{"id":7605,"date":"2017-11-06T12:08:43","date_gmt":"2017-11-06T12:08:43","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=7605"},"modified":"2019-03-25T18:44:11","modified_gmt":"2019-03-25T18:44:11","slug":"infidelidade-ou-a-traicao-em-4-atos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2017\/11\/06\/infidelidade-ou-a-traicao-em-4-atos\/","title":{"rendered":"Infidelidade ou a trai\u00e7\u00e3o em 4 atos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/fotoluana1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7627\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/fotoluana1-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\"><strong>Uma reflex\u00e3o de\u2026<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.luanacunhaferreira.com\">Luana Cunha Ferreira<\/a>, Psic\u00f3loga cl\u00ednica doutorada em Psicologia da Fam\u00edlia, Professora Auxiliar Convidada na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa.<\/div>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Percursos\u2026<\/strong><br \/>\nDesenvolve investiga\u00e7\u00e3o sobre intimidade e desejo dos casais portugueses. Iniciou o percurso profissional no CAFAP (Associa\u00e7\u00e3o N\u00f3s), no\u00a0\u00e2mbito\u00a0da forma\u00e7\u00e3o parental e promo\u00e7\u00e3o da parentalidade positiva, e faz cl\u00ednica individual, conjugal e familiar desde 2008. S\u00f3cia fundadora e Presidente da Assembleia Geral da Associa\u00e7\u00e3o Casa estrela-do-mar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n6 de Novembro de 2017<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Foto<\/strong><br \/>\nIsabel Saldanha<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]<strong>Ato Primeiro: Mergulhar &#8211; <\/strong>No in\u00edcio real ou fantasiado de muitas rela\u00e7\u00f5es de casal, tudo \u00e9 vivo, crepitante, acelerado. Particularmente nas rela\u00e7\u00f5es que se iniciam sob a premissa da exclusividade, desejamos o Outro de forma viral, um desejo que contamina tudo e que nos faz descobrir novos limites pessoais. O olhar do Outro sobre n\u00f3s \u00e9 definidor de uma nova vis\u00e3o sobre n\u00f3s pr\u00f3prios e gostamos tanto do que vemos. Nesta descoberta de novas dimens\u00f5es &#8211; nossas e do Outro &#8211; sentimo-nos provocados a mergulhar mais e mais, e quanto mais viajamos no t\u00fanel da paix\u00e3o, mais descobrimos que afinal somos tamb\u00e9m isto. E sabe t\u00e3o bem, gostar de n\u00f3s assim, diferentes, atrav\u00e9s dos olhos do Outro. O sentimento de autenticidade fica facilmente o motor da paix\u00e3o, numa luta prazerosa de descoberta m\u00fatua. Ao som das batidas taquic\u00e1rdicas e palpitantes, gerimos como podemos o que chamaremos mais tarde de atentados \u00e0 individualidade e crises de confian\u00e7a. Tudo normal, ali\u00e1s, normativo. A paix\u00e3o que caracteriza as fases iniciais da rela\u00e7\u00e3o de casal tende a ser marcada por um desejo dif\u00edcil de igualar e mais dif\u00edcil ainda de descrever. O desejo sexual, especificamente, tende a ser um marcador inequ\u00edvoco \u2013 ou talvez n\u00e3o, j\u00e1 l\u00e1 chegaremos \u2013 de que estamos a fazer a coisa bem, que \u00e9 mesmo aqui que \u00e9 para estar. Tudo vivo, tudo a crescer, cabe tudo dentro da paix\u00e3o. Queremos conhecer o Outro, saber tudo sobre o Outro, este tudo que \u00e9 t\u00e3o novo, t\u00e3o apetitoso, t\u00e3o criativo, t\u00e3o aut\u00eantico, t\u00e3o diferente, t\u00e3o irresist\u00edvel. Mas tamb\u00e9m t\u00e3o assustador. O risco est\u00e1 j\u00e1 ao virar da esquina.