{"id":8730,"date":"2018-12-26T17:34:54","date_gmt":"2018-12-26T17:34:54","guid":{"rendered":"http:\/\/spsc.pt\/?p=8730"},"modified":"2019-03-25T15:49:25","modified_gmt":"2019-03-25T15:49:25","slug":"sexualidades-nao-heteronormativas-em-contexto-militar-dont-ask-dont-tell","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/2018\/12\/26\/sexualidades-nao-heteronormativas-em-contexto-militar-dont-ask-dont-tell\/","title":{"rendered":"Uma consulta de medicina sexual em contexto militar"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text]<strong><a href=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ARTUR-PALMAS1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-8733\" src=\"http:\/\/spsc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ARTUR-PALMAS1-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c0 conversa com&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Artur Palmas, m\u00e9dico urologista, diretor do servi\u00e7o de Urologia do Hospital das For\u00e7as Armadas-Polo de Lisboa, e respons\u00e1vel da consulta de Medicina Sexual na mesma institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Percurso&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Licenciado em Medicina pela Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Universidade Nova de Lisboa, fez o 3\u00ba Curso de Especializa\u00e7\u00e3o P\u00f3s-Graduada em Medicina Sexual pela Universidade Lus\u00f3fona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa, e \u00e9 doutorando em Sexualidade Humana, na Universidade do Porto, desde 2018. Integra a Dire\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/www.spandrologia.pt\/\">Sociedade Portuguesa de Andrologia, Medicina Sexual e Reprodu\u00e7\u00e3o<\/a> (SPA), desde 2014.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Entrevista<\/strong><\/p>\n<p>Isabel Freire<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Data<\/strong><\/p>\n<p>28 de dezembro de 2018[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]<strong>Artur Palmas, respons\u00e1vel pela consulta de Medicina Sexual no Hospital das For\u00e7as Armadas (em Lisboa), considera que existe no contexto militar portugu\u00eas uma aceita\u00e7\u00e3o generalizada de viv\u00eancias n\u00e3o-heteronornativas, mas que na <\/strong><strong>pr\u00e1tica o tema n\u00e3o \u00e9 ainda abertamente abordado.<\/strong><strong> Pelo seu consult\u00f3rio passam quase exclusivamente homens. As mulheres preferem expor as suas problem\u00e1ticas na ginecologia e psicologia cl\u00ednica. Nesta institui\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, Palmas dirige tamb\u00e9m o servi\u00e7o de urologia. A sexualidade \u00e9 por norma uma preocupa\u00e7\u00e3o <\/strong><strong>de peso, constante ao longo de todo o processo de tratamento do cancro da pr\u00f3stata. Quando h\u00e1 necessidade de terap\u00eautica de priva\u00e7\u00e3o hormonal, o doente passa por transforma\u00e7\u00f5es corporais: aumento do volume mam\u00e1rio, perda da pilosidade, altera\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o da gordura corporal e perda da massa muscular. Alguns aceitam estas altera\u00e7\u00f5es. Outros \u2013 a maioria \u2013 vivem o processo com muita ang\u00fastia e sofrimento. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Sociedade Portuguesa de Sexologia Cl\u00ednica \u2013 Que problem\u00e1ticas julga que precisamos falar mais, no que respeita \u00e0 sa\u00fade sexual dos homens?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Artur Palmas \u2013<\/strong> Muito foi feito em termos de divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o, e em termos de conhecimento por parte dos doentes. O n\u00edvel de conhecimento das patologias e suas causas, apresenta hoje um n\u00edvel bastante superior, se compararmos com a situa\u00e7\u00e3o h\u00e1 dez anos. Apesar de muito se falar (e saber) sobre disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til e ejacula\u00e7\u00e3o precoce, existem problem\u00e1ticas um pouco negligenciadas. Creio que na pr\u00f3xima d\u00e9cada, a agenda ser\u00e1 dominada pelas quest\u00f5es associadas ao orgasmo, \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do prazer. Em parte, devido ao stress, \u00e0 vida cada vez mais preenchida e ocupada, com m\u00faltiplos est\u00edmulos, que nos afastam do essencial, e do nosso foco sensorial. Neste momento, nas consultas de Medicina Sexual, tenho um n\u00famero crescente de pacientes com queixas associadas ao orgasmo. Outra problem\u00e1tica emergente ser\u00e1 o \u201caborrecimento sexual\u201d nesta gera\u00e7\u00e3o de <em>millennials<\/em>, super estimulada, e com uma procura constante de novidade.