{"id":8078,"date":"2018-05-28T08:38:20","date_gmt":"2018-05-28T08:38:20","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=8078"},"modified":"2019-03-25T17:51:31","modified_gmt":"2019-03-25T17:51:31","slug":"aliancas-da-diversidade-nas-escolas-expressa-as-tuas-cores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2018\/05\/28\/aliancas-da-diversidade-nas-escolas-expressa-as-tuas-cores\/","title":{"rendered":"Alian\u00e7a Da Diversidade nas escolas: \u201cExpressa as tuas cores\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/foto-de-perfil-Telmo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-8063\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/foto-de-perfil-Telmo-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Uma reflex\u00e3o de&#8230;<br \/>\n<\/strong>Telmo Fernandes, Coordenador da <a href=\"http:\/\/add.ilga-portugal.pt\/\">Alian\u00e7a Da Diversidade (ADD)<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Percurso<\/strong><br \/>\nCoordenador de projetos na Associa\u00e7\u00e3o ILGA Portugal, respons\u00e1vel pela iniciativa Alian\u00e7a Da Diversidade e pelo Estudo Nacional sobre Ambiente Escolar, para al\u00e9m de colaborar noutras \u00e1reas de trabalho como crimes de \u00f3dio, viol\u00eancia de g\u00e9nero e organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. Vive e trabalha no Porto, \u00e9 licenciado em Sociologia e tem uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o e Diversidade Cultural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Contactos<\/strong><br \/>\ntelmo@ilga-portugal.pt | Alian\u00e7a Da Diversidade: add@ilga-portugal.pt | +351 92 756 7666<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n25 de Maio de 2018[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]Escrita a letras gordas, pintadas com as cores do arco-\u00edris, li a frase num papel de cen\u00e1rio afixado num placard \u00e0 entrada da escola. Ao lado, uma grande bandeira arco-\u00edris, e, do lado aposto, mais papel de cen\u00e1rio em branco e um cesto com marcadores a convidar aos contributos que j\u00e1 come\u00e7avam a surgir. J\u00e1 sabia da iniciativa atrav\u00e9s de um dos grupos privados de mensagens que agora acompanho. A linguagem ali \u00e9 tipicamente jovem (chuvas de emoticons inclu\u00eddas), e \u00e9 \u00f3timo perceber que do grupo fazem tamb\u00e9m parte ativa professoras e a psic\u00f3loga do agrupamento, num encontro intergeracional raro.<\/p>\n<p>Durante a visita \u00e0 escola, por ocasi\u00e3o do Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia (IDAHOT), assisti \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o paulatina do clima, de uma ansiedade e nervosismo que enchiam o ar, para um verdadeiro rodopio solid\u00e1rio, quando grupos de alunos\/as, professores\/as e assistentes operacionais (esse elemento cuja import\u00e2ncia \u00e9 tantas vezes negligenciada) se come\u00e7aram a aproximar e a aceder ao convite para uma foto, devidamente enquadrada por uma moldura arco-\u00edris feita expressamente no dia anterior, com esferovite e cartolina. O mural rapidamente se encheu de mensagens positivas: express\u00f5es de apoio, slogans reivindicativos e at\u00e9 declara\u00e7\u00f5es de amor. Um mar de amor. Deu para perceber: toda a escola estava a falar daquilo. E era mesmo essa a ideia!<\/p>\n<p>Na vers\u00e3o estadunidense, as \u2018gay-straight alliance\u2019 (GSA) surgiram no esp\u00edrito dos grupos de apoio, como forma de partilhar experi\u00eancias, estar entre pares, e assim quebrar o isolamento que caracterizava a juventude LGBT, frequentemente v\u00edtima de abuso ou exclus\u00e3o por tarde da fam\u00edlia. Os encontros assumiam o formato de reuni\u00f5es mediadas por terapeutas ou conselheiras\/os que acompanhavam, quando necess\u00e1rio, situa\u00e7\u00f5es individuais. Era, portanto, uma ideia inicial de alian\u00e7a, que estabelecia uma ponte com um universo ent\u00e3o ainda mais marginal e com v\u00edtimas recorrentes, por via do HIV\/SIDA e da aus\u00eancia de retaguarda social.