{"id":8069,"date":"2018-05-28T08:15:56","date_gmt":"2018-05-28T08:15:56","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=8069"},"modified":"2019-03-25T17:54:59","modified_gmt":"2019-03-25T17:54:59","slug":"a-vulnerabilidade-das-mulheres-que-vivem-com-vih","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2018\/05\/28\/a-vulnerabilidade-das-mulheres-que-vivem-com-vih\/","title":{"rendered":"A vulnerabilidade das mulheres que vivem com VIH"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/isabel-pic-21.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8070\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/isabel-pic-21.jpg\" alt=\"\" width=\"78\" height=\"98\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Uma reflex\u00e3o de\u2026<\/strong><br \/>\nIsabel Nunes, fundadora e presidente da Dire\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/www.seres.org.pt\/\">SERES <\/a><em>(com) viver com o VIH,\u00a0<\/em>primeira e \u00fanica associa\u00e7\u00e3o de\/para mulheres infetadas e afetadas pelo VIH em Portugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Percurso\u00a0 <\/strong><br \/>\nLicenciada em Sociologia do Trabalho, mestre em SIDA (com a disserta\u00e7\u00e3o em Qualidade de Vida em Mulheres seropositivas ao VIH: autoestima, imagem percecionada e rela\u00e7\u00f5es sociais). Ativista pela capacita\u00e7\u00e3o e visibilidade das mulheres que vivem com o VIH, sua preven\u00e7\u00e3o, e combate ao estigma associado, em organiza\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais (como ICW, Wecare+).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Contactos<\/strong><br \/>\nU<em>nidas para uma vida mais justa, equitativa e com qualidade onde as mulheres com VIH t\u00eam recursos, voz, escolha e oportunidades. <\/em>Contactos Skype: isabel.seres * Tm.: 965032071 | 965030788 | 965029523 | 969111090 * e-mail: isabelcn@gmail.com * <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/seres.vih\">Facebook<\/a> * <em><a href=\"ttps:\/\/issuu.com\/seresvih\">Issuu<\/a> * <\/em>Campanha<em> Mais informa\u00e7\u00e3o Menos Preconceito, <\/em>no <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/MaisInformacaoMenosPreconceito2017\">Facebook<\/a><\/p>\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n28 de Maio de 2018<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]A epidemia do v\u00edrus da imunodefici\u00eancia humana (VIH) exacerba as persistentes desigualdades de g\u00e9nero e as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos presentes em todas as sociedades. Estas injusti\u00e7as continuam a colocar as mulheres e as jovens em grande risco, tanto em termos de transmiss\u00e3o do VIH como de acesso ao tratamento e cuidados. Acrescenta-se que as mulheres e as jovens deparam-se com fatores interrelacionados e dif\u00edceis de resolver de natureza biol\u00f3gica, sociocultural, econ\u00f3mica, legal e pol\u00edtica que aumentam a sua vulnerabilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade e bem-estar.<\/p>\n<p>Em Portugal apesar da tend\u00eancia decrescente dos novos casos de infe\u00e7\u00e3o por VIH, em 2016 as mulheres representam 28.5% dos novos diagn\u00f3sticos, o modo de transmiss\u00e3o predominante \u00e9 sexual (93.5%), e na categoria heterossexual 47% s\u00e3o mulheres. Portugal continua a apresentar uma das taxas mais elevadas de novos diagn\u00f3sticos de VIH na Uni\u00e3o Europeia<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>A estat\u00edstica revela vulnerabilidades espec\u00edficas da mulher &#8211; as diferen\u00e7as biol\u00f3gicas entre mulheres e homens s\u00e3o \u00f3bvias, mas a par destas existem as diferen\u00e7as sociais, de atitudes e comportamentos. As desigualdades, as perce\u00e7\u00f5es individuais e sociais que geram comportamentos ligados a conceitos do que \u00e9 pr\u00f3prio do feminino e do masculino.<\/p>\n<p>Nos fatores biol\u00f3gicos de salientar que as mulheres s\u00e3o duas a cinco vezes mais vulner\u00e1veis \u00e0 infe\u00e7\u00e3o ao VIH, numa rela\u00e7\u00e3o desprotegida, do que os homens. A extens\u00e3o da superf\u00edcie exposta e o tempo de exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 maior: a mucosa vaginal \u00e9 uma superf\u00edcie bastante alargada (com mais riscos de microles\u00f5es e onde o esperma pode permanecer mais tempo); o esperma cont\u00e9m dez vezes mais v\u00edrus do que as secre\u00e7\u00f5es vaginais; os riscos s\u00e3o aumentados em situa\u00e7\u00e3o de infe\u00e7\u00e3o genital assim como no ciclo de vida da mulher (durante a menstrua\u00e7\u00e3o, gravidez, adolesc\u00eancia e menopausa).<\/p>\n<p>As normas de g\u00e9nero, no contexto da epidemia do VIH, influenciam os comportamentos de risco, a express\u00e3o da sexualidade, a vulnerabilidade \u00e0 infe\u00e7\u00e3o ao VIH e o seu impacto, a incorpora\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o preventiva em comportamentos protetores e mesmo na sua rela\u00e7\u00e3o com o VIH &#8211; no tratamento e apoio social.