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 A sexualidade \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o de peso para pacientes com cancro da pr\u00f3stata? Em que momento surgem, com que facilidade\/dificuldade s\u00e3o expressas, e que receios envolvem?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AP \u2013<\/strong> Nos doentes com cancro da pr\u00f3stata, as preocupa\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 sexualidade est\u00e3o presentes ao longo de todo o processo. Surgem inicialmente, ap\u00f3s o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a, quando discutimos as diferentes op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas. Posso afirmar, claramente, que t\u00eam o mesmo peso que as quest\u00f5es relacionadas com o melhor controlo oncol\u00f3gico, e sobrevida livre de doen\u00e7a. Num segundo momento, ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, quando o controlo oncol\u00f3gico se apresenta garantido e o peso do cancro como que desaparece, os doentes voltam a focar-se novamente na quest\u00e3o da sua qualidade de vida, e da sua sexualidade, enquanto elemento desta.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013<\/strong> <strong>Que transforma\u00e7\u00f5es do corpo s\u00e3o recorrentes na sequ\u00eancia de uma terap\u00eautica hormonal (bloqueio da produ\u00e7\u00e3o de testosterona) em pacientes com cancro da pr\u00f3stata?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AP \u2013<\/strong> A terap\u00eautica de priva\u00e7\u00e3o hormonal \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica em doentes com cancro da pr\u00f3stata metastizado ou ap\u00f3s reaparecimento da doen\u00e7a oncol\u00f3gica em doentes j\u00e1 submetidos a tratamento potencialmente curativo (prostatectomia radical, radioterapia). Basicamente consiste na administra\u00e7\u00e3o semestral (atrav\u00e9s de inje\u00e7\u00e3o) de um tratamento que vai bloquear a produ\u00e7\u00e3o de testosterona, e desta forma provocar uma apoptose das c\u00e9lulas oncol\u00f3gicas da pr\u00f3stata. O cancro da pr\u00f3stata \u00e9 sens\u00edvel aos n\u00edveis de testosterona produzida nos test\u00edculos. Atrav\u00e9s do seu bloqueio vamos controlar a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Obviamente, este tratamento apresenta grandes efeitos secund\u00e1rios. Provavelmente, \u00e9 a terap\u00eautica que maior impacto vai apresentar sobre a qualidade de vida global. O doente passa por uma perda dos sinais externos de masculinidade, associada a uma feminiza\u00e7\u00e3o do corpo do homem. Ocorre um aumento do volume mam\u00e1rio, uma perda da pilosidade, uma altera\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o da gordura corporal, uma perda da massa muscular. A quebra dos n\u00edveis de testosterona resulta numa aus\u00eancia de desejo sexual, com a consequente disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9ctil e ejaculat\u00f3ria. Ou seja, todos os campos da esfera sexual do homem v\u00e3o ser afetados.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Como s\u00e3o genericamente encaradas\/vividas estas mudan\u00e7as? <\/strong><\/p>\n<p><strong>AP \u2013<\/strong> Existe um grande espectro na forma como estas altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o vividas. H\u00e1 doentes que aceitam estas altera\u00e7\u00f5es como algo inevit\u00e1vel, a fim de permitir um controlo oncol\u00f3gico. Certos doentes adaptam-se de uma forma positiva a esta nova forma de viver a sua sexualidade. Mas outros \u2013 claramente a maioria \u2013 vivem este processo com uma grande ang\u00fastia e sofrimento.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Dirige o Servi\u00e7o de Urologia do Hospital das For\u00e7as Armadas. Para as pessoas que fazem parte deste contexto profissional, as transforma\u00e7\u00f5es do corpo na sequ\u00eancia da terap\u00eautica hormonal s\u00e3o vividas com maior press\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AP \u2013<\/strong> Por norma, a necessidade da utiliza\u00e7\u00e3o desta terap\u00eautica ocorre em doentes acima dos 75 anos, que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o no ativo. No entanto, estes doentes fazem parte de uma gera\u00e7\u00e3o, onde as cren\u00e7as da masculinidade eram mais acentuadas, e provavelmente o facto de serem oriundos de um meio militar, acentua ainda mais estas cren\u00e7as, o que vai resultar numa maior ang\u00fastia e sofrimento.