{"id":7839,"date":"2018-02-18T15:52:15","date_gmt":"2018-02-18T15:52:15","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=7839"},"modified":"2019-03-25T18:19:43","modified_gmt":"2019-03-25T18:19:43","slug":"polemica-em-torno-da-liberdade-da-sexualidade-liberdade-de-importunar-versus-violencias-sexuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2018\/02\/18\/polemica-em-torno-da-liberdade-da-sexualidade-liberdade-de-importunar-versus-violencias-sexuais\/","title":{"rendered":"Pol\u00e9mica em torno da liberdade da sexualidade: \u00abliberdade de importunar\u00bb versus viol\u00eancias sexuais"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/IMG_2838.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7840\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/IMG_2838-231x300.jpg\" alt=\"\" width=\"231\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Uma reflex\u00e3o de\u2026<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.ics.ul.pt\/pessoas\/anne.cova\">Anne Cova<\/a><em>, <\/em>historiadora e investigadora no Instituto de Ci\u00eancias Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa).<em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Percursos\u2026<\/strong><br \/>\nA sua \u00e1rea de investiga\u00e7\u00e3o incide sobre a hist\u00f3ria comparada e transnacional das mulheres e do g\u00e9nero no s\u00e9culo XX. Atualmente estuda \u00abconselhos nacionais das mulheres\u00bb na Europa do Sul e na Am\u00e9rica Latina, 1900-1945. Entre as suas publica\u00e7\u00f5es destaca-se: Anne Cova (dire\u00e7\u00e3o), <em>Hist<\/em><em>\u00f3ria comparada das Mulheres. Novas Abordagens<\/em>, Lisboa, Livros Horizonte, 2008.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n18 de fevereiro de 2018<\/p>\n<\/div>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]Na sequ\u00eancia do esc\u00e2ndalo que explodiu nos EUA em Outubro de 2017 envolvendo o produtor americano de cinema Harvey Weinstein, nasceram os <em>hashtags<\/em> #Balancetonporc e #MeToo que levaram dezenas de milhares de mulheres a testemunhar sobre as viol\u00eancias sexuais. No Twitter, #Balancetonporc foi lan\u00e7ado no dia 13 de Outubro por uma jornalista francesa, Sandra Muller, e dois dias depois a atriz americana, Alyssa Milano, tomou uma iniciativa semelhante com #MeToo. O efeito bola de neve das redes sociais expandiu-se para todos os <em>media<\/em> e no dia 1 de Janeiro de 2018, trezentas mulheres de Hollywood lan\u00e7aram o movimento <em>Time<\/em><em>\u2019<\/em><em>s Up<\/em> no prestigiado jornal <em>The New York Times,<\/em> com o objetivo de acabar com as desigualdades no local de trabalho, as viol\u00eancias sexuais e os ass\u00e9dios contra as mulheres. Esta iniciativa inclui um fundo de apoio legal \u00e0s mulheres v\u00edtimas e lan\u00e7ou um apelo que foi um sucesso: vestir-se de preto na cerim\u00f4nia dos <em>Golden Globes<\/em> num gesto de solidariedade. Mais recentemente, no dia 28 de Janeiro de 2018, o movimento <em>Time<\/em><em>\u2019<\/em><em>s Up<\/em> marcou tamb\u00e9m presen\u00e7a nos <em>Grammy Awards<\/em> atrav\u00e9s de rosas brancas.<\/p>\n<p>A leg\u00edtima tomada de consci\u00eancia das viol\u00eancias sexuais contra as mulheres bem como a liberta\u00e7\u00e3o dos seus testemunhos s\u00e3o acontecimentos sem precedentes, tendo em conta a sua globaliza\u00e7\u00e3o e a sua difus\u00e3o extremamente r\u00e1pida gra\u00e7as \u00e0s redes sociais.<\/p>\n<p>A contra corrente, tr\u00eas dias depois dos <em>Golden Globes<\/em> (10 de Janeiro de 2018), foi publicada no jornal franc\u00eas de refer\u00eancia <em>Le Monde<\/em>, uma carta coletiva assinada por cem mulheres entre as quais a mais conhecida \u00e9 a atriz Catherine Deneuve<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. As outras signat\u00e1rias s\u00e3o: Ingrid Carven (cantora); Sarah Chiche (psicanalista); Elisabeth L\u00e9vy (jornalista); Jo\u00eblle Losfeld (editora); Catherine Millet (escritora); etc. Nesta carta cujo t\u00edtulo \u00e9 diferente na vers\u00e3o em papel e na vers\u00e3o online do <em>Le Monde<\/em> \u2013 respectivamente \u00abMulheres libertam uma outra palavra\u00bb e \u00abDefendemos a liberdade de importunar, indispens\u00e1vel \u00e0 liberdade sexual\u00bb \u2013 v\u00e1rias afirma\u00e7\u00f5es provocaram a