{"id":8131,"date":"2018-06-28T21:48:03","date_gmt":"2018-06-28T21:48:03","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=8131"},"modified":"2019-03-25T17:42:46","modified_gmt":"2019-03-25T17:42:46","slug":"obesidade-e-sexualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2018\/06\/28\/obesidade-e-sexualidade\/","title":{"rendered":"Obesidade e sexualidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/foto-tipo-passe-pb-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-8158\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/foto-tipo-passe-pb-1-269x300.jpg\" alt=\"\" width=\"269\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Uma reflex\u00e3o de\u2026<\/strong><br \/>\nPaula Freitas, m\u00e9dica endocrinologista, Presidente da <a href=\"http:\/\/www.speo-obesidade.pt\/CDA\/HPhomepage.aspx\">Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade<\/a> (SPEO)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Percurso\u00a0 <\/strong><br \/>\nAssistente Graduada no Servi\u00e7o de Endocrinologia do Centro Hospitalar S\u00e3o Jo\u00e3o, no Porto. Professora Auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Doutorada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto com a tese \u201cEstudo do s\u00edndrome da lipodistrofia e das repercuss\u00f5es end\u00f3crino-metab\u00f3licas e cardiovasculares na infec\u00e7\u00e3o por v\u00edrus da imunodefici\u00eancia humana\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n28 de junho de 2018<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]A preval\u00eancia da obesidade tem vindo a aumentar, representando atualmente um dos maiores problemas de Sa\u00fade P\u00fablica. Em Portugal mais de 60% da popula\u00e7\u00e3o adulta tem obesidade ou pr\u00e9-obesidade. A obesidade \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica, complexa e multifatorial que \u00e9 simultaneamente promotora do aparecimento de m\u00faltiplas outras doen\u00e7as cr\u00f3nicas como diabetes, dislipidemia, hipertens\u00e3o arterial, apneia do sono, s\u00edndrome metab\u00f3lico, doen\u00e7as cardiovasculares, incontin\u00eancia urin\u00e1ria, determinados tipos de cancro, altera\u00e7\u00f5es musculoesquel\u00e9ticas, depress\u00e3o e diminui\u00e7\u00e3o da qualidade de vida. No que diz respeito \u00e0 qualidade de vida, n\u00e3o podemos esquecer que esta inclui a vida e sa\u00fade sexuais. A sexualidade \u00e9 um importante determinante da sa\u00fade, relacionada com a qualidade de vida global na vida adulta.<\/p>\n<p>E como definido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, a sa\u00fade sexual \u00e9 \u201cum estado de bem-estar f\u00edsico, emocional, mental, e social em rela\u00e7\u00e3o com a sexualidade\u201d. Por outro lado, a disfun\u00e7\u00e3o sexual compreende s\u00edndromes cl\u00ednicos que impedem a fun\u00e7\u00e3o sexual como a avers\u00e3o sexual, excita\u00e7\u00e3o sexual disfuncional, vaginismo nas mulheres, e disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til e ejacula\u00e7\u00e3o prematura nos homens.<\/p>\n<p>V\u00e1rios estudos demonstraram que os homens e mulheres com obesidade t\u00eam mais e maiores problemas com a sua vida sexual comparativamente com indiv\u00edduos normoponderais. Se por um lado, algumas das numerosas comorbilidades associadas \u00e0 obesidade, como dislipidemia, hipertens\u00e3o arterial, diabetes tipo 2, compromisso funcional e depress\u00e3o, est\u00e3o associadas \u00e0 disfun\u00e7\u00e3o sexual, por outro lado, a obesidade <em>per se <\/em>tamb\u00e9m contribui para o desenvolvimento de disfun\u00e7\u00e3o sexual. Estas s\u00e3o consideradas explica\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias para os efeitos supressivos da obesidade no comportamento sexual, em larga parte devido ao aumento do risco de disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til e dificuldades lubrifica\u00e7\u00e3o, entre outras formas de disfun\u00e7\u00e3o sexual. Outros potenciais mecanismos que podem explicar a associa\u00e7\u00e3o entre obesidade e disfun\u00e7\u00e3o sexual incluem: disfun\u00e7\u00e3o endotelial, s\u00edndrome metab\u00f3lico, dist\u00farbios end\u00f3crinos, apneia obstrutiva do sono, problemas psicol\u00f3gicos e sociais.