<\/p>\n<h4><em>A iniciativa [Alian\u00e7a Da Diversidade] arrancou em meados de 2017, talvez lentamente demais para a nossa sede de mudan\u00e7a, mas quase um ano depois, come\u00e7a finalmente a dar os seus primeiros frutos. Em v\u00e1rios pontos do pa\u00eds, n\u00facleos constitu\u00eddos por jovens, docentes e outros elementos da comunidade escolar, d\u00e3o pequenos grandes passos no sentido da quebra dos atavismos locais, desdobrando-se em criatividade e arrojo<\/em><\/h4>\n<p>Bebendo mais no conceito do que nesta pr\u00e1tica, algumas experi\u00eancias come\u00e7aram a surgir do lado de c\u00e1 do Atl\u00e2ntico, adotando formatos mais ou menos distintos do modelo original (que entretanto evolu\u00edra). Neste \u00e2mbito, a iniciativa com mais impacto ter\u00e1 sido a impulsionada pela COC Nederlands, uma das organiza\u00e7\u00f5es LGBT mais antigas do mundo, com sede em Amsterd\u00e3o, na Holanda. Procurando, por um lado, contornar resist\u00eancias habituais a processos de mudan\u00e7a no contexto educativo (conte\u00fados curriculares extensos e pouco flex\u00edveis, docentes pressionados\/as pela l\u00f3gica dos resultados e sem tempo para atividades extra-curriculares, dire\u00e7\u00f5es conservadoras e avessas \u00e0 inger\u00eancia de entidades externas), e, por outro lado, reconhecendo as fragilidades de uma interven\u00e7\u00e3o pontual e inevitavelmente estranha \u00e0s comunidades escolares (como a das palestras e aulas dinamizadas por \u2018peritos\/as\u2019), cujo impacto era inevitavelmente reduzido (por duas raz\u00f5es: pela inexist\u00eancia de recursos suficientes para chegar a todas as escolas, e pela efic\u00e1cia limitada de a\u00e7\u00f5es conjunturais dinamizadas de fora para dentro), a interven\u00e7\u00e3o passou por um processo de transforma\u00e7\u00e3o radical e que tinha como base uma ideia simples: a de que era necess\u00e1rio acreditar novamente na juventude. A equipa inicial p\u00f4s ent\u00e3o em marcha um plano simples e estrat\u00e9gico: tratava-se de investir na criatividade e na comunica\u00e7\u00e3o, motivar jovens com predisposi\u00e7\u00e3o para intervir e ter voz ativa na mudan\u00e7a. N\u00e3o menos importante, era preciso passar a ideia de que qualquer pessoa podia ser uma aliada, independentemente da sua orienta\u00e7\u00e3o sexual, identidade ou express\u00e3o de g\u00e9nero ou caracter\u00edsticas sexuais. Surgiram assim as primeiras iniciativas em escolas holandesas, impulsionadas por jovens com alguma liga\u00e7\u00e3o a atividades da comunidade LGBTI, nomeadamente um f\u00f3rum online. Rapidamente, a ideia alastrou, e em poucos anos, a rede de GSA (agora designando <em>Gender and Sexuality Alliances<\/em>) j\u00e1 conseguia cobrir mais de 80% de escolas do pa\u00eds, numa demonstra\u00e7\u00e3o exponencial do poder de uma ideia. Um estudo de impacto da iniciativa comprovou a sua efic\u00e1cia na promo\u00e7\u00e3o do bem-estar de jovens LGBTI, ao aumentar a sua resili\u00eancia e contribuir para uma melhoria geral do ambiente escolar. Em breve, a mesma din\u00e2mica iniciou na regi\u00e3o da Flandres, na B\u00e9lgica, desta feita com a experiente organiza\u00e7\u00e3o \u00c7avaria.<\/p>\n<p>A d\u00favida, contudo, pairava no ar, como uma nuvem de mau agoiro. Poder\u00edamos n\u00f3s ousar o mesmo em Portugal? N\u00e3o seriam a Holanda e a B\u00e9lgica, por via de um percurso de liberdades civis iniciado d\u00e9cadas antes, pa\u00edses com um quadro sociol\u00f3gico distinto? Poder\u00edamos sequer contar com a ades\u00e3o da nossa juventude? Em contraponto \u00e0s nossas d\u00favidas, percebemos que havia afinal muito em comum: uma cultura de associativismo juvenil fr\u00e1gil, a sensa\u00e7\u00e3o de insufici\u00eancia das estrat\u00e9gias de sensibiliza\u00e7\u00e3o tradicionais (como o <em>storytelling<\/em>), estruturas escolares tendencialmente adversas \u00e0 mudan\u00e7a, estavam no topo da lista. E depois havia jovens que j\u00e1 faziam parte de alian\u00e7as: que testemunho mais desarmante contra velhos de Restelo poderia haver? Fazer parte de uma coisa assim era uma forma de se sentirem ouvid@s, de serem l\u00edderes, de conquistarem espa\u00e7o de liberdade e ainda, n\u00e3o menos importante, de finalmente se voltarem a divertir e a gostar daquele espa\u00e7o, uma condi\u00e7\u00e3o-chave para o sucesso escolar!