{"id":7975,"date":"2018-04-19T19:02:51","date_gmt":"2018-04-19T19:02:51","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=7975"},"modified":"2019-03-25T18:03:15","modified_gmt":"2019-03-25T18:03:15","slug":"contracecao-hormonal-combinada-e-desejo-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2018\/04\/19\/contracecao-hormonal-combinada-e-desejo-sexual\/","title":{"rendered":"Contrace\u00e7\u00e3o hormonal combinada e desejo sexual"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/carla1-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7984\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/carla1-1-278x300.jpg\" alt=\"\" width=\"278\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div><\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\"><strong>A reflex\u00e3o de\u2026<\/strong><br \/>\nCarla Rodrigues, Ginecologista e obstetra, membro do Conselho Fiscal da <a href=\"https:\/\/www.spdc.pt\/\">Sociedade Portuguesa de Contrace\u00e7\u00e3o<\/a><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Percursos\u2026<br \/>\n<\/strong>Licenciada em Medicina pela Universidade de Coimbra. Assistente Hospitalar Graduada de Ginecologia\/Obstetr\u00edcia no Centro Hospitalar Universit\u00e1rio de Coimbra. Compet\u00eancia em Sexologia, pela Ordem dos M\u00e9dicos, e P\u00f3s-graduada em Sexologia Cl\u00ednica e Terapia Sexual pela Sociedade Portuguesa de Sexologia Cl\u00ednica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n28 de Abril de 2018<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]A resposta sexual humana \u00e9 um fen\u00f3meno complexo que combina fatores biol\u00f3gicos e psicossociais, sob a forma de est\u00edmulos internos e externos regulados pelo sistema nervoso central, que condicionam uma cascata de altera\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas, hormonais e circulat\u00f3rias.<\/p>\n<p>O conceito de <em>desejo sexual<\/em>, que para alguns autores \u00e9 um componente importante desta resposta, \u00e9 subjetivo e dif\u00edcil de definir. Helen Kaplan, em 1979, integrou-o na resposta sexual feminina, considerando-o como o seu promotor. Posteriormente, outros modelos de resposta sexual foram surgindo, nomeadamente o de Basson, em que a sua import\u00e2ncia vai sendo menos valorizada. Na DSM-V a <em>Perturba\u00e7\u00e3o de desejo sexual<\/em> j\u00e1 n\u00e3o existe como patologia, tendo sido substitu\u00edda pela <em>Perturba\u00e7\u00e3o do interesse\/excita\u00e7\u00e3o sexual<\/em>. Embora j\u00e1 n\u00e3o seja propriamente uma entidade cl\u00ednica, as mulheres valorizam a diminui\u00e7\u00e3o do desejo sexual e quando esta ocorre com a utiliza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos contracetivos, \u00e9 motivo para a sua suspens\u00e3o.<\/p>\n<p>O <em>desejo sexual<\/em> n\u00e3o depende exclusivamente de fatores biol\u00f3gicos (anatomia, neurotransmissores e hormonas), mas resulta da sua intera\u00e7\u00e3o com fatores psicossociais (cultura, cren\u00e7as religiosas, mitos e motiva\u00e7\u00e3o para a sexualidade) em que a motiva\u00e7\u00e3o para a sexualidade parece ser o fator mais importante.<\/p>\n<p>Quanto aos fatores biol\u00f3gicos, est\u00e1 demonstrado que \u00e9 afetado pela intera\u00e7\u00e3o de neurotransmissores e hormonas sexuais, embora os mecanismos exatos ainda n\u00e3o estejam bem estabelecidos. A dopamina \u00e9 o neurotransmissor central do desejo e a testosterona o principal esteroide a influenci\u00e1-lo, parecendo estar envolvido na inicia\u00e7\u00e3o da atividade sexual, enquanto a progesterona na recetividade pelo parceiro. No entanto, os diversos estudos em que se relacionaram n\u00edveis hormonais de testosterona com o desejo sexual feminino, apresentaram resultados inconsistentes. O papel das hormonas no desejo sexual feminino tem sido alvo de especial interesse, n\u00e3o se tendo no entanto verificado uma correla\u00e7\u00e3o direta entre os n\u00edveis s\u00e9ricos de hormonas end\u00f3genas e o desejo sexual em mulheres saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Quando John Rock, ginecologista obstetra em Harvard e investigador em fisiologia reprodutiva, se associou ao projeto de Gregory Goodwin Pincus, respons\u00e1vel pelo lan\u00e7amento da primeira p\u00edlula contracetiva no mercado mundial, em 1960, estava j\u00e1 a conceptualizar o impacto deste acontecimento. A implementa\u00e7\u00e3o da contrace\u00e7\u00e3o hormonal oral (CHO) conduziu a uma aut\u00eantica revolu\u00e7\u00e3o sexual uma vez que permitiu a dissocia\u00e7\u00e3o entre a sexualidade feminina e a reprodu\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s quarenta anos da sua introdu\u00e7\u00e3o, demonstrou ser um m\u00e9todo contracetivo de elevada efic\u00e1cia, revers\u00edvel e eleg\u00edvel para planeamento familiar, estimando-se que seja o m\u00e9todo utilizado atualmente por cerca de 100 milh\u00f5es de mulheres em todo o mundo. Paralelamente ao impacto sociocultural t\u00eam surgido m\u00faltiplas refer\u00eancias a poss\u00edveis efeitos da contrace\u00e7\u00e3o hormonal a n\u00edvel da sa\u00fade, alguns deles indesej\u00e1veis, incluindo a potencial diminui\u00e7\u00e3o do desejo sexual.