<\/p>\n<h4><em>Muitos dos problemas sexuais s\u00e3o o resultado de falta de autoestima subjacente, relacionamentos n\u00e3o satisfat\u00f3rios, estigmatiza\u00e7\u00e3o das pessoas com obesidade e comportamentos de <\/em>binge eating <em>(em portugu\u00eas, Transtorno da Compuls\u00e3o Alimentar Peri\u00f3dica), frequentes nas pessoas com obesidade<\/em><\/h4>\n<p>Existem m\u00faltiplas outras poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es para a associa\u00e7\u00e3o entre obesidade e problemas e\/ou disfun\u00e7\u00e3o sexual. Al\u00e9m dos aspetos psicol\u00f3gicos, os socioculturais s\u00e3o muito importantes.\u00a0Muitos dos problemas sexuais s\u00e3o o resultado de falta de autoestima subjacente, relacionamentos n\u00e3o satisfat\u00f3rios, estigmatiza\u00e7\u00e3o das pessoas com obesidade e comportamentos de <em>binge eating <\/em>(em portugu\u00eas, Transtorno da Compuls\u00e3o Alimentar Peri\u00f3dica), frequentes nas pessoas com obesidade. Estes problemas sexuais tamb\u00e9m podem ter proveni\u00eancia noutros problemas psicossociais ou psicol\u00f3gicos, como a frustra\u00e7\u00e3o ou inseguran\u00e7a na obten\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es de parceria duradoiras.<\/p>\n<p>De um ponto de vista sociocultural, existe um enorme estigma associado \u00e0 obesidade, especialmente no sexo feminino. Nas sociedades ocidentais contempor\u00e2neas, <em>fitness <\/em>e magreza est\u00e3o associadas com atra\u00e7\u00e3o f\u00edsica e desejabilidade sexual. A este respeito, especialmente as mulheres, s\u00e3o sem sombra de d\u00favida marginalizadas em termos de apar\u00eancia f\u00edsica pelas sociedades modernas, sendo a consci\u00eancia corporal de \u201c<em>youthful and sexualized<\/em>\u201d preponderante. Basta observar a publicidade, as modelos, as cantoras e as atrizes da moda que t\u00eam de ser jovens, belas, magras e sexy. O peso corporal \u00e9 uma fonte mantida de preocupa\u00e7\u00f5es ao longo de toda a vida e visto e vivido como um aspeto central de insatisfa\u00e7\u00e3o corporal, especialmente nas mulheres. De facto, as mulheres \u201cv\u00eam os seus corpos como objetos para avalia\u00e7\u00e3o est\u00e9tica\u201d e est\u00e3o sempre preocupadas com a perda de peso, enquanto os homens est\u00e3o mais tipicamente insatisfeitos com a sua capacidade f\u00edsica que negativamente impacta na sua identidade masculina. Pelo menos entre os jovens, a obesidade \u00e9 avaliada como um tra\u00e7o especialmente desagrad\u00e1vel para poss\u00edveis parceiros sexuais femininos e as mulheres com obesidade s\u00e3o sujeitas a estere\u00f3tipos sexuais mais negativos do que os homens obesos.<\/p>\n<p>V\u00e1rios estudos mostram que os indiv\u00edduos com obesidade grave (obesidade classe II ou III, IMC &gt; 35 Kg\/m2), quer homens quer mulheres, s\u00e3o menos sexualmente ativos que os indiv\u00edduos normoponderais. Parte deste padr\u00e3o pode ser explicado porque os indiv\u00edduos com obesidade t\u00eam maior dificuldade em encontrar um parceiro ou de manter a disponibilidade do parceiro. A menor atividade sexual, em parte, tamb\u00e9m \u00e9 devida ao estigma da obesidade que pode moldar o bem-estar psicol\u00f3gico. Tamb\u00e9m numa perspetiva socioecon\u00f3mica, devido \u00e0 obesidade ser estigmatizante, especialmente para as mulheres, concorre para menor qualidade nos relacionamentos e consequente maior inatividade sexual ou infrequ\u00eancia de relacionamentos do que nos homens. Por outro lado, as pessoas com obesidade tendem a procurar parceiros com um peso semelhante, de modo que o peso de uma mulher obesa possa ser menos estigmatizante numa fam\u00edlia com obesidade. Deste modo, a mulher tende a diminuir o estigma social da obesidade social e nega as implica\u00e7\u00f5es da obesidade na qualidade do relacionamento. O facto de indiv\u00edduos com obesidade tenderem a casar com indiv\u00edduos com