{"id":8639,"date":"2018-11-30T10:52:00","date_gmt":"2018-11-30T10:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=8639"},"modified":"2019-03-25T15:57:11","modified_gmt":"2019-03-25T15:57:11","slug":"abstraindo-2-perspetivas-de-pessoas-portuguesas-com-incapacidades-fisicas-sobre-a-sua-saude-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2018\/11\/30\/abstraindo-2-perspetivas-de-pessoas-portuguesas-com-incapacidades-fisicas-sobre-a-sua-saude-sexual\/","title":{"rendered":"Abstraindo #2 &#8211; Perspetivas de portuguesas\/es com incapacidades f\u00edsicas sobre a sua sa\u00fade sexual"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<strong><em>Abstraindo <\/em><\/strong>\u00e9 uma rubrica que apresenta de forma resumida a investiga\u00e7\u00e3o em sexologia que se faz em Portugal.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Foto.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8645\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Foto.png\" alt=\"\" width=\"195\" height=\"222\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Raquel Pereira <\/strong>\u00e9 Psic\u00f3loga Cl\u00ednica e Investigadora do Grupo de Investiga\u00e7\u00e3o em Sexualidade Humana (SexLab) do Centro de Psicologia da Universidade do Porto. Em 2015, ganhou uma bolsa da Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e Tecnologia (SFRH\/BD\/112168\/2015) e iniciou o doutoramento na tem\u00e1tica da sexualidade e incapacidade f\u00edsica, sob orienta\u00e7\u00e3o do Prof. Doutor Pedro Teixeira (Universidade do Minho) e do Prof. Doutor Pedro Nobre. Em 2014, concluiu o Mestrado em Psicologia Cl\u00ednica e da Sa\u00fade na Faculdade de Psicologia e de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade do Porto.[\/vc_column_text][vc_column_text]<strong>Refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Pereira, Raquel, Teixeira, P.M. &amp; Nobre, P. J. (2018). Perspectives of Portuguese People with Physical Disabilities regarding their Sexual Health: A Focus Group Study. <em>Sexuality &amp; Disability, 36<\/em>(4), 389-406. doi: 10.1007\/s11195-018-9538-8 (IF: 0.908; Q2; Indexed in: ISI an Scopus)[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p><strong>Data:<\/strong> 30 de novembro de 2018<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]Este \u00e9 o t\u00edtulo do <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s11195-018-9538-8?fbclid=IwAR2sDtFN1iJl-3gsnL_Y4pXgrLPFVfezJzrcJt0KIcCurYTbPbcc-rqPR_U\">artigo cient\u00edfico<\/a> publicado recentemente na revista <em>Sexuality &amp; Disability <\/em>(Pereira, Teixeira, &amp; Nobre, 2018) onde est\u00e3o reportados dados recentes sobre a sa\u00fade sexual de pessoas com incapacidades f\u00edsicas. O estudo, conduzido em Portugal, foi desenvolvido com o objetivo de conhecer e compreender as opini\u00f5es, atitudes, e cren\u00e7as de pessoas com incapacidade f\u00edsica sobre as suas necessidades sexuais e as quest\u00f5es que afetam a sua sa\u00fade sexual. Trata-se de um primeiro estudo explorat\u00f3rio do meu projeto de doutoramento acerca da sa\u00fade sexual de pessoas com incapacidade f\u00edsica, que se encontra a ser desenvolvido at\u00e9 setembro de 2019.<\/p>\n<p>Este estudo, que se regeu por uma metodologia qualitativa, com recurso a Grupos Focais<em>, <\/em>contou com a participa\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria de 26 pessoas com incapacidade f\u00edsica (17 homens e 9 mulheres). Os participantes (com idades entre os 18 e os 51 anos) tinham condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade diversificadas (e.g. les\u00e3o vertebro-medular, esclerose m\u00faltipla, amputa\u00e7\u00e3o, etc.), uma vez que n\u00e3o nos interessava particularmente os aspetos espec\u00edficos de uma determinada patologia, mas sim os aspetos biopsicossociais comuns a todas estas condi\u00e7\u00f5es incapacitantes e estigmatizantes, nomeadamente no