{"id":8146,"date":"2018-07-05T18:02:48","date_gmt":"2018-07-05T18:02:48","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=8146"},"modified":"2019-03-25T16:27:12","modified_gmt":"2019-03-25T16:27:12","slug":"bissexualidade-ate-quando-uma-sexualidade-invisivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2018\/07\/05\/bissexualidade-ate-quando-uma-sexualidade-invisivel\/","title":{"rendered":"Bissexualidade: At\u00e9 quando uma sexualidade invis\u00edvel?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-8198\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/3-300x279.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"279\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Uma reflex\u00e3o de\u2026<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/ciencia.iscte-iul.pt\/authors\/ana-mafalda-gayou-lima-reis-esteves\/cv\">Mafalda Esteves<\/a>, doutoranda em Psicologia no ISCTE-IUL (Projeto de investiga\u00e7\u00e3o: &#8220;Sexualidades invis\u00edveis: Cidadania Intima e bem-estar psicossocial na Bissexualidade&#8221;).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Percurso\u00a0 <\/strong><br \/>\nGestora de projeto no &#8220;INTIMATE \u2014 Citizenship, Care and Choice: The Micropolitics of Intimacy in Southern Europe&#8221;, no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra. Mestre em Interven\u00e7\u00e3o Psicossocial pela Universitat de Barcelona e Licenciada em Psicologia (Social) pela Universidade de Coimbra. Interessa-se por teorias queer, estudos de g\u00e9nero, movimentos sociais e participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica e pr\u00e1ticas art\u00edsticas promotoras de empowerment.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n5 de julho de 2018<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]Nas \u00faltimas d\u00e9cadas temos assistido em Portugal a um conjunto de desenvolvimentos em mat\u00e9ria jur\u00eddico-legal que t\u00eam contribu\u00eddo decisivamente para impor uma no\u00e7\u00e3o dos Direitos Sexuais enquanto Direitos Humanos. S\u00e3o inquestion\u00e1veis os esfor\u00e7os feitos nessa dire\u00e7\u00e3o. A prova disso \u00e9 que, de acordo com os dados da <a href=\"https:\/\/rainbow-europe.org\/country-ranking#eu\">ILGA-Europe<\/a>, Portugal \u00e9 considerado o 5\u00ba pa\u00eds da Europa e o 7\u00ba a n\u00edvel mundial mais avan\u00e7ado em mat\u00e9ria de igualdade e respeito pelos direitos humanos. Importa aqui destacar que este sucesso foi conseguido gra\u00e7as aos movimentos sociais, em especial aos movimentos feminista e LGBTQ, que lutam em prol da igualdade sexual e que compuseram um marco pioneiro de batalha simb\u00f3lica que avan\u00e7ou com a no\u00e7\u00e3o de que o \u201cpessoal \u00e9, de facto, pol\u00edtico\u201d (Giddens, 1992).<\/p>\n<p>Sem este esfor\u00e7o de organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o coletiva o caminho teria sido, sem d\u00favida, mais lento. As institui\u00e7\u00f5es supranacionais (Comiss\u00e3o Europeia e Parlamento Europeu) tiveram tamb\u00e9m um importante papel, ao recomendar a inclus\u00e3o de princ\u00edpios e linhas orientadoras neste sentido a todos os Estados-membros, possibilitando \u00e0queles\/as que se situam fora da norma social hegem\u00f3nica de sexualidade (isto \u00e9, a heterossexualidade), que passem a ser vistos e reconhecidos como cidad\u00e3os\/\u00e3s plenos\/as (Phelan, 2001; Richardson, 1998; Bell &amp; Binnie, 2000).