obesidade, pode potenciar a exist\u00eancia de complica\u00e7\u00f5es de sa\u00fade relacionadas com obesidade de um ou de ambos, o que molda a atividade sexual do casal. Tamb\u00e9m a sa\u00fade psicol\u00f3gica explica como a obesidade impacta na sexualidade. H\u00e1 evid\u00eancia de que a obesidade est\u00e1 associada a pior sa\u00fade mental quer nos homens quer nas mulheres, em parte devido \u00e0 pior capacidade funcional ou a outros problemas cr\u00f3nicos de sa\u00fade associados \u00e0 obesidade. Os problemas psicol\u00f3gicos, por sua vez, t\u00eam associa\u00e7\u00e3o negativa com certos aspetos da sexualidade, como por exemplo, a disfun\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Consistente com essa perspetiva, um recente estudo franc\u00eas mostrou tamb\u00e9m que as mulheres obesas s\u00e3o menos propensas a ter um parceiro sexual do que mulheres n\u00e3o obesas e que a obesidade das mulheres reduz a probabilidade de manter atividade sexual mesmo dentro de casais casados \u200b\u200bou em coabita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><em>[&#8230;] as pessoas com obesidade tendem a procurar parceiros com um peso semelhante, de modo que o peso de uma mulher obesa possa ser menos estigmatizante numa fam\u00edlia com obesidade<\/em><\/h4>\n<p>Outro argumento \u00e9 a teoria de que a obesidade pode ser uma barreira f\u00edsica para as rela\u00e7\u00f5es sexuais. Se uma mulher \u00e9 fisicamente incapaz de realizar uma rela\u00e7\u00e3o sexual, \u00e9 claro que a sua sexualidade est\u00e1 comprometida, com consequentes problemas psicol\u00f3gicos. Existe evid\u00eancia de problemas psicol\u00f3gicas secund\u00e1rios \u00e0 dificuldade f\u00edsica em se envolver em rela\u00e7\u00f5es sexuais devido \u00e0 enorme circunfer\u00eancia abdominal e\/ou a condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas prec\u00e1rias associadas \u00e0 obesidade. Como dissemos atr\u00e1s, a obesidade pode causar importantes problemas psicol\u00f3gicos, porque os indiv\u00edduos com obesidade tendem a ter uma negativa imagem corporal, baixa autoestima e autoaceita\u00e7\u00e3o, com consequentes dificuldade nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais. V\u00e1rios estudos demonstram que ap\u00f3s a perda de peso ap\u00f3s cirurgia bari\u00e1trica (cirurgia da obesidade), h\u00e1 uma melhoria da imagem corporal, as pessoas sentem-se mais atrativas, e sem problemas de se despir na frente dos seus parceiros, maiores taxas de empregabilidade, empregos melhor remunerados, maior e melhor vida social e vida sexual, assim como gozo de per\u00edodos de f\u00e9rias, o que indica tamb\u00e9m uma melhoria nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais. De facto, estes estudos salientam que ap\u00f3s a cirurgia bari\u00e1trica, a sa\u00fade sexual da mulher melhora, assim como as dificuldades psicol\u00f3gicas (imagem corporal, autoestima, e rela\u00e7\u00f5es interpessoais).<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1 que fazer uma ressalva, j\u00e1 que ap\u00f3s grandes perdas de peso ap\u00f3s a cirurgia bari\u00e1trica, devido ao excesso de peles, as mulheres se n\u00e3o forem submetidas a cirurgias pl\u00e1sticas tamb\u00e9m podem ter problemas em despir-se frente ao companheiro. Em conclus\u00e3o, a diminui\u00e7\u00e3o da obesidade melhora as comorbilidades, diminui as dificuldades f\u00edsicas e melhora a sa\u00fade sexual.<\/p>\n<p>Alguns estudos com interven\u00e7\u00e3o farmacol\u00f3gica tamb\u00e9m mostraram resultados semelhantes, apesar da perda ponderal com a cirurgia bari\u00e1trica ser mais pronunciada. Tamb\u00e9m existem estudos com resultados diferentes. Por exemplo, um estudo australiano mostrou que havia pouca associa\u00e7\u00e3o entre \u00edndice de massa corporal (IMC) e diferentes dificuldades sexuais nas mulheres, com exce\u00e7\u00e3o do interesse no sexo, que diminu\u00eda significativamente \u00e0 medida que o IMC aumentava. E pelo contr\u00e1rio, existia uma forte associa\u00e7\u00e3o entre IMC e aumento de preocupa\u00e7\u00e3o acerca da