que diz respeito \u00e0 sexualidade. Assim, ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de 4 grupos focais, foi atingida a satura\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e procedeu-se \u00e0 an\u00e1lise final dos dados, atrav\u00e9s de an\u00e1lise de conte\u00fado. No artigo, poder\u00e3o ser encontrados excertos das entrevistas aos participantes, mas, de um modo geral, os resultados agruparam-se em 3 categorias: (a) significados e cren\u00e7as sobre a sexualidade; (b) experi\u00eancias de sexualidade; (c) mudan\u00e7as necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Antes de mais, estas entrevistas de grupo ajudam \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o das pessoas com incapacidade f\u00edsica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua sexualidade e intimidade, tidos direitos fundamentais a uma vida independente. No entanto, a partilha de experi\u00eancias revelou um conjunto de fatores (e.g. a baixa autoestima, o isolamento, depend\u00eancia e falta de privacidade, a falta de acessibilidades e de apoio econ\u00f3mico) que limitam a viv\u00eancia plena da sexualidade destas pessoas. Deste modo, os participantes deixaram algumas sugest\u00f5es para melhorar os cuidados e servi\u00e7os disponibilizados no \u00e2mbito da sua sa\u00fade sexual. Destacam-se o maior acesso a informa\u00e7\u00e3o especializada sobre o impacto da sua condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade na resposta sexual, bem como a necessidade de forma\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade nesta \u00e1rea. Os dados encontrados neste estudo s\u00e3o, em boa parte, bastante semelhantes a outros encontrados em estudos anteriores. Por\u00e9m, estes tamb\u00e9m refletem particularidades sociais e hist\u00f3ricas do contexto portugu\u00eas, que levam ao adiamento das discuss\u00f5es p\u00fablicas sobre o tema sexualidade e incapacita\u00e7\u00e3o at\u00e9 mais recentemente, e sob uma prevalente perspetiva heteronormativa.<\/p>\n<p>Apesar das suas limita\u00e7\u00f5es, que poder\u00e3o comprometer a generaliza\u00e7\u00e3o dos resultados, este estudo contribui para chamar a aten\u00e7\u00e3o de profissionais e investigadores para esta problem\u00e1tica, dando voz \u00e0s pr\u00f3prias pessoas com incapacidade f\u00edsica. Assim, pretendemos que esta investiga\u00e7\u00e3o possa fomentar o conhecimento cient\u00edfico sobre a sa\u00fade sexual das pessoas incapacitadas fisicamente, nomeadamente no que diz respeito aos mecanismos psicossexuais que protegem ou vulnerabilizam ao desenvolvimento de dificuldades sexuais, avan\u00e7ando com implica\u00e7\u00f5es para a pr\u00e1tica cl\u00ednica. Atualmente, e tendo por base este estudo, j\u00e1 se encontram em prepara\u00e7\u00e3o dois novos artigos, com dados recolhidos atrav\u00e9s de question\u00e1rios a pessoas com e sem incapacidades f\u00edsicas. Estes novos estudos pretendem ajudar a responder ao objetivo central do projeto de analisar a influ\u00eancia de diferentes fatores cognitivos e afetivos, como as cren\u00e7as sexuais ou a capacidade para se ser <em>mindful<\/em>, na sa\u00fade sexual das pessoas, muito para al\u00e9m do impacto de uma condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica incapacitante. Todas as novidades poder\u00e3o ser acompanhadas na nossa <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sex.disab\/\">p\u00e1gina \u201cSexualidade e Incapacita\u00e7\u00e3o\u201d<\/a>.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]Abstraindo \u00e9 uma rubrica que apresenta de forma resumida a investiga\u00e7\u00e3o em sexologia que se faz em Portugal. [\/vc_column_text][vc_column_text] Raquel Pereira \u00e9 Psic\u00f3loga Cl\u00ednica e Investigadora do Grupo de Investiga\u00e7\u00e3o em Sexualidade Humana (SexLab) do Centro de Psicologia da Universidade do Porto. 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