{"id":8489,"date":"2018-10-01T09:21:04","date_gmt":"2018-10-01T09:21:04","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=8489"},"modified":"2019-03-25T16:12:33","modified_gmt":"2019-03-25T16:12:33","slug":"8489","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2018\/10\/01\/8489\/","title":{"rendered":"\u2018Not only for myself\u2019 \u2013 identidade(s) e direitos LGBTI"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Eduarda-Ferreira.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-8493\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Eduarda-Ferreira-290x300.png\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Uma reflex\u00e3o de\u2026<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.eferreira.net\">Eduarda Ferreira<\/a>, Investigadora do CICS.NOVA (Centro Interdisciplinar de Ci\u00eancias Sociais, na FCSH \/ NOVA). Os seus interesses de investiga\u00e7\u00e3o s\u00e3o o g\u00e9nero e sexualidades, a web geoespacial, as TIC na educa\u00e7\u00e3o, a inclus\u00e3o digital e igualdade de g\u00e9nero.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Percurso\u00a0 <\/strong><br \/>\nLicenciada em Psicologia Educacional, mestre em Sistemas de Gest\u00e3o de e-Learning e doutorada em Geografia Social e Cultural. Desenvolve uma investiga\u00e7\u00e3o de p\u00f3s-doc sobre &#8220;Gender@ICT: gaps, co-production and equity&#8221;. \u00c9 membro fundador da Rede de Estudos de Geografia, G\u00e9nero e Sexualidade Ibero Latino-Americana (REGGSILA).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n1 de Outubro de 2018<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]Mulher, l\u00e9sbica, psic\u00f3loga educacional, investigadora, nascida em \u00c1frica de pais nascidos em \u00c1frica, ativista dos direitos LGBTI, branca, com emprego est\u00e1vel, casada, feminista, mais de 50 anos de idade, residente no litoral, com muitos momentos em que me senti e sinto feliz, por vezes desiludida e sem \u00e2nimo, mas com tend\u00eancia para o otimismo, e muito mais poderia dizer sobre mim.<\/p>\n<p>Vou falar essencialmente de direitos LGBTI, \u00e1rea onde tenho desenvolvido ativismo. E n\u00e3o s\u00f3 ativismo, tamb\u00e9m investiga\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da visibilidade de sexualidades n\u00e3o normativas nos espa\u00e7os p\u00fablicos. A aus\u00eancia de visibilidade de express\u00f5es p\u00fablicas de afeto ainda \u00e9 uma realidade dominante, trabalho numa escola com adolescentes onde abra\u00e7os, beijos e car\u00edcias fazem parte do meu quotidiano, mas quase nunca s\u00e3o entre pessoas do mesmo sexo. Quando aparecem cenas de casais do mesmo sexo na TV ainda \u00e9 not\u00edcia\u2026 j\u00e1 aparecem, mas ainda \u00e9 um facto que merece destaque e ser mencionado. Ainda n\u00e3o alcan\u00e7amos o direito \u00e0 indiferen\u00e7a.<\/p>\n<p>No ativismo tenho a experi\u00eancia do Clube Safo, fiz parte da dire\u00e7\u00e3o durante muitos anos e fui ac\u00e9rrima defensora da mudan\u00e7a de designa\u00e7\u00e3o: de \u2018associa\u00e7\u00e3o de l\u00e9sbicas\u2019 para \u2018associa\u00e7\u00e3o de defesa dos direitos das l\u00e9sbicas\u2019. Pode parecer um pormenor, mas n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p>O que \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o de l\u00e9sbicas? O que \u00e9 uma l\u00e9sbica? Algu\u00e9m que se auto define como l\u00e9sbica. Sei que, por exemplo, algumas das mulheres que faziam parte da associa\u00e7\u00e3o questionavam se mulheres trans tamb\u00e9m poderiam ser l\u00e9sbicas e fazer parte da associa\u00e7\u00e3o. Este n\u00e3o era um entendimento maiorit\u00e1rio, mas evidencia como num mesmo grupo que se une por raz\u00f5es identit\u00e1rias podem existir importantes diferen\u00e7as de opini\u00e3o. Ser\u00e1 que o facto de um grupo ser constitu\u00eddo por mulheres em que todas se autoidentificam como l\u00e9sbicas significa que partilham a mesma vis\u00e3o do mundo? Ou mesmo que t\u00eam experi\u00eancias de discrimina\u00e7\u00e3o semelhantes? Uma l\u00e9sbica de 50 e tal anos e uma l\u00e9sbica de 20 e pouco t\u00eam as mesmas experi\u00eancias de discrimina\u00e7\u00e3o? Uma l\u00e9sbica com emprego est\u00e1vel e uma l\u00e9sbica com emprego prec\u00e1rio? Uma l\u00e9sbica que se identifica com ideais de esquerda na pol\u00edtica e outra mais pr\u00f3xima da direita?