pr\u00f3pria falta de atratividade do corpo durante o sexo. Outros estudos, como por exemplo, o <em>Study of Women\u2019s Health Across the Na<\/em>ti<em>on,<\/em> em mulheres de meia idade, mostrou que a perda de peso maior do que o esperado num programa de redu\u00e7\u00e3o ponderal estava associada com aumento do desejo sexual, enquanto o ganho de peso maior do que o esperado resultava numa diminui\u00e7\u00e3o do desejo sexual. M\u00faltiplos estudos demonstraram que a disfun\u00e7\u00e3o sexual, em particular, excita\u00e7\u00e3o, lubrifica\u00e7\u00e3o, orgasmo, e v\u00e1rios dom\u00ednios de satisfa\u00e7\u00e3o se correlacionavam fortemente com o IMC.<\/p>\n<h4><em>A rela\u00e7\u00e3o entre obesidade e problemas de sa\u00fade sexual pode ser explicada por mecanismos fisiol\u00f3gicos\/biol\u00f3gicos (como por exemplo, problemas musculoesquel\u00e9ticos, barreira f\u00edsica), psicol\u00f3gicos (como por exemplo, baixa autoestima sexual, que concorre para dificuldades em permitir ou iniciar o sexo) e sociais<\/em><\/h4>\n<p>Ainda noutro estudo franc\u00eas, tanto nos homens como nas mulheres, a obesidade afetava o n\u00famero de parceiros sexuais nos \u00faltimos 12 meses e, para as mulheres, se elas tinham ou n\u00e3o um parceiro sexual. Nos homens, o IMC mais alto foi associado a um aumento da probabilidade de disfun\u00e7\u00e3o sexual e a obesidade foi associada a comportamentos sexuais inseguros, com maior risco de doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis. Os parceiros de homens e mulheres obesos eram mais propensos a serem obesos, mas a associa\u00e7\u00e3o era mais forte para as mulheres do que para os homens. Houve tamb\u00e9m evid\u00eancia de que a autoimagem varia com o g\u00e9nero; mulheres obesas eram duas vezes mais propensas a verem-se como tal em compara\u00e7\u00e3o com homens obesos. As mulheres tamb\u00e9m diminuem a import\u00e2ncia da sexualidade para o seu bem-estar, o que pode refletir um ajuste racionalizante \u00e0 falta de um parceiro sexual dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre obesidade e problemas de sa\u00fade sexual pode ser explicada por mecanismos fisiol\u00f3gicos\/biol\u00f3gicos (como por exemplo, problemas musculoesquel\u00e9ticos, barreira f\u00edsica), psicol\u00f3gicos (como por exemplo, baixa autoestima sexual, que concorre para dificuldades em permitir ou iniciar o sexo) e sociais. \u00c9 nos fatores sociais que influenciam o comportamento sexual, no entanto, que \u00e9 mais prov\u00e1vel encontrarmos <em>insights<\/em> sobre esta associa\u00e7\u00e3o, particularmente nas mulheres. Nos pa\u00edses industrializados, como descrito atr\u00e1s, h\u00e1 evid\u00eancia consider\u00e1vel \u200b\u200bde que as mulheres est\u00e3o sob maior press\u00e3o social do que os homens em rela\u00e7\u00e3o ao peso e que os homens s\u00e3o mais propensos do que as mulheres a selecionar os seus parceiros de acordo com o peso.<\/p>\n<p>Embora, a baixa autoestima, seja um atributo psicol\u00f3gico, deriva de estere\u00f3tipos sociais em torno da obesidade e, portanto, \u00e9 essencialmente de origem social. Como dissemos, as mulheres com obesidade t\u00eam mais dificuldade em encontrar um parceiro e para aumentar esta probabilidade, recorrem mais frequentemente \u00e0 procura de parceiros na internet, j\u00e1 que deste modo podem ocultar o seu peso.<\/p>\n<p>Tal como a obesidade que \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica, complexa e multifatorial, a sexualidade tamb\u00e9m \u00e9 extremamente complexa e explicar as rela\u00e7\u00f5es entre ambas \u00e9 de uma enorme complexidade j\u00e1 que envolve fatores biol\u00f3gicos, hormonais, f\u00edsicos, psicol\u00f3gicos e sociais.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] Uma reflex\u00e3o de\u2026 Paula Freitas, m\u00e9dica endocrinologista, Presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) &nbsp; Percurso\u00a0 Assistente Graduada no Servi\u00e7o de Endocrinologia do Centro Hospitalar S\u00e3o Jo\u00e3o, no Porto. 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