<\/p>\n<p>Em Portugal, para al\u00e9m de alguns estudos acad\u00e9micos de alcance limitado, existem muito poucos dados dispon\u00edveis sobre a discrimina\u00e7\u00e3o em contexto escolar, e do bullying de origem homof\u00f3bica e transf\u00f3bica em particular. Tendo desde sempre consci\u00eancia da dificuldade sentida em tornar vis\u00edvel a discrimina\u00e7\u00e3o, a Associa\u00e7\u00e3o ILGA Portugal recolhe anualmente, desde 2013, den\u00fancias an\u00f3nimas e confidenciais no seu Observat\u00f3rio da Discrimina\u00e7\u00e3o em Fun\u00e7\u00e3o da Orienta\u00e7\u00e3o Sexual e da Identidade de G\u00e9nero, e produz um relat\u00f3rio anual onde constam, invariavelmente, situa\u00e7\u00f5es deste tipo (1). Tamb\u00e9m a rede ex aequo, uma associa\u00e7\u00e3o de jovens LGBTI e simpatizantes, divulga, desde 2006 com periodicidade bienal, dados do seu Observat\u00f3rio da Educa\u00e7\u00e3o (2). Contudo, apenas em 2013, com o Inqu\u00e9rito LGBT lan\u00e7ado pela Ag\u00eancia para os Direitos Fundamentais da Uni\u00e3o Europeia, se conseguiu alcan\u00e7ar uma amostra expressiva acerca das experi\u00eancias das pessoas LGBT no nosso pa\u00eds (e n\u00e3o s\u00f3), e os resultados eram bem claros: uma parte significativa (60%) j\u00e1 havia passado por epis\u00f3dios de discrimina\u00e7\u00e3o ou <em>bullying<\/em>, e uma esmagadora maioria (94%) preferia ocultar a sua identidade na escola (3).<\/p>\n<h4><em>Como iniciativa complementar \u00e0s ADD, lan\u00e7\u00e1mos recentemente um Estudo Nacional sobre o Ambiente Escolar (ENAE), para recolher as experi\u00eancias de jovens LGBTI ou em questionamento. [&#8230;] um breve olhar sobre algumas das respostas confirma a persist\u00eancia de experi\u00eancias de isolamento e discrimina\u00e7\u00e3o, e refor\u00e7a a urg\u00eancia da mudan\u00e7a<\/em><\/h4>\n<p>Apesar de uma lei sobre educa\u00e7\u00e3o sexual prever que temas como orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00e9nero sejam abordados, de um Estatuto do Aluno e da \u00c9tica Escolar que estabelece o direito \u00e0 n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o destes mesmo crit\u00e9rios, de sucessivos Planos Nacionais para a Igualdade que t\u00eam identificado medidas a tomar pela tutela no sentido de um ensino mais respeitador da diversidade, e da sua tradu\u00e7\u00e3o em Referenciais e outros recursos para a Educa\u00e7\u00e3o em Igualdade de G\u00e9nero mais inclusivos (4), tudo parecia estar ainda por fazer. As campanhas \u201cDislike Bullying Homof\u00f3bico\u201d e \u201cN\u00e3o lhes feche a porta\u201d (sobre viol\u00eancia dom\u00e9stica contra jovens LGBTI), ambas promovidas pela Comiss\u00e3o para a Cidadania e Igualdade de G\u00e9nero (CIG) (5), constitu\u00edam-se como passos na dire\u00e7\u00e3o certa.