<\/p>\n<h4><em>Na DSM-V a Perturba\u00e7\u00e3o de desejo sexual j\u00e1 n\u00e3o existe como patologia, tendo sido substitu\u00edda pela Perturba\u00e7\u00e3o do interesse\/excita\u00e7\u00e3o sexual. Embora j\u00e1 n\u00e3o seja propriamente uma entidade cl\u00ednica, as mulheres valorizam a diminui\u00e7\u00e3o do desejo sexual e quando esta ocorre com a utiliza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos contracetivos, \u00e9 motivo para a sua suspens\u00e3o<\/em><\/h4>\n<p>Os contracetivos hormonais combinados (CHC) s\u00e3o constitu\u00eddos por hormonas sexuais femininas sint\u00e9ticas, com progestativos associados a estrog\u00e9nios, que podem ser administrados por via oral, transd\u00e9rmica ou vaginal. Existem diversas formula\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis com diferentes dosagens de estrog\u00e9nio e v\u00e1rios tipos de progestativo, sendo este o respons\u00e1vel pelo eventual efeito androg\u00e9nico dos contracetivos hormonais. A sua a\u00e7\u00e3o vai depender da afinidade para os recetores de estrog\u00e9nio, progesterona ou androg\u00e9nio. Atuam frenando a hip\u00f3fise, impedindo a liberta\u00e7\u00e3o de gonadotrofinas, ocorrendo uma diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de Hormona Fol\u00edculo Estimulante (FSH) e da Hormona Luteinizante (LH), basais impedindo a matura\u00e7\u00e3o folicular ov\u00e1rica e a produ\u00e7\u00e3o de estradiol. Consequentemente n\u00e3o vai ocorrer o pico de LH, que desencadeia a ovula\u00e7\u00e3o nem a forma\u00e7\u00e3o de corpo amarelo respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o de progesterona.<\/p>\n<p>O impacto dos contracetivos hormonais na resposta sexual feminina tem sido alvo de estudo e debate. Apesar de o estudo de Slob <em>et al<\/em>, efetuado em 1996, em que se testou o desejo sexual ao longo do ciclo menstrual, ter revelado que este era maior na fase folicular e peri-ovulat\u00f3ria do que na fase lute\u00ednica, pelo que se poderia deduzir que a contrace\u00e7\u00e3o hormonal ao impedir as flutua\u00e7\u00f5es hormonais c\u00edclicas, provocaria uma diminui\u00e7\u00e3o do desejo sexual das suas utilizadoras, o que n\u00e3o foi constatado em estudos posteriores.<\/p>\n<p>\u00c9 importante clarificar este aspeto, uma vez que a sua associa\u00e7\u00e3o a uma eventual diminui\u00e7\u00e3o do desejo sexual tem motivado a suspens\u00e3o do m\u00e9todo pelas suas utilizadoras. Por outro lado, tendo em considera\u00e7\u00e3o que alguns artigos de revis\u00e3o relacionam a utiliza\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica de contracetivos hormonais com a disfun\u00e7\u00e3o sexual feminina, h\u00e1 autores que preconizam a sua suspens\u00e3o durante a terapia sexual. Neste contexto, os diversos componentes dos contracetivos hormonais \u2013 etinilestradiol e progestativo, cuja a\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser mais ou menos androg\u00e9nica \u2013 t\u00eam sido avaliados quanto ao eventual impacto a n\u00edvel da resposta sexual feminina.<\/p>\n<p>O etinilestradiol est\u00e1 associado a n\u00edveis baixos de testosterona biologicamente ativa por frena\u00e7\u00e3o da sua produ\u00e7\u00e3o ov\u00e1rica e por aumento da s\u00edntese hep\u00e1tica da \u201c<em>sex-hormone binding globulin<\/em>\u201d (SHBG), que por sua vez aumenta a fixa\u00e7\u00e3o da testosterona circulante, diminuindo a sua biodisponibilidade e conduzindo a uma insufici\u00eancia androg\u00e9nica cr\u00f3nica, sendo este efeito dose-dependente. Um poss\u00edvel mecanismo respons\u00e1vel pelo aumento da SHBG relaciona-se com os altos n\u00edveis s\u00e9ricos de etinilestradiol na veia porta que induzem a s\u00edntese proteica hep\u00e1tica. Um estudo demonstrou que o sistema transd\u00e9rmico, que n\u00e3o tem efeito de primeira passagem hep\u00e1tica, diminui igualmente os n\u00edveis de testosterona livre e aumenta os de SHBG numa propor\u00e7\u00e3o ainda maior, o que demonstra que os altos n\u00edveis s\u00e9ricos de etinilestradiol portal n\u00e3o s\u00e3o um pr\u00e9-requisito para estas altera\u00e7\u00f5es. Outro mecanismo ser\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o da degrada\u00e7\u00e3o da SHBG.