<\/p>\n<p>Pela minha experi\u00eancia, embora o Clube Safo fosse constitu\u00eddo por mulheres que se auto identificavam como l\u00e9sbicas, n\u00e3o tinham todas a mesma conce\u00e7\u00e3o dos direitos que queriam ver garantidos. Para algumas a invisibilidade era um espa\u00e7o de conforto e a luta social e pol\u00edtica algo desconfort\u00e1vel. O seu objetivo na associa\u00e7\u00e3o era procurar espa\u00e7os de conv\u00edvio de l\u00e9sbicas e n\u00e3o a interven\u00e7\u00e3o social ou pol\u00edtica. Quem pode defender os direitos das l\u00e9sbicas? S\u00f3 as l\u00e9sbicas? S\u00f3 mulheres? Mulheres heterossexuais n\u00e3o o podem fazer? Nem os homens? O facto de uma mulher se auto identificar como l\u00e9sbica transforma-a automaticamente numa defensora dos direitos das l\u00e9sbicas? E de que direitos estamos a falar? Todas querem o mesmo? Todas t\u00eam o mesmo entendimento da sociedade em que querem viver?<\/p>\n<p>Em 2008 o Clube safo deixou de ter atividade social e pol\u00edtica tendo desaparecido do panorama das associa\u00e7\u00f5es LGBTI. Podemos refletir no facto de grupos de defesa de direitos de l\u00e9sbicas em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo terem dificuldade em manter uma interven\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica relevante. E ser\u00e1 que, por exemplo, todas as mulheres se identificam com as reivindica\u00e7\u00f5es de associa\u00e7\u00f5es de mulheres? At\u00e9 existem associa\u00e7\u00f5es de mulheres que defendem abordagens diferentes a muitas das \u00e1reas das nossas vidas, por exemplo, um caso recente \u00e9 o relacionado com o trabalho sexual. Temos associa\u00e7\u00f5es de mulheres a defenderem posi\u00e7\u00f5es opostas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o facto de pertencermos a uma determinada categoria identit\u00e1ria que nos faz imediatamente semelhante nas caracter\u00edsticas e objetivos a outras pessoas da mesma categoria. Isto porque n\u00e3o faz sentido que uma s\u00f3 \u00fanica dimens\u00e3o da nossa identidade seja a dominante em qualquer momento e contexto. As identidades s\u00e3o flu\u00eddas e dependentes dos contextos e alturas da vida, n\u00e3o s\u00e3o algo imut\u00e1vel e fixo. Os v\u00e1rios aspetos das nossas identidades t\u00eam import\u00e2ncia relativa em fun\u00e7\u00e3o do local onde estamos, de quem estamos rodeadas, o que queremos atingir, etc. N\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico aspeto que \u00e9 sempre o mais determinante, e mais importante, n\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico aspeto que seja independente de todos os outros. Por exemplo, no meu caso ser mulher e l\u00e9sbica, n\u00e3o est\u00e1 nunca desligado de outros aspetos como ter 56 anos, emprego est\u00e1vel, ser de esquerda e feminista, etc.<\/p>\n<p>E por isso se fala e se reconhece a import\u00e2ncia da intersecionalidade. O reconhecimento da intersecionalidade permite nomear, dar voz e visibilidade a novas configura\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias. T\u00eam surgido novos coletivos e discursos, outras reivindica\u00e7\u00f5es. Esta diversidade de configura\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias poss\u00edveis aproxima a luta da realidade. Se falarmos das quest\u00f5es LGBTI, \u00e1rea que conhe\u00e7o melhor, temos mais diversidade do que existia quando se falava s\u00f3 das lutas LGBT, temos intersexo, e muito mais categorias, assexuais, pansexuais, n\u00e3o bin\u00e1rios, poliamorosos,\u2026 estamos mais pr\u00f3ximas da realidade que existe, rompendo as caixinhas das categorias identit\u00e1rias estanques e mutuamente exclusivas.<\/p>\n<p>E todas estas configura\u00e7\u00f5es se cruzam e multiplicam noutras configura\u00e7\u00f5es; no limite podemos chegar a tantas configura\u00e7\u00f5es quantas pessoas, i.e., cada pessoa constitui uma configura\u00e7\u00e3o \u00fanica em que s\u00f3 se cruza com outras configura\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias em algumas caracter\u00edsticas ou em alguns momentos, sendo praticamente imposs\u00edvel uma identidade coletiva homog\u00e9nea. \u00c9 importante dar voz e visibilidade a toda a diversidade, mas como ter uma luta comum?