<\/p>\n<p>A realidade demonstrava, contudo, a necessidade de um olhar novo. Neste contexto surgiu a ideia das Alian\u00e7as Da Diversidade, materializada numa candidatura ao Programa Operacional Inclus\u00e3o Social e Emprego, num eixo de refor\u00e7o a ONGs gerido pela CIG. A iniciativa arrancou em meados de 2017, talvez lentamente demais para a nossa sede de mudan\u00e7a, mas quase um ano depois, come\u00e7a finalmente a dar os seus primeiros frutos. Em v\u00e1rios pontos do pa\u00eds, n\u00facleos constitu\u00eddos por jovens, docentes e outros elementos da comunidade escolar, d\u00e3o pequenos grandes passos no sentido da quebra dos atavismos locais, desdobrando-se em criatividade e arrojo. No ensino superior, surgem tamb\u00e9m, inspirados pela ideia das alian\u00e7as, os primeiros n\u00facleos LGBTI dentro da academia (6). As iniciativas multiplicam-se: fotos, publica\u00e7\u00f5es em redes sociais e nas p\u00e1ginas oficiais das escolas, <em>flash mob<\/em> lil\u00e1s (a cor oficial do IDAHOT), pinturas faciais, bandeiras, unic\u00f3rnios, bal\u00f5es, e casais de rapazes e raparigas de m\u00e3os dadas, eles vestidos de rosa e elas de azul, claro, porque aqui o que se combate \u00e9, na base, um sistema de g\u00e9nero normativo. A cr\u00edtica \u00e0s normas pode estimular o pensamento e a aprendizagem, abrindo arm\u00e1rios pelo caminho (de pessoas mi\u00fadas e gra\u00fadas, note-se, porque tamb\u00e9m h\u00e1 adultos\/as no arco-\u00edris da escola). T\u00f3nica no positivo, portanto, porque o universo da juventude \u00e9 o presente.<\/p>\n<p>Como iniciativa complementar \u00e0s ADD, lan\u00e7\u00e1mos recentemente um Estudo Nacional sobre o Ambiente Escolar (ENAE), para recolher as experi\u00eancias de jovens LGBTI ou em questionamento. A participa\u00e7\u00e3o foi massiva, e apesar de os dados n\u00e3o se encontrarem ainda dispon\u00edveis, um breve olhar sobre algumas das respostas confirma a persist\u00eancia de experi\u00eancias de isolamento e discrimina\u00e7\u00e3o, e refor\u00e7a a urg\u00eancia da mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>O brilho no olhar destes\/as adolescentes, enquanto olhavam com excita\u00e7\u00e3o aquela roda viva de pessoas a posar por tr\u00e1s da moldura arco-\u00edris, tem um pre\u00e7o elevado, mas \u00e9 f\u00e1cil de alcan\u00e7ar, e basta que o queiramos. E tod@s somos precis@s, porque se algo passa por aqui, \u00e9 a liberdade. E \u00e9 a democracia.<\/p>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p>(1) Para mais informa\u00e7\u00f5es e consulta dos relat\u00f3rios anuais ver http:\/\/ilga-portugal.pt\/observatorio\/ (visitado a 22-05-2018)<\/p>\n<p>(2) Para mais informa\u00e7\u00f5es, consultar https:\/\/www.rea.pt\/observatorio-de-educacao\/<\/p>\n<p>(3) Para mais informa\u00e7\u00f5es consultar http:\/\/fra.europa.eu\/en\/publication\/2013\/eu-lgbt-survey-european- union-lesbian-gay-bisexual-and-transgender-survey-results<\/p>\n<p>(4) Ver: Lei no60\/2009 \u2013 Di\u00e1rio da Rep\u00fablica no151\/2009, sobre educa\u00e7\u00e3o sexual em contexto escolar; Lei no51\/2012 sobre o Estatuto do Aluno e da \u00c9tica Escolar; sobre Planos Nacionais para a Igualdade ver https:\/\/www.cig.gov.pt\/planos-nacionais-areas\/cidadania-e-igualdade-de-genero\/ (visualizado a 22-05- 2018); para Referenciais e recursos sobre Educa\u00e7\u00e3o para a Igualdade de G\u00e9nero da Dire\u00e7\u00e3o-Geral da Educa\u00e7\u00e3o consultar http:\/\/www.dge.mec.pt\/educacao-para-igualdade-de-genero<\/p>\n<p>(5) Ver http:\/\/www.dislikebullyinghomofobico.gov.pt\/ e https:\/\/www.cig.gov.pt\/acoes-no- terreno\/campanhas\/campanha-nao-lhes-feche-a-porta\/ (visualizadas em 22-05-2018)<\/p>\n<p>(6) Exemplos eloquentes podem ser encontrados no grupo Queer IST, no Instituto Superior T\u00e9cnico de Lisboa, ou no N\u00facleo LGBTI+ da Faculdade de Psicologia e Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade do Porto.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] Uma reflex\u00e3o de&#8230; Telmo Fernandes, Coordenador da Alian\u00e7a Da Diversidade (ADD). &nbsp; Percurso Coordenador de projetos na Associa\u00e7\u00e3o ILGA Portugal, respons\u00e1vel pela iniciativa Alian\u00e7a Da Diversidade e pelo Estudo Nacional sobre Ambiente Escolar, para al\u00e9m de colaborar noutras \u00e1reas de trabalho como crimes de \u00f3dio, viol\u00eancia de g\u00e9nero e organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. 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