{"id":8093,"date":"2018-05-31T10:30:30","date_gmt":"2018-05-31T10:30:30","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=8093"},"modified":"2019-03-25T17:49:36","modified_gmt":"2019-03-25T17:49:36","slug":"nao-se-fala-ainda-sobre-a-sexualidade-da-mulher-com-endometriose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2018\/05\/31\/nao-se-fala-ainda-sobre-a-sexualidade-da-mulher-com-endometriose\/","title":{"rendered":"&#8220;N\u00e3o se fala ainda sobre a sexualidade da mulher com endometriose&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/15585303_1186137184797420_8208867356937336315_o-1-e1527762550820.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-8096\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/15585303_1186137184797420_8208867356937336315_o-1-e1527762550820-300x295.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"295\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Uma reflex\u00e3o de\u2026<br \/>\n<\/strong>Susana Fonseca, Presidente da Dire\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/mulherendo.pt\/\">Mulherendo, Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Apoio \u00e0 Mulher com Endometriose<\/a><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Captura-de-ecra\u0303-2018-05-31-a\u0300s-11.24.05.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-8097 size-thumbnail\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Captura-de-ecra\u0303-2018-05-31-a\u0300s-11.24.05-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Percurso<\/strong><br \/>\nA Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose pretende promover e fomentar o apoio, a reabilita\u00e7\u00e3o e\/ou recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e psicol\u00f3gica da mulher com Endometriose.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/mulherendo.pt\/quem-somos\/contactos\/\"><strong>Contactos<\/strong><\/a><\/p>\n<p>P\u00e1gina <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/AssociacaoMulherEndo\/\">Facebook<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n31 de Maio de 2018<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]Sendo a Endometriose uma das doen\u00e7as ginecol\u00f3gicas mais comuns na mulher em idade reprodutiva, seria expect\u00e1vel que fosse tamb\u00e9m uma das patologias mais estudadas e melhor compreendidas. Contudo, e embora os \u00faltimos anos tenham sido ricos em estudos, havendo j\u00e1 um avan\u00e7o significativo na compreens\u00e3o da patologia, h\u00e1 ainda um longo caminho a ser percorrido para que as pacientes tenham respostas efetivas para todas as vertentes da sua vida afetadas pela patologia. \u00c9 cada vez mais consensual que o tratamento eficaz desta doen\u00e7a passa por equipas multidisciplinares que trabalhem em parceria, e que analisem a paciente como um todo.<\/p>\n<p>Hoje j\u00e1 se sabe o que \u00e9 a Endometriose. J\u00e1 se fala de Endometriose e j\u00e1 se percebe um pouco mais sobre o universo obscuro que \u00e9 toda esta patologia. Mas h\u00e1 ainda algumas partes que ficam esquecidas e escondidas na penumbra e \u00e0s quais, no meio de quadros cl\u00ednicos tantas vezes negros, ningu\u00e9m d\u00e1 o devido valor.<\/p>\n<p>N\u00e3o se fala ainda sobre a sexualidade da mulher com Endometriose. E h\u00e1 tanto para falar. H\u00e1 tanto para perceber. A Dispareunia \u00e9 real e muito comum em portadoras de Endometriose, mas a paciente pensa que o problema ser\u00e1 s\u00f3 dela. E como na maioria das vezes ningu\u00e9m a alertou para esta realidade, a vergonha, o medo e a inseguran\u00e7a impedem-na de pedir ajuda num campo demasiadamente sens\u00edvel e t\u00e3o \u00edntimo. Come\u00e7a aqui mais uma bola de neve. No fundo, para al\u00e9m da Endometriose, ningu\u00e9m mais tem culpa, mas \u00e9 inevit\u00e1vel a mulher carregar esse peso. E carrega-o muitas vezes sozinha. Em contrapartida, o companheiro pensa que o problema \u00e9 com ele. O casal pensa e vai pensando, muitas vezes em sil\u00eancio e sem di\u00e1logo, e os meses v\u00e3o passando. Nada melhora. E um problema que j\u00e1 por si \u00e9 gigantesco e avassalador leva a rupturas conjugais irrevers\u00edveis.<\/p>\n<h4><em> [&#8230;.] \u00e9 cada vez mais consensual que o tratamento eficaz desta doen\u00e7a passa por equipas multidisciplinares que trabalhem em parceria, e que analisem a paciente como um todo<\/em><\/h4>\n<p>Como se todo o quadro cl\u00ednico associado a esta patologia n\u00e3o fosse o bastante, s\u00e3o muitas as vezes em que ter Endometriose \u00e9 sin\u00f3nimo de simplesmente n\u00e3o ter uma vida sexual ativa ou minimamente satisfat\u00f3ria. Infelizmente, uma grande percentagem das mulheres com Endometriose sente dor na penetra\u00e7\u00e3o e n\u00e3o consegue atingir o orgasmo. Embora associados \u00e0 exist\u00eancia da patologia, os motivos para situa\u00e7\u00f5es como esta podem ser variados. A maioria das pacientes v\u00ea-se presa, por indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, \u00e0 toma de contraceptivo hormonal que, embora lhes alivie a restante sintomatologia associada \u00e0 doen\u00e7a, em muitos casos provoca secura vaginal e inibi\u00e7\u00e3o da l\u00edbido. Quando a mulher apresenta estes sintomas a probabilidade de sentir dor na penetra\u00e7\u00e3o \u00e9 elevada. Se a isto ainda juntarmos endometriose no septo retovaginal ou nos ligamentos Utero-sagrados, todo o quadro de dor piora e a penetra\u00e7\u00e3o pode mesmo ser inexistente, uma vez que, por tudo isto, ocorrer\u00e1 contra\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos ao redor da vagina. Mesmo com o uso de lubrificantes ou de anest\u00e9sico local esta situa\u00e7\u00e3o verifica-se, e apesar de o quadro de dor poder ser menos intenso no momento, a probabilidade de dor localizada ap\u00f3s a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 mais elevada.