pol\u00e9mica dos dois lados do Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<h4><em>A maioria das feministas do passado e da atualidade queriam e querem, pelo contr\u00e1rio, viver pacificamente com os homens numa sociedade mais justa. Conv\u00e9m tamb\u00e9m n\u00e3o esquecer que houve sempre homens feministas. Os feminismos n\u00e3o consistem, ao contr\u00e1rio do que as signat\u00e1rias pensam, em fazer das mulheres as \u00abeternas v\u00edtimas\u00bb<\/em><\/h4>\n<p>Em primeiro lugar, conv\u00e9m notar que o t\u00edtulo na vers\u00e3o online \u00e9 mais expl\u00edcito e provocador. Em segundo lugar, em ambos os t\u00edtulos a \u00eanfase \u00e9 posta na liberdade. Em nome da liberdade, as autoras afirmam que a liberdade sexual \u00e9 amea\u00e7ada pelo puritanismo e pelo politicamente correto e defendem a liberdade dos homens de importunar as mulheres, considerando que uma mulher \u00abpode garantir que o seu sal\u00e1rio seja igual ao homem, mas n\u00e3o se sentir traumatizada para sempre por um <em>frotteur<\/em> [praticante de frotteurismo, algu\u00e9m que se encosta, que se ro\u00e7a a outrem sem consentimento] no Metro, mesmo que seja considerado crime. Ela at\u00e9 pode considerar isto como a express\u00e3o de uma grande mis\u00e9ria sexual ou mesmo como um n\u00e3o-evento\u00bb. A resposta da atual secret\u00e1ria de Estado para a igualdade entre mulheres e homens em Fran\u00e7a, Marl\u00e8ne Schiappa, foi imediata. Afirmou que o discurso \u00e9 perigoso e alertou para o facto de que \u00abesfregar o sexo de um homem contra uma mulher no Metro, sem o seu consentimento, \u00e9 uma agress\u00e3o sexual\u00bb. De facto, as signat\u00e1rias parecem estar completamente desligadas da realidade do quotidiano da maioria das mulheres\u00a0que apanham os transportes p\u00fablicos todos os dias. Mais: a falta de solidariedade que as autoras da carta expressam \u00e9, retomando a palavra da Michelle Perrot, siderante<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. De facto, como sublinha a historiadora francesa: \u00abPodemos sentir-nos solid\u00e1rios de uma injusti\u00e7a sem a ter vivido\u00bb. A \u00fanica agress\u00e3o sexual que a carta reconhece como sendo um crime \u00e9 a viola\u00e7\u00e3o. As outras viol\u00eancias sexuais <em>\u2014<\/em> ass\u00e9dio sexual, toques sexuais e car\u00edcias n\u00e3o consentidas <em>\u2014<\/em> s\u00e3o minimizadas.<\/p>\n<p>A carta banaliza as viol\u00eancias contra as mulheres e desvaloriza as consequ\u00eancias que essas podem ter: \u00abOs acidentes que podem afetar o corpo de uma mulher n\u00e3o alcan\u00e7am necessariamente a sua dignidade (\u2026) Porque n\u00e3o somos redut\u00edveis ao nosso corpo\u00bb. Esta afirma\u00e7\u00e3o vai contra as lutas feministas dos anos setenta que proclamavam \u00abO privado \u00e9 pol\u00edtico\u00bb e publicaram <em>Our bodies, Ourselves<\/em> (1971). Ali\u00e1s, a carta exprime um antifeminismo: \u00abEnquanto mulheres, n\u00e3o nos reconhecemos neste feminismo, que para l\u00e1 de denunciar abusos de poder mostra um \u00f3dio pelos homens e pela sexualidade\u00bb. Esta afirma\u00e7\u00e3o revela um profundo desconhecimento do que foram e s\u00e3o os movimentos feministas. Numa perspectiva hist\u00f3rica, a carta insere-se nos movimentos antifeministas. A maioria das feministas do passado e da atualidade queriam e querem, pelo contr\u00e1rio, viver pacificamente com os homens numa sociedade mais justa. Conv\u00e9m tamb\u00e9m n\u00e3o esquecer que houve sempre homens feministas. Os feminismos n\u00e3o consistem, ao contr\u00e1rio do que as signat\u00e1rias pensam, em fazer das mulheres as \u00abeternas v\u00edtimas\u00bb. Recomendo-vos vivamente a leitura dos cinco volumes da <em>Hist<\/em><em>\u00f3ria das Mulheres no Ocidente<\/em> sob a dire\u00e7\u00e3o do Georges Duby e da j\u00e1 referida Michelle Perrot, traduzida em mais de quinze l\u00ednguas.<\/p>\n<h4><em>[&#8230;] a liberta\u00e7\u00e3o da palavra das mulheres j\u00e1 se traduziu numa subida das queixas por agress\u00f5es sexuais: em Fran\u00e7a, no quarto trimestre de 2017, as queixas de agress\u00e3o sexual aumentaram 32% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo, em 2016<\/em><\/h4>\n<p>A carta gerou imensas cr\u00edticas e a pr\u00f3pria Catherine Deneuve alguns dias ap\u00f3s a sua publica\u00e7\u00e3o prestou declara\u00e7\u00f5es ao jornal <em>Lib<\/em><em>\u00e9<\/em><em>ration<\/em> nas quais pedia desculpa \u00e0s vitimas de atos odiosos, mas mantinha o seu apoio ao texto que coassinou.