<\/p>\n<p>Apesar da popula\u00e7\u00e3o de l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, transg\u00e9nero, queer (LGBTQ) passar a ser reconhecida e legitimada (pelo menos do ponto de vista legal), numa sociedade heteronormativa (assente no pressuposto social universal, segundo o qual \u201csomos todos heterossexuais at\u00e9 prova em contr\u00e1rio\u201d) o heterossexismo (ou seja, a presen\u00e7a da ideia de casal hegem\u00f3nico reprodutivo, heterossexual e monog\u00e2mico) e a discrimina\u00e7\u00e3o com base na orienta\u00e7\u00e3o sexual e na identidade de g\u00e9nero continuam a ser uma realidade bastante presente em diversos pa\u00edses, incluindo no nosso.<\/p>\n<p>Certamente que a discrimina\u00e7\u00e3o social assumir\u00e1 formas distintas de acordo com o contexto sociocultural em que se encontra mas, em todo o caso, atravessa as vidas da popula\u00e7\u00e3o LGBTQ no dia a dia, inclusive, em contextos institucionais como no sistema de sa\u00fade p\u00fablico.<\/p>\n<h4><em>Ao pensar nos estere\u00f3tipos sociais negativos em torno das pessoas que se definem como bissexuais, v\u00e1rios estudos mostram que \u00e9 comum estarem associadas a um conjunto de ideias: s\u00e3o pessoas \u201cprom\u00edscuas\u201d, s\u00e3o \u201csexualmente insatisfeitas\u201d, \u201cobcecadas sexualmente\u201d, incapazes de se comprometer em relacionamentos, o que significa que s\u00e3o frequentemente vistas como uma op\u00e7\u00e3o de parceiro n\u00e3o confi\u00e1vel e inst\u00e1vel, de algu\u00e9m que n\u00e3o sabe exatamente o que quer<\/em><\/h4>\n<p>Apesar de existirem problem\u00e1ticas que dizem respeito \u00e0 popula\u00e7\u00e3o LGBTQ enquanto um todo, hoje, gostaria de vos convidar a pensar sobre uma letra do acr\u00f3nimo LGBTQ. Uma letra que \u00e9 referida habitualmente mas sobre a qual pouco nos detemos. Refiro-me \u00e0 letra B que diz respeito \u00e0 Bissexualidade.<\/p>\n<p>Ao longo do tempo e at\u00e9 aos dias de hoje, a bissexualidade continua a ser um tema que gera alguma controv\u00e9rsia. Por um lado, \u00e9 objeto de questionamento e problematiza\u00e7\u00e3o junto da comunidade cient\u00edfica, nomeadamente em campos como a sexologia, psicologia e as ci\u00eancias sociais. Como consequ\u00eancia tem sido altamente negligenciada, o que t\u00eam conduzido a que a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica sobre o tema seja ainda limitada. Por outro lado, culturalmente, enquanto sexualidade n\u00e3o heteronormativa, a bissexualidade tem ocupado um lugar prec\u00e1rio, sendo percebida quer como uma sexualidade \u201cinvis\u00edvel\u201d quer como uma sexualidade \u201comnipresente\u201d remetendo-a deste modo para um lugar simb\u00f3lico e ideol\u00f3gico que dificulta a possibilidade de a imaginar.<\/p>\n<p>Nas sociedades ocidentais, o termo \u201cbissexual \u201caplica-se com frequ\u00eancia a qualquer pessoa que sinta atra\u00e7\u00e3o sexual, emocional e\/ou rom\u00e2ntica por pessoas de mais do que um g\u00e9nero ou cuja atra\u00e7\u00e3o se baseie em caracter\u00edsticas para al\u00e9m do g\u00e9nero (Monro, 2005; 2015). \u00c9, contudo, habitual ouvir que a palavra \u201cbissexual\u201d implica a exist\u00eancia de unicamente 2 g\u00e9neros\/sexos e que pode contribuir para perpetuar uma l\u00f3gica bin\u00e1ria, n\u00e3o obstante, a verdade \u00e9 que, desde o ativismo bissexual se t\u00eam recolhido todas as realidades de g\u00e9nero e sexo e o termo \u00e9 utilizado como um termo guarda-chuva para incluir diferentes formas de viver a atra\u00e7\u00e3o por pessoas de mais do que um g\u00e9nero\/sexo. Ainda assim, n\u00e3o h\u00e1 consenso, existindo debate sobre este assunto e a utiliza\u00e7\u00e3o da palavra \u201cpansexual\u201d. No entanto, deixarei esse debate para um outro momento (<em>mais informa\u00e7\u00e3o:<\/em> Hemmings, 2002).