<\/p>\n<p>Aos aspetos culturais associam-se os fatores socioecon\u00f3micos que revelam um risco mais elevado de pobreza na mulher e uma maior depend\u00eancia econ\u00f3mica. O desequil\u00edbrio de poder nas rela\u00e7\u00f5es, a reduzida autoestima e o subsequente diminuto poder de negocia\u00e7\u00e3o conduzem a condutas sexuais de risco assim como a uma maior suscetibilidade \u00e0 viol\u00eancia sexual e\/ou \u00e0 coer\u00e7\u00e3o a uma pr\u00e1tica de sexo n\u00e3o seguro.<\/p>\n<p>Na mulher seropositiva a viv\u00eancia com o VIH, descrita nas 35 biografias que comp\u00f5em o livro \u2018Poderia ser eu\u2019, revela que esta \u00e9 condicionada pela gest\u00e3o de conflitos internos: medo do abandono pelos parceiros, o medo da revela\u00e7\u00e3o n\u00e3o desejada, o receio dos efeitos secund\u00e1rios, o medo da discrimina\u00e7\u00e3o, estigma e da viol\u00eancia, o medo de infetar as\/os filhas\/os e parceiros e a necessidade de seguran\u00e7a, de apoio, de intimidade, amor e eventualmente filhas\/os. \u00c0s vulnerabilidades espec\u00edficas da mulher soma o car\u00e1cter de doen\u00e7a cr\u00f3nica que condiciona a sua qualidade de vida. Este livro faz refer\u00eancia a relatos de vidas, de Mulheres que poderiam ser a sua m\u00e3e, a sua irm\u00e3, a sua vizinha, a sua namorada, a sua parceira, a sua colega. Mulheres exatamente iguais a qualquer outra, exceto que est\u00e3o a viver com VIH. Um v\u00edrus que n\u00e3o escolhe sexo, orienta\u00e7\u00e3o sexual, religi\u00e3o, estatuto social ou econ\u00f3mico\u2026<\/p>\n<p>A Seres (con) viver com o VIH conta com a for\u00e7a e energia das suas membras para desenvolver um trabalho pioneiro em Portugal de ativismo, forma\u00e7\u00e3o\/capacita\u00e7\u00e3o, de preven\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o social no sentido de dar voz e visibilidade \u00e0s mulheres que vivem com o VIH assim como quebrar o sil\u00eancio, romper com o autoestigma e com as barreiras que impedem as mulheres que vivem com o VIH de viverem plenamente.<\/p>\n<p>H\u00e1 quase vinte anos (desde 2005), que\u00a0a<em> Seres (con) viver com o VIH<\/em> tem liderado a resposta ao VIH na perspetiva da mulher em Portugal\u00a0no sentido de\u00a0capacitar as mulheres que vivem com VIH,\u00a0a n\u00edvel nacional (Porto, Matosinhos, Fund\u00e3o, Coimbra, Lisboa, Algarve), dando-lhes ferramentas, tornando-as mais fortes para intervirem na comunidade onde se inserem nomeadamente na replica\u00e7\u00e3o do programa SHE (financiado pela BMS, Gilead e ViiV), na cria\u00e7\u00e3o de grupos de autoajuda, na presta\u00e7\u00e3o de apoio individualizado na consulta hospitalar; de\u00a0promover a sua visibilidade\u00a0atrav\u00e9s da publica\u00e7\u00e3o de um livro sobre biografias de mulheres que vivem com o VIH, da nossa campanha #Poderiasereu com mais de 100.000 pessoas alcan\u00e7adas (financiado pela Gilead), da campanha #MaisInforma\u00e7\u00e3oMenosPreconceito (apoiada pela SECI e com mais de 75.000 pessoas alcan\u00e7adas), da celebra\u00e7\u00e3o do 1 de dezembro 2015 com campanha de preven\u00e7\u00e3o mobilizado pelas nossas associadas; de\u00a0promover os seus direitos\u00a0com apresenta\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00e3o sobre o VIH e a Mulher aos grupos parlamentares, da Revis\u00e3o Peri\u00f3dica Universal apresentado nas Na\u00e7\u00f5es Unidas, na participa\u00e7\u00e3o no maior question\u00e1rio sobre VIH e a mulher (que envolveu 94 pa\u00edses e 945 mulheres com VIH), entre muitos outras\u2026.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> INSA, Infe\u00e7\u00e3o VIH\/SIDA: a situa\u00e7\u00e3o em _Portugal a 31 de dezembro de 2016. Dispon\u00edvel em http:\/\/hdl.handle.net\/10400.18\/4846[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] Uma reflex\u00e3o de\u2026 Isabel Nunes, fundadora e presidente da Dire\u00e7\u00e3o da SERES (com) viver com o VIH,\u00a0primeira e \u00fanica associa\u00e7\u00e3o de\/para mulheres infetadas e afetadas pelo VIH em Portugal. &nbsp; Percurso\u00a0 Licenciada em Sociologia do Trabalho, mestre em SIDA (com a disserta\u00e7\u00e3o em Qualidade de Vida em Mulheres seropositivas ao VIH: autoestima, imagem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":500,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[816,36,55,56],"tags":[628,627,625,626,624,536,623,629],"class_list":["post-8069","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-de-opiniao","category-noticias","category-noticias-relacionadas","category-saude-sexual","tag-aids","tag-ist","tag-mulheres-seropositivas","tag-poderiasereu","tag-seopositividade","tag-sida","tag-vih","tag-virus-da-imunodeficiencia-humana"],"featured_image_src":{"landsacpe":false,"list":false,"medium":false,"full":false},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8069","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/500"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8069"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8069\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9203,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8069\/revisions\/9203"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}