{"id":7736,"date":"2018-01-18T14:24:45","date_gmt":"2018-01-18T14:24:45","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=7736"},"modified":"2019-03-25T18:22:37","modified_gmt":"2019-03-25T18:22:37","slug":"generos-e-sexualidades-dissidentes-na-arte-do-retrato-ao-queer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2018\/01\/18\/generos-e-sexualidades-dissidentes-na-arte-do-retrato-ao-queer\/","title":{"rendered":"G\u00e9neros e sexualidades dissidentes na arte: do retrato ao queer"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4238.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7814\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4238-225x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Uma reflex\u00e3o de\u2026<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/ces.uc.pt\/pt\/doutoramentos\/doutorandos-as\/fernanda-belizario\">Fernanda Beliz\u00e1rio<\/a>, doutoranda em P\u00f3s Colonialismos e Cidadania Global no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Percursos\u2026<\/strong><br \/>\nMestra em Comunica\u00e7\u00e3o e Pr\u00e1ticas de Consumo pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e Bacharel em Ci\u00eancias Sociais e Comunica\u00e7\u00e3o Social, ambas pela Universidade de S\u00e3o Paulo. J\u00e1 atuou em importantes organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e n\u00e3o-governamentais na gest\u00e3o de projetos, produ\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, com obras j\u00e1 publicadas. Interessa-se por teorias queer, estudos de g\u00e9nero e p\u00f3s coloniais e identidades de g\u00e9nero n\u00e3o-normativas e n\u00e3o ocidentais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n18 de Janeiro de 2018<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]No dia 10 de setembro de 2017, a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;QueerMuseu: Cartografias da diferen\u00e7a na Am\u00e9rica Latina&#8221; que acontecia na cidade de Porto Alegre (Brasil) foi cancelada. A justifica\u00e7\u00e3o do Santander Cultural, que patrocinava o evento, baseou-se na acusa\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/09\/11\/politica\/1505164425_555164.html\"><strong>apologia \u00e0 pedofilia, bestialidade, vilip\u00eandio religioso<\/strong><\/a>\u00a0e atentado aos bons costumes, bradada por grupos conservadores nas redes sociais brasileiras (e n\u00e3o s\u00f3).\u00a0Queermuseu propunha-se a dar visibilidade \u00e0 diversidade de express\u00f5es de g\u00e9nero e sexualidade na arte e na cultura, de meados do s\u00e9culo XX aos dias de hoje, trazendo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.buzzfeed.com\/tatianafarah\/veja-30-obras-da-exposicao-censurada-no-santander-cultural?utm_term=.dy16mA3Na#.pjOR70N4P\"><strong>270 trabalhos assinados por 85 artistas<\/strong><\/a>\u00a0dentre nomes consagrados dentro do mercado das artes.<\/p>\n<p>O cancelamento da exposi\u00e7\u00e3o gerou rea\u00e7\u00f5es diversas em muitos espa\u00e7os nacionais e internacionais, iniciou uma avalanche de censuras e respostas conservadoras a exposi\u00e7\u00f5es, pe\u00e7as de teatro e confer\u00eancias que, de alguma forma, falavam sobre g\u00e9nero e sexualidade, como tamb\u00e9m provocou manifesta\u00e7\u00f5es de apoio e organiza\u00e7\u00e3o de eventos e outras manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que seguiam a mesma inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de dois meses, organizamos no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra o semin\u00e1rio <a href=\"http:\/\/ces.uc.pt\/pt\/agenda-noticias\/agenda-de-eventos\/2017\/cartografias-da-negacao-a-diferenca\">\u201cCartografias da (nega\u00e7\u00e3o \u00e0) diferen\u00e7a: uma reflex\u00e3o a partir de QueerMuseu&#8221;<\/a> para discutir as diversas implica\u00e7\u00f5es do encerramento desta exposi\u00e7\u00e3o em Porto Alegre do ponto de vista da arte, dos estudos de g\u00e9nero, queer e p\u00f3s coloniais, e falar tamb\u00e9m da repercuss\u00e3o de outros eventos que tinham g\u00e9neros dissidentes e sexualidades n\u00e3o-normativas como centrais em suas express\u00f5es.