<\/p>\n<p>A carta ignora os contributos fundamentais que as feministas deram para a liberdade sexual: contrace\u00e7\u00e3o e despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto, para mencionar apenas dois exemplos marcantes. Em vez de utilizar a sua visibilidade medi\u00e1tica para apoiar as reivindica\u00e7\u00f5es feministas <em>\u2014<\/em> como j\u00e1 o fez Catherine Deneuve, em 1971, quando assinou com 343 mulheres o famoso manifesto \u00abEu tive um aborto\u00bb publicado no <em>Nouvel Observateur<\/em> <em>\u2014<\/em> esta carta \u00e9 caracterizada por um manique\u00edsmo e por uma linguagem exagerada. Assim, faz uma oposi\u00e7\u00e3o simplista entre o puritanismo Americano e a libertinagem Francesa. O vocabul\u00e1rio utilizado \u2013 \u00abfeiti\u00e7aria\u00bb, \u00abdem\u00f3nios\u00bb, \u00abclima de sociedade totalit\u00e1ria\u00bb, \u00abpapel de rapina\u00bb \u2013 \u00e9 inadequado bem como as generaliza\u00e7\u00f5es precipitadas: \u00abA onda purificadora parece n\u00e3o conhecer nenhum limite\u00bb.<\/p>\n<p>O \u00fanico m\u00e9rito da carta \u00e9 o de ter contribu\u00eddo para um debate cujos efeitos est\u00e3o longe de acabados no mundo da globaliza\u00e7\u00e3o em que vivemos. Assim, a liberta\u00e7\u00e3o da palavra das mulheres j\u00e1 se traduziu numa subida das queixas por agress\u00f5es sexuais: em Fran\u00e7a, no quarto trimestre de 2017, as queixas de agress\u00e3o sexual aumentaram 32% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo, em 2016<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Mas mudar as mentalidades demora tempo e atualmente apenas 8% das vitimas de viol\u00eancias sexuais fazem queixa. A liberta\u00e7\u00e3o \u00e0 escala mundial, facilitada pela internet, do direito de todas as mulheres se expressarem, \u00e9 fundamental para lutar contra as viol\u00eancias sexuais e contra as in\u00fameras formas de discriminar as mulheres. Poder testemunhar e dizer \u00abn\u00e3o\u00bb \u00e9 primordial para a afirma\u00e7\u00e3o da liberdade sexual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Collectif, \u00ab\u00a0Des femmes lib\u00e8rent une autre parole \u00bb, <em>Le Monde<\/em>, 10 de Janeiro de 2018, p. 20.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Propos recueillis par Nicolas Truong, \u00ab\u00a0Michelle Perrot : \u201cL\u2019absence de solidarit\u00e9 me sid\u00e8re\u201d \u00bb, <em>Le Monde<\/em>, 12 de Janeiro de 2018, p. 18.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Ga\u00eblle Dupont e Julia Pascual, \u00ab\u00a0Violences sexuelles : la lib\u00e9ration de la parole se traduit en plaintes \u00bb, <em>Le Monde<\/em>, 26 de Janeiro de 2018, p. 9.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] Uma reflex\u00e3o de\u2026 Anne Cova, historiadora e investigadora no Instituto de Ci\u00eancias Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa). &nbsp; Percursos\u2026 A sua \u00e1rea de investiga\u00e7\u00e3o incide sobre a hist\u00f3ria comparada e transnacional das mulheres e do g\u00e9nero no s\u00e9culo XX. Atualmente estuda \u00abconselhos nacionais das mulheres\u00bb na Europa do Sul e na Am\u00e9rica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":500,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[816,57,55],"tags":[543,542,545,546,488,547,544],"class_list":["post-7839","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-de-opiniao","category-cidadania-da-sexualidade","category-noticias-relacionadas","tag-balancetonporc","tag-metoo","tag-carta-le-monde","tag-catherine-deneuve","tag-feminismo","tag-liberdade-de-importunar","tag-times-up"],"featured_image_src":{"landsacpe":false,"list":false,"medium":false,"full":false},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/500"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7839"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7839\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9216,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7839\/revisions\/9216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}