<\/p>\n<p>Enquanto sexualidade n\u00e3o heteronormativa, a bissexualidade convida-nos a pensar sobre as expectativas sociais dirigidas ao g\u00e9nero, sexualidades e \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o sexual, que marcam o modo como concebemos e organizamos a sexualidade contempor\u00e2nea. De igual modo, ao romper com a ideia de que as identidades sexuais s\u00e3o est\u00e1veis, fixas e que o desejo e a atra\u00e7\u00e3o sexual ou emocional se dirigem a pessoas de um \u00fanico g\u00e9nero, mas nunca a ambos g\u00e9neros, a bissexualidade permite-nos questionar a ideia da \u201cmonossexualidade obrigat\u00f3ria\u201d (James,1996) enquanto um \u201cregime de verdade\u201d, que dita o modo como concebemos a no\u00e7\u00e3o de sexualidade. Nesse sentido, ao romper com a l\u00f3gica bin\u00e1ria e dicot\u00f3mica que caracteriza as no\u00e7\u00f5es culturais modernas da sexualidade, possibilita a desconstru\u00e7\u00e3o dos binarismos &#8211; mesmo g\u00e9nero\/g\u00e9nero oposto (Angelides, 2001; Firestein, 1996; Storr, 1999) e &#8211; heterossexual\/homossexual \u2013 revelando, deste modo, a capacidade de incluir a experi\u00eancia de desejo flu\u00eddo ou de m\u00faltiplos desejos.<\/p>\n<p>Para aqueles\/as que se definem como bissexuais, \u00e9 consensual que a bissexualidade, enquanto identidade, \u00e9 algo leg\u00edtimo e representa uma atra\u00e7\u00e3o genu\u00edna por um conjunto diverso de indiv\u00edduos. Quero contudo salientar, que em termos identit\u00e1rios, existe uma grande diversidade dentro do grupo de pessoas que abra\u00e7am a \u201cetiqueta\u201d de bissexualidade. Logo, n\u00e3o estamos a sugerir que existe unicamente uma experi\u00eancia de bissexualidade: algumas pessoas que se definem como bissexuais experimentam-na enquanto identidade mut\u00e1vel e flu\u00edda, outras enquanto identidade fixa, e outras, inclusive, resistem a uma clara defini\u00e7\u00e3o de bissexualidade.<\/p>\n<p>A maior parte da investiga\u00e7\u00e3o na \u00e1rea LGBTQ tem explorado sobretudo os efeitos nefastos da opress\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o ou nega\u00e7\u00e3o das intimidades l\u00e9sbicas e de homens gays (Carrington, 1999; DeCecco, 1988; Weeks, Donovan, &amp; Heaphy, 1996; Weeks, Heaphy, &amp; Donovan, 2001). A bissexualidade ora \u00e9 ignorada, ora \u00e9 simplesmente assimilada nessas categorias (Rust, 2000), como se a popula\u00e7\u00e3o LGBTQ correspondesse a uma categoria homog\u00e9nea.<\/p>\n<h4><em>[&#8230;] a bifobia tem recebido menos aten\u00e7\u00e3o do que a homofobia (termo regularmente usado de forma abrangente para denominar e capturar todas as formas de preconceito social contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQ), apesar de n\u00e3o conseguir captar de forma adequada as express\u00f5es em que a discrimina\u00e7\u00e3o social \u00e9 experimentada pelas pessoas bissexuais, uma vez que diferem daquilo que \u00e9 experimentado pela popula\u00e7\u00e3o l\u00e9sbica e gay. As pessoas bissexuais experimentam bifobia e homofobia<\/em><\/h4>\n<p>Sabemos que as pessoas geralmente \u201cpagam