<\/p>\n<p>Durante a exposi\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio ficou clara a liga\u00e7\u00e3o entre g\u00e9neros n\u00e3o normativos e sexualidades dissidentes aos diversos regimes de poder, pois a sexualidade, longe de se resumir a uma pr\u00e1tica ou prefer\u00eancia ou necessidade reprodutiva, \u00e9 um mecanismo de classifica\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<h4><em>Quando interseccionamos as quest\u00f5es de g\u00e9nero e sexualidade com a ra\u00e7a, por exemplo, entramos em uma seara ainda mais complexa do poder discricion\u00e1rio da sexualidade normalizadora (sempre cisheterossexual, branca, burguesa e ocidental)<\/em><\/h4>\n<p>Michel Foucault, por exemplo, dedicou-se a demonstrar em seus tr\u00eas tomos de \u201cHist\u00f3ria da Sexualidade\u201d como a sexualidade tamb\u00e9m se constr\u00f3i como discurso ao longo do tempo e passa a ser regulada por campos disciplinares como a sexologia, a psiquiatria e a psican\u00e1lise, que det\u00eam desde ent\u00e3o o monop\u00f3lio para definir o que \u00e9 normalidade ou anormalidade, em um fluxo de disputas e tentativas de ordenamento da incr\u00edvel e multifacetada experi\u00eancia da sexualidade e do desejo.<\/p>\n<p>Portanto, se o sexo n\u00e3o tem hist\u00f3ria (o que de antem\u00e3o como soci\u00f3loga eu contestaria, mas a\u00ed \u00e9 assunto para outro texto) ou pelo menos sabemos que pr\u00e1ticas sexuais diversas sempre existiram, o que mudou a partir do s\u00e9culo XIX foi o discurso sobre elas, ou, mais importante, mudou quem poderia falar sobre elas e quem poderia classific\u00e1-las entre normais ou patol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Decerto que esta hist\u00f3ria da sexualidade \u00e9 localizada e muito parcial. A normalidade da sexualidade tamb\u00e9m se estabeleceu como uma pr\u00e1tica exclusivamente ocidental, ligada \u00e0 fam\u00edlia burguesa. N\u00e3o podemos esquecer os nexos entre sexualidade e empreendimento colonial, em que diversas rela\u00e7\u00f5es homoer\u00f3ticas foram retratadas entre homens colonizadores e colonizados, a viola\u00e7\u00e3o de mulheres e gera\u00e7\u00e3o de filhos com mulheres nativas, o controle sobre sexualidades diversas como estrat\u00e9gia fundamental para a escraviza\u00e7\u00e3o e evangeliza\u00e7\u00e3o de \u00edndios na Am\u00e9rica e diversos outros exemplos. Sujeitos e sujeitas colonizados e escravizados foram representados a partir de uma sexualidade bestializada e irasc\u00edvel, seus lugares de origem representados como terras a desflorar, expropriar, invadir refor\u00e7ando o imagin\u00e1rio de novos mundos em que outro tipo de regime de sexualidade vigorava, pois afinal, n\u00e3o existia pecado abaixo da linha do Equador.<\/p>\n<p>Esta pequena hist\u00f3ria mostra-nos como a sexualidade como norma controla os corpos, especialmente os dissidentes, com consequ\u00eancias muito objetivas na vida das pessoas, na medida que restringe ou permite o acesso a recursos da sociedade: pessoas transg\u00e9nero abandonam a escola mais cedo por conta do preconceito que sofrem e isto no futuro implica menos possibilidades de emprego; um adolescente <em>gay<\/em> tem medo de ir ao banheiro da escola e de sofrer algum tipo de viol\u00eancia por parte de seus colegas; um casal l\u00e9sbico n\u00e3o pode aceder a t\u00e9cnicas de procria\u00e7\u00e3o medicamente assistida, simplesmente por ser um casal com duas mulheres; pessoas em rela\u00e7\u00f5es poliamorosas n\u00e3o podem ser civilmente casadas e n\u00e3o ter acesso aos direitos e deveres de heran\u00e7a ou corresponsabilidade na cria\u00e7\u00e3o de filhos.