<\/p>\n<p>Quando esta primeira barreira \u00e9 transposta e ocorre uma penetra\u00e7\u00e3o profunda, s\u00e3o tamb\u00e9m muitos os casos de dor aguda localizada, mais predominante em algumas posi\u00e7\u00f5es. Esta dor pode manter-se durante algumas horas ap\u00f3s a rela\u00e7\u00e3o sexual e h\u00e1 relatos de pacientes que a mant\u00e9m por 48h. Ocorre ainda, com alguma frequ\u00eancia, a perda de sangue durante ou ap\u00f3s a rela\u00e7\u00e3o. Este sintoma poder\u00e1 estar relacionado com a inflama\u00e7\u00e3o e extrema sensibilidade do tecido uterino.<\/p>\n<p>Com a ocorr\u00eancia de todos estes sintomas, come\u00e7a a verificar-se um menor n\u00famero de rela\u00e7\u00f5es sexuais ou mesmo o evitamento destas, devido ao medo de dor no momento do coito ou a sentimentos de culpa perante o parceiro. A um quadro de dor f\u00edsica real e extremamente doloroso, facilmente se come\u00e7am a juntar componentes psicol\u00f3gicos que v\u00e3o piorar n\u00e3o s\u00f3 o quadro f\u00edsico, como toda a rela\u00e7\u00e3o da mulher com ela mesma, com o seu corpo, com a sua doen\u00e7a e com o parceiro. Por tudo isto, \u00e9 urgente o acompanhamento cl\u00ednico da paciente numa equipa multidisciplinar onde, para al\u00e9m do ginecologista (que trata e acompanha a parte f\u00edsica mais diretamente ligada com a Endometriose) estejam integrados psic\u00f3logos, fisioterapeutas e nutricionistas para ajudar em todas as quest\u00f5es adjacentes que a doen\u00e7a comporta, nomeadamente a dispareunia.<\/p>\n<h4><em>O casal pensa e vai pensando, muitas vezes em sil\u00eancio e sem di\u00e1logo, e os meses v\u00e3o passando. Nada melhora. E um problema que j\u00e1 por si \u00e9 gigantesco e avassalador leva a rupturas conjugais irrevers\u00edveis<\/em><\/h4>\n<p>A fisioterapia \u00e9 de extrema import\u00e2ncia na dispareunia, e no tratamento da Endometriose de forma global, uma vez que det\u00e9m recursos f\u00edsicos e manuais para o al\u00edvio da sintomatologia. O fisioterapeuta, especializado na \u00e1rea da Fisioterapia P\u00e9lvica, atrav\u00e9s de terapia manual, exerc\u00edcios perineais e terapia comportamental consegue melhorar todo o quadro de sintomatologia e transmitir \u00e0 mulher ferramentas imprescind\u00edveis que a v\u00e3o ajudar no seu dia a dia, melhorando toda a sua vida sexual.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente falar mais sobre esta dimens\u00e3o da Endometriose, de forma a que a paciente n\u00e3o se sinta sozinha, e \u00e9 de extrema import\u00e2ncia que esta n\u00e3o se iniba de partilhar a sintomatologia com o profissional que a acompanha no tratamento da doen\u00e7a, cabendo ao mesmo apoiar e encaminhar a paciente para outras especialidades que a possam ajudar a ultrapassar a dispareunia consequente da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] Uma reflex\u00e3o de\u2026 Susana Fonseca, Presidente da Dire\u00e7\u00e3o da Mulherendo, Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Apoio \u00e0 Mulher com Endometriose Percurso A Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose pretende promover e fomentar o apoio, a reabilita\u00e7\u00e3o e\/ou recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e psicol\u00f3gica da mulher com Endometriose. &nbsp; Contactos P\u00e1gina Facebook &nbsp; Data 31 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":500,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[816,55,56],"tags":[635,633,634,111,584],"class_list":["post-8093","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-de-opiniao","category-noticias-relacionadas","category-saude-sexual","tag-dispareunia","tag-endometriose","tag-mulherendo","tag-sexualidade","tag-sexualidade-feminina"],"featured_image_src":{"landsacpe":false,"list":false,"medium":false,"full":false},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8093","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/500"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8093"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8093\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9200,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8093\/revisions\/9200"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8093"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8093"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8093"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}