um pre\u00e7o\u201d quando publicamente assumem uma identidade n\u00e3o heterossexual. Quero, por isso, centrar-me nos principais desafios e obst\u00e1culos que as pessoas que se definem como bissexuais experimentam no dia-a-dia, muitas vezes em sil\u00eancio. Grande parte dos problemas enfrentados pela popula\u00e7\u00e3o LGBTQ devem-se a um conjunto de ideias estereotipadas e preconceitos enraizados na sociedade. No entanto, podemos certamente afirmar que a comunidade bissexual se depara com uma situa\u00e7\u00e3o particular.<\/p>\n<p>Ao pensar nos estere\u00f3tipos sociais negativos em torno das pessoas que se definem como bissexuais, v\u00e1rios estudos (Barker et al.,2008; Klesse, 2011; Rust, 2000) mostram que \u00e9 comum estas estarem associadas a um conjunto de ideias: s\u00e3o pessoas \u201cprom\u00edscuas\u201d, \u201csexualmente insatisfeitas\u201d, \u201cobcecadas sexualmente\u201d, incapazes de se comprometer em relacionamentos, o que significa que s\u00e3o frequentemente vistas como uma op\u00e7\u00e3o de parceiro n\u00e3o confi\u00e1vel e inst\u00e1vel, algu\u00e9m que n\u00e3o sabe exatamente o que quer. Por outro lado, a ideia de que a bissexualidade \u00e9 apenas uma \u201cfase\u201d e que n\u00e3o existe enquanto identidade (Zinik, 1985) encontra-se associada \u00e0 experi\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o bissexual. Em simult\u00e2neo esta popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m experimenta invisibiliza\u00e7\u00e3o e apagamento que os ativistas bissexuais percebem como falta de legitima\u00e7\u00e3o e reconhecimento e que impede o exerc\u00edcio de uma cidadania \u00edntima plena.<\/p>\n<p>Podemos ent\u00e3o, utilizar o termo bifobia (Ochs, 1996) ou bi-negatividade como outros autores preferem apelidar, quando nos referimos ao conjunto de atitudes, comportamentos e estruturas negativas relativamente a pessoas bissexuais (Monro, 2015). <em>E<\/em>nquanto fen\u00f3meno estrutural de opress\u00e3o, a bifobia tem recebido menos aten\u00e7\u00e3o do que a homofobia (termo regularmente usado de forma abrangente para denominar e capturar todas as formas de preconceito social contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQ), apesar de n\u00e3o conseguir captar de forma adequada as express\u00f5es em que a discrimina\u00e7\u00e3o social \u00e9 experimentada pelas pessoas bissexuais, uma vez que diferem daquilo que \u00e9 experimentado pela popula\u00e7\u00e3o l\u00e9sbica e gay. As pessoas bissexuais experimentam bifobia e homofobia. Se pensarmos no ambiente hostil que envolve esta popula\u00e7\u00e3o compreenderemos facilmente porque se relata nalgumas ocasi\u00f5es dificuldade em fazer o <em>coming out<\/em> como bissexual optando por manter a sua identidade sexual escondida por medo do estigma e da marginaliza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Em resumo, na maioria das sociedades, a diversidade de g\u00e9nero n\u00e3o \u00e9 tolerada e as estruturas sociais perpetuam o apagamento da fluidez de g\u00e9nero e das identidades n\u00e3o masculinas\/femininas (Monro, 2005), mas se pensarmos na realidade das pessoas que se definem como bissexuais e na bissexualidade enquanto identidade leg\u00edtima e permanente, torna-se essencial e urgente destapar as experi\u00eancias de estigma e de marginaliza\u00e7\u00e3o social desta popula\u00e7\u00e3o, de maneira a que a qualidade de vida e bem-estar da mesma esteja assegurada, sendo tarefas de todos\/as que a cidadania \u00edntima plena, assente em visibiliza\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o social, se consiga.