<\/p>\n<h4><em>Na pr\u00e1tica cl\u00ednica, verifica-se que algumas mulheres referem um impacto negativo da Contrace\u00e7\u00e3o Hormonal Combinada na sexualidade, o que leva ao seu abandono. Como n\u00e3o foi ainda estabelecido qual o tipo de popula\u00e7\u00e3o em que esse efeito negativo pode ocorrer, nem qual o mecanismo respons\u00e1vel, este poss\u00edvel efeito secund\u00e1rio deve ser tido em conta no aconselhamento contracetivo de qualquer mulher que vai iniciar este tipo de contrace\u00e7\u00e3o.<\/em><\/h4>\n<p>O desenvolvimento de novos CHC tem sido dirigido para regimes com menor dosagem de etinilestradiol e progestativos mais seletivos, com o objetivo de minimizar os efeitos secund\u00e1rios desfavor\u00e1veis associados aos esteroides. No entanto, esta diminui\u00e7\u00e3o de dosagem tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por mau controlo do ciclo e secura vaginal o que por vezes n\u00e3o acarreta vantagens, podendo mesmo motivar o seu abandono. Recentemente surgiram no mercado formula\u00e7\u00f5es em que o etinilestradiol foi substitu\u00eddo por estradiol e valerato de estradiol, que s\u00e3o quimicamente semelhantes ao estradiol natural, n\u00e3o existindo ainda estudos que mostrem o seu impacto na resposta sexual feminina.<\/p>\n<p>A testosterona, tal como os restantes androg\u00e9nios, afeta a densidade mineral \u00f3ssea, a massa e a for\u00e7a muscular, a distribui\u00e7\u00e3o do tecido adiposo, o humor, a energia e o bem estar psicol\u00f3gico. Consequentemente, em algumas mulheres a altera\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis de androg\u00e9nios leva a modifica\u00e7\u00f5es em qualquer um dos fatores referidos. Os androg\u00e9nios constituem o fator biol\u00f3gico que eventualmente ter\u00e1 maior impacto no desejo sexual feminino. A diminui\u00e7\u00e3o do desejo sexual \u00e9 um dos sintomas do hipoandrogenismo e a terap\u00eautica com androg\u00e9nios \u00e9 eficaz nas situa\u00e7\u00f5es de desejo sexual hipoativo feminino.<\/p>\n<p>Teoricamente, os contracetivos com estrog\u00e9nio, ao diminu\u00edrem a testosterona livre, teriam um impacto significativo no desejo sexual. Embora existam estudos que refiram esta rela\u00e7\u00e3o entre o estrog\u00e9nio ex\u00f3geno e os n\u00edveis de testosterona livre, esses mesmos estudos demonstraram n\u00e3o haver uma correla\u00e7\u00e3o direta com o desejo sexual, uma vez que este efeito n\u00e3o dependia nem da dosagem nem da via de administra\u00e7\u00e3o do estrog\u00e9nio em mulheres saud\u00e1veis. Schaffir <em>et al.<\/em> compararam a fun\u00e7\u00e3o sexual entre utilizadoras de CHC e de progestativo isolado e n\u00e3o encontraram diferen\u00e7as significativas a n\u00edvel da fun\u00e7\u00e3o sexual entre os grupos, apesar de os n\u00edveis hormonais serem diferentes. Nestes grupos os n\u00edveis de testosterona livre e estradiol n\u00e3o se correlacionaram com o <em>score <\/em>de fun\u00e7\u00e3o sexual avaliado pelo FSFI. Embora os diversos estudos apresentem resultados inconsistentes, estes devem prosseguir no sentido de identificar uma poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre a utiliza\u00e7\u00e3o da contrace\u00e7\u00e3o hormonal combinada e a resposta sexual.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica cl\u00ednica, verifica-se que algumas mulheres referem um impacto negativo da CHC na sexualidade, o que leva ao seu abandono. Como n\u00e3o foi ainda estabelecido qual o tipo de popula\u00e7\u00e3o em que esse efeito negativo pode ocorrer, nem qual o mecanismo respons\u00e1vel, este poss\u00edvel efeito secund\u00e1rio deve ser tido em conta no aconselhamento contracetivo de qualquer mulher que vai iniciar este tipo de contrace\u00e7\u00e3o.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] A reflex\u00e3o de\u2026 Carla Rodrigues, Ginecologista e obstetra, membro do Conselho Fiscal da Sociedade Portuguesa de Contrace\u00e7\u00e3o &nbsp; Percursos\u2026 Licenciada em Medicina pela Universidade de Coimbra. Assistente Hospitalar Graduada de Ginecologia\/Obstetr\u00edcia no Centro Hospitalar Universit\u00e1rio de Coimbra. 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