudan\u00e7a. A resist\u00eancia, o bloqueio e a viol\u00eancia. O <em>backlash<\/em>.<\/p>\n<p>O processo no momento atual, no entanto, pode n\u00e3o ser o esperado. Enquanto, por exemplo, o foco de interven\u00e7\u00e3o no passado era toda a comunidade escolar, adultos e jovens, mas em particular os mais novos, porque era no conv\u00edvio entre pares que surgiam n\u00fameros elevados de <em>bullying<\/em>, hoje em dia verifica-se, a partir do trabalho no terreno, uma tend\u00eancia para que as fontes mais frequentes (embora n\u00e3o \u00fanicas) de sofrimento, maus-tratos ou exclus\u00e3o, sejam agora as pessoas adultas cuja compet\u00eancia \u00e9 cuidar e proteger, seja em casa ou na escola. Este novo dado \u2013 o de uma juventude mais aceitante dos seus colegas ou pessoas amigas LGBTI \u2013 pode ser explicado pelo facto de ser um tema falado abertamente hoje em dia, pelo investimento na educa\u00e7\u00e3o que ocorreu da parte das organiza\u00e7\u00f5es, pela aprova\u00e7\u00e3o da Lei da Educa\u00e7\u00e3o Sexual em Meio Escolar (2009), que contempla como obrigat\u00f3rio trabalhar o tema da orienta\u00e7\u00e3o sexual, e pela dignifica\u00e7\u00e3o que lhe conferiu a igualdade perante o Estado. Desde a aprova\u00e7\u00e3o do casamento entre pessoas do mesmo sexo (em 2010) verifica-se que s\u00e3o muito elevadas as taxas de concord\u00e2ncia de pessoas abaixo dos 30 anos, tanto sobre este direito como sobre os direitos relacionados com a parentalidade. O estudo <em>All About Gera\u00e7\u00e3o Millennium<\/em> realizado este ano pela CH Business Consulting e Multidados.com indicou-nos que 82% da juventude portuguesa entre os 18 e os 30 anos defende que as pessoas homossexuais devem ter um tratamento de igualdade em todos os Direitos de Fam\u00edlia. N\u00e3o existe exemplo mais claro desta progressiva mudan\u00e7a social do que o acontecimento deste ano na Escola Secund\u00e1ria de Vagos. Um conjunto de alunas e alunos decidiu protestar por aquilo que considerou ser uma discrimina\u00e7\u00e3o na express\u00e3o de afetos de duas colegas que eram namoradas, em rela\u00e7\u00e3o ao que era permitido a casais de sexo diferente.<\/p>\n<p>Encontramos assim aparentemente uma mudan\u00e7a para uma situa\u00e7\u00e3o tendencialmente geracional (com as suas exce\u00e7\u00f5es, evidentemente). N\u00e3o \u00e9 que a viol\u00eancia entre pares tenha deixado de existir, por\u00e9m a procura que temos recebido no Gabinete de Apoio \u00e0 V\u00edtima para Juventude LGBTI da Casa Qui, e a tipologia de situa\u00e7\u00f5es que geram essa procura, refor\u00e7am a nossa tese que temos de colocar atualmente um foco priorit\u00e1rio na forma\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o das pessoas adultas que trabalham e lidam com jovens. Se para a juventude o apoio dos pares \u00e9 de elevada import\u00e2ncia \u2013 sem esquecer que n\u00e3o \u00e9 um apoio garantido \u2013 n\u00e3o podemos remeter para segundo plano a relev\u00e2ncia de uma posi\u00e7\u00e3o clara da escola, enquanto institui\u00e7\u00e3o, e das pessoas respons\u00e1veis perante o bem-estar psicol\u00f3gico e f\u00edsico dos seus jovens, seja em medidas preventivas ou resolutivas. Mais desolador \u00e9 o cen\u00e1rio quando verificamos que s\u00e3o, na comunidade escolar, estas pessoas quem provoca situa\u00e7\u00f5es de dificuldade. N\u00e3o s\u00f3 porque validam (direta ou indiretamente) comportamentos de discrimina\u00e7\u00e3o de pessoas mais jovens, mas porque quando s\u00e3o eles e elas promotores de agress\u00e3o tornam a situa\u00e7\u00e3o especialmente dif\u00edcil de ultrapassar pelo poder e autoridade que det\u00eam.<\/p>\n<p>Este enquadramento n\u00e3o \u00e9 de somenos import\u00e2ncia. Os dados que conhecemos sobre a juventude LGBTI pedem para que os avan\u00e7os nas leis e esta aparente maior aceita\u00e7\u00e3o social da parte da juventude, em geral, n\u00e3o nos fa\u00e7am baixar os bra\u00e7os e que se releve a import\u00e2ncia da discrimina\u00e7\u00e3o social, em particular a dos pares, dos educadores e da fam\u00edlia. As crian\u00e7as e jovens LGBTI s\u00e3o, sem margem para d\u00favidas, um grupo especialmente vulner\u00e1vel, com estat\u00edsticas elevadas de isolamento, de depress\u00e3o, de suic\u00eddio, de insucesso e abandono escolar, de sofrimento de <em>bullying<\/em> na escola e de viol\u00eancia familiar bem conhecidas. Este s\u00e3o factos que t\u00eam sido reconhecidos por institui\u00e7\u00f5es de peso nos \u00faltimos anos. O Gabinete dos Direitos Humanos do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas emitiu em 2015 uma declara\u00e7\u00e3o intitulada \u201c<a href=\"http:\/\/www.ohchr.org\/EN\/NewsEvents\/Pages\/DisplayNews.aspx?NewsID=15941&amp;LangID=E\">Discriminados\/as e Feitos\/as Vulner\u00e1veis: Jovens LGBT e Intersexo necessitam de Reconhecimento e Prote\u00e7\u00e3o dos seus Direitos &#8211; Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia<\/a>\u201d onde se declara: \u201cOs Estados devem atuar de forma a proteger todas as crian\u00e7as