<\/p>\n<p><em>O desejo sexual explode nas fases iniciais da paix\u00e3o e se o deixarem, pode facilmente transformar-se em bom sexo que, como diz Perel (2017) \u00e9 um \u00f3timo facilitador de uma boa intimidade emocional, pelo que facilmente associamos a presen\u00e7a de desejo \u00e0 qualidade da rela\u00e7\u00e3o onde nos encontramos. A diminui\u00e7\u00e3o de desejo, por vezes tamb\u00e9m absolutamente normativa, \u00e9 facilmente interpretada como um sinal de que algo est\u00e1 mal na rela\u00e7\u00e3o, podendo eventualmente abrir a porta a uma infidelidade. Mas s\u00e3o v\u00e1rias as vulnerabilidades que parecem potenciar a infidelidade, entre as quais a incapacidade de desenvolver intimidade emocional aprofundada, problemas com o compromisso, medo da depend\u00eancia, falta de paix\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o, dificuldades de desejo e na sexualidade, transi\u00e7\u00f5es de ciclo de vida do casal e ades\u00e3o a valores que privilegiam o prazer e a excita\u00e7\u00e3o (Peluso, 2007)<\/em><\/p>\n<p><strong>Ato Segundo: Proteger &#8211; <\/strong>Durante a fase da paix\u00e3o ignoramos estoicamente o risco mas brevemente a sua dimens\u00e3o torna-se inequ\u00edvoca. Estar apaixonado \u00e9 arriscado. Ficamos vulner\u00e1veis \u00e0 dor, \u00e0 inseguran\u00e7a, e por vezes ficamos tamb\u00e9m t\u00e3o dependentes das rea\u00e7\u00f5es do objeto da nossa paix\u00e3o, que a tarefa de minimizar este risco torna-se priorit\u00e1ria, subdivida em in\u00fameras sub-tarefas de prote\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o. Queremos saber onde est\u00e1, com quem est\u00e1, a que horas chega, o que acha daquela pessoa ou da outra, o que acha de n\u00f3s, como vai ser a noite, o que combinamos, e o fim de semana, as f\u00e9rias, a vida? Numa mir\u00edade de pequenas trai\u00e7\u00f5es \u00e0 liberdade e autenticidade da paix\u00e3o inicial, elaboramos um Plano de Ataque ao Risco: tudo o que nos pode magoar \u00e9 um alvo a abater, tudo o que nos separa do Outro ser\u00e1 erradicado. A alteridade, a perce\u00e7\u00e3o de que o Outro \u00e9 diferente de n\u00f3s e que isso \u00e9 fabuloso, torna-se no nosso pior inimigo. N\u00e3o a conseguimos tolerar, algo que alguns t\u00e9cnicos classificar\u00e3o de vincula\u00e7\u00e3o insegura, outros de baixa diferencia\u00e7\u00e3o do <em>self<\/em>, outros apenas de <em>life\u2019s a bitch. <\/em>Nas v\u00e3s tentativas de a erradicar, e no processo de deusificarmos a intimidade absoluta e total, deitamos fora o beb\u00e9 com a \u00e1gua do banho. Morte \u00e0 dist\u00e2ncia, morte ao risco, morte \u00e0 transgress\u00e3o, morte ao Outro. O Outro j\u00e1 era, agora h\u00e1 s\u00f3 o outro, fiel, companheiro, acess\u00edvel (sempre! Obrigada telem\u00f3veis e <em>apps<\/em> de localiza\u00e7\u00e3o!), dom\u00e9stico e domesticado. Sem surpresas, que a taquic\u00e1rdia j\u00e1 l\u00e1 vai e a vida precisa \u00e9 de rotinas, sen\u00e3o ningu\u00e9m trabalha descansado ou se lembra de comprar sacos para o aspirador. Com tantos limites e com falta de ar, o desejo fica acorrentado em escolhas imposs\u00edveis.