<\/p>\n<p>Entre uma categoria identit\u00e1ria dominante irrealisticamente homog\u00e9nea e a dispers\u00e3o de configura\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias t\u00e3o diversas quanto as pessoas que existem, como organizar a luta por direitos? Se n\u00e3o existe homogeneidade nas categorias identit\u00e1rias? Se as identidades s\u00e3o complexas, variadas, flu\u00eddas e intersecionais? Se o focar na diversidade e nas m\u00faltiplas configura\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias limita a possibilidade de uma identidade coletiva? Como organizar a luta por direitos?<\/p>\n<p>Um caminho poss\u00edvel \u00e9 focar n\u00e3o nas identidades, mas nos direitos que queremos ver reconhecidos. Debater, discutir e negociar que direitos queremos. Promover a reflex\u00e3o. O que nos une? O que nos separa? Estabelecer alian\u00e7as com quem se identifica com determinadas lutas. Estas alian\u00e7as ser\u00e3o sempre enquadradas em determinado contexto, em determinada \u00e9poca. Teremos de passar do discurso \u2018eu sou\u2019 para um discurso \u2018eu quero\u2019, e esta mudan\u00e7a implica reflex\u00e3o, discuss\u00e3o, pensamento cr\u00edtico. Que tipo de sociedade eu quero ajudar a criar? Que direitos devem ser garantidos a todas as pessoas? Como poderemos promover mais igualdade e justi\u00e7a social? Como entendo a igualdade e justi\u00e7a social?<\/p>\n<p>Um exemplo das lutas LGBTI da import\u00e2ncia de nos unirmos por objetivos e n\u00e3o por categorias identit\u00e1rias \u00e9 o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nem todas as pessoas que se auto identificam como LGBTI se reconhecem na luta pelo direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Muitas pessoas consideram que \u00e9 o prolongar de um modelo patriarcal, outras consideram que \u00e9 um patamar importante para a igualdade.<\/p>\n<p>N\u00e3o existem s\u00f3 respostas certas ou erradas, existem m\u00faltiplas possibilidades. At\u00e9 existe a possibilidade de mudarmos de opini\u00e3o.<\/p>\n<p>O que nos deve unir s\u00e3o objetivos, causas, a\u00e7\u00e3o coletiva e n\u00e3o apenas algumas caracter\u00edsticas. \u00c9 importante assumir uma perspetiva situada, a nossa pr\u00f3pria posicionalidade, mas o mais importante \u00e9 envolvermo-nos nos debates, questionarmos, duvidarmos, construirmos, lutarmos, n\u00e3o s\u00f3 por n\u00f3s pr\u00f3prias, mas por todas e todos que sofrem de discrimina\u00e7\u00e3o que n\u00e3o t\u00eam igualdade de oportunidades. Por isso escolhi o t\u00edtulo <strong>\u2018Not only for myself\u2019 <\/strong>inspirado no livro de Martha Minow (1997). (1)<\/p>\n<p>Definir objetivos, fazer alian\u00e7as. Promover a mudan\u00e7a. Mudar de \u2018eu sou\u2019 para o que \u2018n\u00f3s queremos\u2019. A minha luta n\u00e3o tem de ser s\u00f3 sobre o que me diz diretamente respeito. N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as pessoas que se sentem discriminadas pela cor da pele que podem lutar contra o racismo, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as mulheres que podem lutar pela igualdade de direitos entre mulheres e homens, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as pessoas que se autoidentificam como LGBTI que podem lutar pelos direitos LGBTI. Por exemplo, por ser l\u00e9sbica n\u00e3o sou automaticamente uma maior e melhor defensora dos direitos das l\u00e9sbicas. Qualquer pessoa, mulher ou homem, heterossexual ou homossexual, bissexual, transg\u00e9nero, pode envolver-se na luta pelos direitos das l\u00e9sbicas. E isso n\u00e3o \u00e9 retirar voz e espa\u00e7o de interven\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres l\u00e9sbicas, \u00e9 alargar a sua base de apoio. \u00c9 preciso ter em considera\u00e7\u00e3o a experi\u00eancia na primeira pessoa de mulheres l\u00e9sbicas nesta luta, mas tamb\u00e9m \u00e9 igualmente importante refletir sobre que direitos queremos, e como lutar para os alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p>A luta por direitos iguais deve ser feita \u2018Not only for myself\u2019 mas com sentido de cidadania e participa\u00e7\u00e3o na vida social e pol\u00edtica de todas e todos. N\u00e3o porque somos iguais ou nos reconhecemos como iguais, mas porque queremos ser iguais em direitos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(1) Minow, Martha (1997). <em>Not only for myself: Identity, Politics, and the Law<\/em>. New York: The New Press.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] Uma reflex\u00e3o de\u2026 Eduarda Ferreira, Investigadora do CICS.NOVA (Centro Interdisciplinar de Ci\u00eancias Sociais, na FCSH \/ NOVA). 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