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Angelides, S. (2001). <em>A history of [bi]sexuality<\/em>. Chicago, IL: University of Chicago Press.<\/li>\n<li>Barker, M., Bowes-Catton, H., Iantaffi, A., Cassidy, A., &amp; Brewer, L. (2008). British bisexuality: A snapshot of bisexual identities in the UK<em>, Journal of Bisexuality<\/em>, 8 (1&amp;2): 141-162.<\/li>\n<li>Bell, D. and J. Binnie. (2000). <em>The Sexual Citizen: Queer Politics and Beyond<\/em>. Oxford: Polity.<\/li>\n<li>Carrington, C. (1999). <em>No place like home. Relationships and family life among lesbians and gay men<\/em>. London, UK: University of Chicago Press.<\/li>\n<li>DeCecco, J. (Ed.). (1988). <em>Gay relationships<\/em>. London, UK: Harrington Park Press.<\/li>\n<li>Donovan Heaphy &amp; Weeks (2001). <em>Same Sex Intimacies: Families of Choice and Other Life Experiments.<\/em> London: Routledge.<\/li>\n<li>Firestein, B. (1996). <em>Bisexuality: The psychology and politics of an invisible minority<\/em>. London: Sage Publications Ltd.<\/li>\n<li>Giddens, A. (1992). <em>The transformation of intimacy<\/em>. Cambridge: Polity Press.<\/li>\n<li>Hemmings, C. (2002). <em>Bisexual spaces: a geography of gender and sexuality<\/em>. London: Routledge.<\/li>\n<li>Klesse, C. (2011). Shady characters, untrustworthy partners, and promiscuous sluts: Creating bisexual intimacies in the face of heteronormativity and biphobia. <em>Journal of Bisexuality<\/em> (11), pp. 227-244. doi: 10.1080\/15299716.2011.571987.<\/li>\n<li>Monro, S. (2005). <em>Gender Politics.<\/em> London: Pluto Press.<\/li>\n<li>Monro, S. (2015). <em>Bisexuality: Identities, Politics, and Theories. <\/em>Basingstoke: Palgrave Macmillan.<\/li>\n<li>Ochs, R. (1996). Biphobia. In B. A. Firestein (Ed.) Bisexuality: The psychology and politics of an invisible minority (pp. 217-139). London: Sage.<\/li>\n<li>Phelan, S. (2001). <em>Sexual Strangers: Gays, Lesbians, And Dilemmas of Citizenship<\/em>. Philadelphia: Temple University Press.<\/li>\n<li>Richardson, D. (1998). Sexuality and Citizenship. <em>Sociology<\/em> 32(1): 83-100; doi: 10.1177\/0038038598032001006.<\/li>\n<li>Rust, P.C. (2000). <em>Bisexuality in the United States: A Social Sciences Reader<\/em>. New York: Columbia University Press.<\/li>\n<li>Storr, M. (Ed.) (1999). <em>Bisexuality: A critical reader<\/em>. London: Routledge.<\/li>\n<li>Weeks, J., Donovan, C., &amp; Heaphy, B. (1996). <em>Families of choice: Patterns of non- heterosexual relationships. A literature review <\/em>(Social Science Research Papers No. 2). London, UK: Southbank University, School of Education and Social Science.<\/li>\n<li>Zinik, G. A. (1985). Identity conflict or adaptive flexibility? Bisexuality reconsidered. <em>Journal of Homosexuality<\/em>, 11(1\/2): 7\u201319.<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] Uma reflex\u00e3o de\u2026 Mafalda Esteves, doutoranda em Psicologia no ISCTE-IUL (Projeto de investiga\u00e7\u00e3o: &#8220;Sexualidades invis\u00edveis: Cidadania Intima e bem-estar psicossocial na Bissexualidade&#8221;). &nbsp; Percurso\u00a0 Gestora de projeto no &#8220;INTIMATE \u2014 Citizenship, Care and Choice: The Micropolitics of Intimacy in Southern Europe&#8221;, no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra. 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