<\/p>\n<p><em>David Schnarch (2011) descreve atrav\u00e9s dos denominados \u201cdilemas de duas escolhas\u201d a ambival\u00eancia opressiva que algumas pessoas sentem numa fase p\u00f3s-paix\u00e3o, onde a rotina se instala como forma de garantir a seguran\u00e7a e minimizar o risco e onde o desejo, por arrasto, tende a ficar ref\u00e9m de uma situa\u00e7\u00e3o paradoxal imposs\u00edvel de resolver: \u201cQuero variedade e novidades em termos de sexo, mas dispenso a ansiedade que fazer coisas novas me provoca\u201d ou \u201cQuero ser amado por quem realmente sou mas tenho receio de mostrar a minha autenticidade antes de saber se sou aceite\u201d. Quest\u00f5es relativas a sentimentos negativos de depend\u00eancia mas tamb\u00e9m \u00e0 falta de intimidade e proximidade emocional, dois marcadores de n\u00edveis baixos de diferencia\u00e7\u00e3o do <\/em>self<em>, foram positivamente associados a uma maior frequ\u00eancia de infidelidade (Norona, Olmstead &amp; Welsh, 2017).<\/em><\/p>\n<p><strong>Ato Terceiro: Trope\u00e7ar &#8211; <\/strong>Somos, ou queremos ser, em teoria, maioritariamente exclusivos na conjugalidade. Mas os terceiros er\u00f3ticos t\u00eam a sua mais ou menos perversa fun\u00e7\u00e3o, e numa rela\u00e7\u00e3o calma e confort\u00e1vel tendem a aparecer como fantasmas (in)desejados. Em rela\u00e7\u00f5es sem oxig\u00e9nio nem espa\u00e7o para individualidade e para autenticidade, estes fantasmas tendem a corporizar facilmente sob a forma de trai\u00e7\u00f5es e infidelidades. Entreabre-se essa porta e mesmo que esteja \u201ctudo bem\u201d na rela\u00e7\u00e3o, sentimos o cheiro daquela energia irresist\u00edvel que nos transporta para outro tempo e, n\u00e3o raramente, mergulhamos. \u00c9 um mergulho f\u00e1cil \u00e0 partida, como n\u00e3o? Com a aten\u00e7\u00e3o de um novo Outro, sentimo-nos mais n\u00f3s, aut\u00f3nomos, aut\u00eanticos, livres. Aquele sentimento t\u00e3o bom que no in\u00edcio nos fez dar mergulhos mais profundos. E o desejo, c\u00e9us, o desejo! Aquele que tem estado t\u00e3o adormecido desde que erradicamos o Outro. Mergulhamos sem questionar, sem nos perguntarmos se aquilo que nos puxa para a trai\u00e7\u00e3o n\u00e3o estar\u00e1 tamb\u00e9m dispon\u00edvel \u2013 embora bem escondido \u2013 na rela\u00e7\u00e3o onde (des)investimos todos os dias. O que aconteceria que aplic\u00e1ssemos a mesma energia, a mesma antecipa\u00e7\u00e3o, a mesma capacidade fantasiar \u00e0 rela\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e n\u00e3o ao <em>flirt<\/em> da \u00e9poca? Mudaria alguma coisa? Qual seria o grande risco? Dar\u00e1 assim tanto trabalho e inc\u00f3modo? Ou temos coisas mais importantes para fazer?<\/p>\n<p><em>Segundo Perel (2017), os affairs est\u00e3o mais relacionados com desejo do que com sexo, e o principal motor do desejo \u00e9 a antecipa\u00e7\u00e3o, a capacidade de fantasiar com o encontro com o Outro, algo que se tende a perder ao longo do tempo da rela\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. Se o desejo s\u00f3 acontece na dist\u00e2ncia que vai de mim ao Outro, quando estamos demasiado pr\u00f3ximos o combust\u00edvel pode ficar apenas residual. No entanto, tal n\u00e3o quer dizer que a autonomia ou a dist\u00e2ncia sejam um rem\u00e9dio santo, j\u00e1 que v\u00e1rios estudos indicam que estas caracter\u00edsticas por si s\u00f3 \u2013 sem serem acompanhadas tamb\u00e9m de intimidade emocional \u2013 n\u00e3o potenciam o desejo (Stulhofer, Ferreira &amp; Landripet, 2014).