<\/p>\n<h4><em>No momento em que o Brasil atravessa uma dura disputa entre movimentos conservadores e movimentos de esquerda que coloca em quest\u00e3o a pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o da identidade nacional, consagrar travestis, as bixas, sapat\u00f5es, viados, vagabundas, caminhoneiras, l\u00e9sbicas e todxs tantxs outras e outros e outres como dignos de serem voz e representa\u00e7\u00e3o em um espa\u00e7o oficial e de consagra\u00e7\u00e3o da Arte com letra mai\u00fascula, deu sentido \u00e0 cruzada moral que vem se delineando no Brasil p\u00f3s golpe<\/em><\/h4>\n<p>Quando interseccionamos as quest\u00f5es de g\u00e9nero e sexualidade com a ra\u00e7a, por exemplo, entramos em uma seara ainda mais complexa do poder discricion\u00e1rio da sexualidade normalizadora (sempre cisheterossexual, branca, burguesa e ocidental): a brasileira cujo destino inexor\u00e1vel \u00e9 o trabalho sexual, a hipersexualiza\u00e7\u00e3o das mulheres negras, a dificuldade de identidades trans n\u00e3o-ocidentais serem compreendidas e suas necessidades traduzidas dentro do sistema de sa\u00fade, dentre infinitas outras hist\u00f3rias que n\u00e3o s\u00e3o casos isolados, s\u00e3o parte de uma estrutura de opress\u00e3o.<\/p>\n<p>Estas m\u00faltiplas formas de produzir a diferen\u00e7a \u2014 ou seja, dizer que nem todo o mundo \u00e9 igual e que algumas pessoas ter\u00e3o mais recursos econ\u00f3micos, afetivos, ps\u00edquicos, simb\u00f3licos que outras \u2014 expressam-se em todos os setores da vida em sociedade. Pierre Bourdieu, famoso soci\u00f3logo franc\u00eas do s\u00e9culo XX, tem uma express\u00e3o muito precisa: orquestra\u00e7\u00e3o social. Tal qual uma orquestra, cada instrumento tem seu tema e todos, ao mesmo tempo, criam uma m\u00fasica, um contexto que tem a mesma l\u00f3gica e o mesmo sentido.<\/p>\n<p>A arte faz parte desta orquestra, como forma de representa\u00e7\u00e3o, como uma linguagem organizada que exprime os valores de uma sociedade. Claro que ela tem a plasticidade incr\u00edvel de poder ser tanto um instrumento afinado, como uma disson\u00e2ncia. Pode ser vanguarda, delinear processos de rutura, trazer \u00e0 baila o que n\u00e3o se nomeia ou do que n\u00e3o fala. Esta foi a proposta enunciada do QueerMuseu, juntamente com uma s\u00e9rie de exposi\u00e7\u00f5es sobre sexualidades dissidentes e identidades de g\u00e9nero n\u00e3o normativas que t\u00eam sido organizadas nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Se em outro momento elaboramos uma <a href=\"http:\/\/www.artecapital.net\/opiniao-181-fernanda-belizario-e-rita-alcaire-o-que-ha-de-queer-em-queermuseu-\">reflex\u00e3o mais particular sobre o discurso queer e a exposi\u00e7\u00e3o queermuseu<\/a>, que complexifica a discuss\u00e3o a partir de outras infer\u00eancias tamb\u00e9m relevantes para o debate, como os <em>loci<\/em> mais ou menos privilegiados de produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o das obras de autores queer, deixo-vos aqui a discuss\u00e3o principal que a exposi\u00e7\u00e3o trouxe nos meios intelectuais. Por que motivo tanta como\u00e7\u00e3o gerada por uma exposi\u00e7\u00e3o ao ponto de ter sido cancelada pela a\u00e7\u00e3o de grupos de press\u00e3o ultraconservadores?