e jovens adultos da viol\u00eancia e assegurar a exist\u00eancia de sistemas de prote\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e jovens e de sistemas de apoio eficazes, incluindo abrigos e outros mecanismos de seguran\u00e7a para aqueles\/as que necessitem de prote\u00e7\u00e3o. [\u2026] A sa\u00fade e o bem-estar de todas as crian\u00e7as e jovens adultos devem ser protegidos, incluindo acesso garantido a servi\u00e7os de sa\u00fade n\u00e3o discriminat\u00f3rios e a uma educa\u00e7\u00e3o sexual completa e por via da prote\u00e7\u00e3o dos direitos de todas as crian\u00e7as e jovens adultos \u00e0 sua identidade, autonomia e integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica. [\u2026]. N\u00f3s tamb\u00e9m apelamos a que as institui\u00e7\u00f5es de Direitos Humanos e dos Direitos das Crian\u00e7as cumpram os seus mandatos e fa\u00e7am a sua parte de proteg\u00ea-las da viol\u00eancia e da discrimina\u00e7\u00e3o\u201d. Adicionalmente, o Conselho da Europa incluiu recentemente a n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o e a igualdade de oportunidades das crian\u00e7as e jovens LGBTI como uma \u00e1rea priorit\u00e1ria para a <a href=\"https:\/\/rm.coe.int\/168066cff8\">Estrat\u00e9gia pelos Direitos da Crian\u00e7a (2016-2021)<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 de salientar que estes espa\u00e7os onde pessoas adultas convivem com jovens, seja a escola ou a fam\u00edlia, s\u00e3o realmente espa\u00e7os vitais de prote\u00e7\u00e3o, minimizadores de todos os dados estat\u00edsticos mais negativos que conhecemos. Na escola, est\u00e1 comprovado, por v\u00e1rios estudos internacionais nos \u00faltimos anos, que uma pol\u00edtica clara de inclus\u00e3o, de apoio e de preven\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia por motivos homof\u00f3bicos ou transf\u00f3bicos \u00e9 suficiente por si para criar impacto positivo na juventude LGBTI, inclusive naquela n\u00e3o assumida. Na \u00e1rea da fam\u00edlia \u00e9 sabido \u2013 e encontra-se confirmado no contexto portugu\u00eas<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> \u2013 que uma situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o apoiante da parte da mesma est\u00e1 associada a uma pior sa\u00fade mental da juventude l\u00e9sbica, gay ou bissexual, mesmo quando esta n\u00e3o \u00e9, em geral, v\u00edtima de discrimina\u00e7\u00e3o ou quando tem rela\u00e7\u00f5es positivas com os seus pares.<\/p>\n<p>Em suma, soubemos cuidar de intervir com a juventude enquanto potencial agressora \u2013 e temos de o continuar a fazer, porque a discrimina\u00e7\u00e3o persiste em grau suficiente e em particular em meios mais pequenos ou em comunidades com culturas mais fechadas ou tradicionais \u2013 mas encontramo-nos aparentemente em falta com as gera\u00e7\u00f5es acima dos 34 anos que lidam com jovens, sejam estas pessoas profissionais na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, da sa\u00fade, da a\u00e7\u00e3o social, da justi\u00e7a ou as suas pr\u00f3prias figuras parentais.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Daniela F. Freitas, Anthony R. D&#8217;Augelli, Susana Coimbra &amp; Anne Marie<\/p>\n<p>Fontaine (2016) Discrimination and Mental Health Among Gay, Lesbian, and Bisexual Youths in<\/p>\n<p>Portugal: The Moderating Role of Family Relationships and Optimism, Journal of GLBT Family<\/p>\n<p>Studies, 12:1, 68-90, DOI: 10.1080\/1550428X.2015.1070704[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] Uma reflex\u00e3o de\u2026 Rita Paulos \u00e9 Diretora Executiva da Casa Qui \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Solidariedade Social, e consultora em igualdade de g\u00e9nero, incluindo quest\u00f5es ligadas \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade ou express\u00e3o de g\u00e9nero. &nbsp; Percursos\u2026 \u00c9 licenciada em L\u00ednguas e Literaturas Modernas &#8211; Estudos Ingleses e Alem\u00e3es, e mestre em Estudos Culturais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":500,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[816,57,36,55,56],"tags":[465,424],"class_list":["post-7510","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-de-opiniao","category-cidadania-da-sexualidade","category-noticias","category-noticias-relacionadas","category-saude-sexual","tag-backlash","tag-lgbtqi"],"featured_image_src":{"landsacpe":false,"list":false,"medium":false,"full":false},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7510","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/500"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7510"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7510\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9231,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7510\/revisions\/9231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7510"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7510"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7510"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}