<\/em><\/p>\n<p><strong>Ato Quarto: Recuperar &#8211; <\/strong>Numa sociedade que valoriza a exclusividade e o compromisso, os danos da infidelidade s\u00e3o extensos e bem documentados (Whisman, 2016) tanto para quem trai como para quem \u00e9 tra\u00eddo. N\u00e3o ser\u00e1 por isso surpreendente que, \u00e0 medida que as profiss\u00f5es de ajuda s\u00e3o mais recrutadas e aceites, este seja um dos t\u00f3picos mais frequentes em terapia de casal. Nestes processos terap\u00eauticos travam-se batalhas sempre duras e muitas vezes longas e os <em>dropouts<\/em> e separa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o de todo incomuns.<\/p>\n<p><em>Alguns estudos sugerem que a terapia de casal pode ser especialmente eficaz na infidelidade. Os estudos de Atkins e colegas (particularmente o de 2010) revelam que quando comparados com casais que procuravam terapia de casal por outros motivos, os casais que a procuravam por motivos de infidelidade mostravam indicadores de <\/em>distress<em> mais negativos mas melhoravam mais rapidamente e durante mais tempo que os primeiros.<\/em><\/p>\n<p>A sala do consult\u00f3rio fica inundada de fantasmas, zonas sombra e ang\u00fastias dilacerantes \u00e0 medida que escavamos as atribui\u00e7\u00f5es causais da trai\u00e7\u00e3o, os valores e cren\u00e7as associados, a gest\u00e3o de danos e as necessidades ocultas. Mas \u00e0 medida que se avan\u00e7a, por vezes aos trope\u00e7\u00f5es, surgem o que um casal recente denominava de <em>glimmers of hope<\/em>, frestas brilhantes de lan\u00e7am luz sobre o futuro, onde as pessoas se conseguem ver com outros olhos, se descobrem aut\u00eanticas, vulner\u00e1veis, presentes. Onde o Outro, o que ainda \u00e9 a escolha primeira, volta a aparecer. Para isso, haja esperan\u00e7a, t\u00e9cnica, rela\u00e7\u00e3o, criatividade e teimosia q.b.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>Atkins, D. C., Mar\u00edn, R. A., Lo, T. T., Klann, N., &amp; Hahlweg, K. (2010). Outcomes of couples\u00a0with infidelity in a community-based sample of couple therapy.\u00a0<em>Journal of Family Psychology<\/em>,\u00a0<em>24<\/em>(2), 212.<\/p>\n<p>Norona, J. C., Olmstead, S. B., &amp; Welsh, D. P. (2017). Betrayals in Emerging Adulthood: A Developmental Perspective of Infidelity.\u00a0<em>The Journal of Sex Research<\/em>, 1-15.<\/p>\n<p>Perel, E. (2017). The State of Affairs: Rethinking Infidelity. New York, NY: Harper Collins.<\/p>\n<p>Peluso, P. R. (Ed.). (2007).\u00a0Infidelity: A practitioner\u2019s guide to working with couples in crisis. Routledge.<\/p>\n<p>Schnarch, D., &amp; Schnarch, D. M. (2011).\u00a0<em>Intimacy &amp; desire: Awaken the passion in your <\/em><em>relationship<\/em>. Beaufort Book Publications.<\/p>\n<p>\u0160tulhofer, A., Ferreira, L. C., &amp; Landripet, I. (2014). Emotional intimacy, sexual desire, and sexual satisfaction among partnered heterosexual men.\u00a0<em>Sexual and Relationship Therapy<\/em>,\u00a0<em>29<\/em>(2), 229-244.<\/p>\n<p>Whisman, M. A. (2016). Discovery of a partner affair and major depressive episode in a probability sample of married or cohabiting adults.\u00a0<em>Family Process<\/em>,\u00a0<em>55<\/em>(4), 713-723.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] Uma reflex\u00e3o de\u2026 Luana Cunha Ferreira, Psic\u00f3loga cl\u00ednica doutorada em Psicologia da Fam\u00edlia, Professora Auxiliar Convidada na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. &nbsp; Percursos\u2026 Desenvolve investiga\u00e7\u00e3o sobre intimidade e desejo dos casais portugueses. 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