<\/p>\n<h4><em>Reconhecer o direito desses corpos adquirirem uma exist\u00eancia alargada, uma cidadania completa, desafiar o discurso de \u201ctudo bem ser (paneleiro\/fufa\/travesti\/&#8230;), desde que n\u00e3o demonstre\u201d<\/em><\/h4>\n<p>Ao mesmo tempo que uma arte dita Queer busca centrar a sexualidade como parte dos esquemas de classifica\u00e7\u00e3o social, ela se coloca como um problema a partir de diversos vieses. Se certa sexologia tem o monop\u00f3lio de decidir o normal e o patol\u00f3gico, o museu tem a pot\u00eancia discursiva de desenhar o que \u00e9 ou n\u00e3o \u00e9 boa arte, ou seja, aquela que pode estar dentro e a que deve estar fora do seu espa\u00e7o. Se este \u00e9 o poder discricion\u00e1rio do museu, como pode existir um QueerMuseu? Como um espa\u00e7o dedicado \u00e0 \u201cBoa\u201d arte pode conter a dissid\u00eancia?<\/p>\n<p>No momento em que o Brasil atravessa uma dura disputa entre movimentos conservadores e movimentos de esquerda que coloca em quest\u00e3o a pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o da identidade nacional, consagrar travestis, as bixas, sapat\u00f5es, viados, vagabundas, caminhoneiras, l\u00e9sbicas e todxs tantxs outras e outros e outres como dignos de serem voz e representa\u00e7\u00e3o em um espa\u00e7o oficial e de consagra\u00e7\u00e3o da Arte com letra mai\u00fascula, deu sentido \u00e0 cruzada moral que vem se delineando no Brasil p\u00f3s golpe.<\/p>\n<p>N\u00e3o se bradou aqui contra as sexualidades propriamente, mas contra a ocupa\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o oficial de representa\u00e7\u00e3o por sexualidades e identidades de g\u00e9nero dissidentes. O medo de trazer \u00e0 luz do dia formas diversas de entender os corpos, o sexo, o desejo e o g\u00e9nero (e n\u00e3o s\u00f3 represent\u00e1-los como patol\u00f3gicos). De n\u00e3o poder mais fingir que existe um mundo branco, burgu\u00eas, hetero-cis-sexual e todo o resto ou \u00e9 fic\u00e7\u00e3o ou \u00e9 obra de gente esquisita. Reconhecer o direito desses corpos adquirirem uma exist\u00eancia alargada, uma cidadania completa, desafiar o discurso de \u201ctudo bem ser (paneleiro\/fufa\/travesti\/&#8230;), desde que n\u00e3o demonstre\u201d.<\/p>\n<p>Nota: o cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o QueerMuseu est\u00e1 dispon\u00edvel para consulta na Biblioteca Norte Sul (BNS) do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] &nbsp; Uma reflex\u00e3o de\u2026 Fernanda Beliz\u00e1rio, doutoranda em P\u00f3s Colonialismos e Cidadania Global no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. &nbsp; Percursos\u2026 Mestra em Comunica\u00e7\u00e3o e Pr\u00e1ticas de Consumo pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e Bacharel em Ci\u00eancias Sociais e Comunica\u00e7\u00e3o Social, ambas pela Universidade de S\u00e3o Paulo. J\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":500,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[816,57,55,56,1],"tags":[195,541,206,540,228,110],"class_list":["post-7736","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-de-opiniao","category-cidadania-da-sexualidade","category-noticias-relacionadas","category-saude-sexual","category-variadas","tag-arte","tag-cartografias-da-negacao-a-diferenca","tag-cidadania-intima","tag-queermuseu","tag-transexualidade","tag-transgenero"],"featured_image_src":{"landsacpe":false,"list":false,"medium":false,"full":false},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7736","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/500"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7736"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7736\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9217,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7736\/revisions\/9217"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7736"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7736"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7736"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}