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013<\/strong> <strong>A homossexualidade foi durante muito tempo \u2018tabuizada\u2019, discriminada e banida do contexto militar. As viv\u00eancias n\u00e3o-heteronormativas da sexualidade surgem na consulta de Medicina Sexual que dirige no Hospital das For\u00e7as Armadas? Como lhe parece que s\u00e3o hoje vividas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AP \u2013<\/strong> Apenas recentemente, nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, durante a administra\u00e7\u00e3o Obama, foi aceite de forma expl\u00edcita a exist\u00eancia no meio militar de viv\u00eancias n\u00e3o-heteronormativas da sexualidade. Antes disso, vigorava a pr\u00e1tica da pol\u00edtica <em>don\u2019t ask, don\u2019t tell<\/em>, isto \u00e9, n\u00e3o se exclu\u00edam estas pessoas, mas elas tamb\u00e9m n\u00e3o podiam exprimir abertamente a sua sexualidade. No contexto portugu\u00eas, penso que \u00e9 o que se passa atualmente. Existem militares que todos sabemos terem uma viv\u00eancia n\u00e3o-heteronormativa, alguns legalmente casados com pessoas do mesmo sexo, desde a aprova\u00e7\u00e3o da lei [9\/2010, de 31 de Maio]. Na verdade n\u00e3o s\u00e3o discriminados. Existe uma aceita\u00e7\u00e3o generalizada, mas na pr\u00e1tica o tema n\u00e3o \u00e9 abertamente abordado.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013<\/strong> <strong>Homens e mulheres procuram a sua consulta de Medicina Sexual no Hospital das For\u00e7as Armadas, de forma equilibrada? Que problem\u00e1ticas trazem mais recorrentemente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AP \u2013<\/strong> Em teoria, esta consulta destina-se a homens e mulheres. Na pr\u00e1tica \u00e9 quase exclusivamente procurada por homens. Penso que as mulheres com problem\u00e1ticas associadas \u00e0 sua sexualidade procuram ajuda essencialmente na consulta de Ginecologia ou na consulta de Psicologia Cl\u00ednica. Em termos de problem\u00e1ticas, s\u00e3o casos de disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9ctil (cerca de 70 por cento), o que penso ser transversal a outras consultas de Medicina Sexual, desenvolvidas por outros Servi\u00e7os de Urologia.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Integra a Dire\u00e7\u00e3o da Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA) e recentemente esteve envolvido na defini\u00e7\u00e3o de linhas de orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica relativamente ao HPV nos homens. Que quest\u00f5es se colocavam a este grupo de trabalho?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AP \u2013<\/strong> Na origem da cria\u00e7\u00e3o deste grupo de trabalho, esteve a no\u00e7\u00e3o partilhada por v\u00e1rios elementos da SPA, da exist\u00eancia de uma grande variabilidade na forma como abordamos os homens com <em>papillomav\u00edrus<\/em>. A n\u00e3o exist\u00eancia de linhas orientadoras leva a que cada m\u00e9dico proceda de acordo com os seus crit\u00e9rios individuais. Existe um n\u00famero muito grande de homens, cuja parceira foi diagnosticada com HPV, e que \u00e9 referenciado para avalia\u00e7\u00e3o em consulta de urologia. Pareceu-nos de import\u00e2ncia extrema a cria\u00e7\u00e3o de consensos orientadores, na forma como abordamos estes doentes. Foram criados grupos de trabalho: Diagn\u00f3stico; Tratamento; Preven\u00e7\u00e3o e Tratamento. Foi um processo que demorou aproximadamente 2 anos. Depois da cria\u00e7\u00e3o dos grupos de trabalho, cada grupo convidou elementos de diferentes \u00e1reas da medicina (Ginecologia, Infecciologia, Dermatologia, Anatomia-Patol\u00f3gica, Urologia, etc.), que elaboraram um documento que foi disponibilizado para consulta p\u00fablica no site da SPA, a fim de recolher cr\u00edticas e opini\u00f5es. Este processo terminou no dia 8 de Dezembro. Ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o das cr\u00edticas feitas, elaborou-se o <a href=\"http:\/\/www.spandrologia.pt\/?news=195\">documento final dos Consensos em HPV masculino.<\/a><\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Quais os principais riscos do HPV para a sa\u00fade do homem?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AP \u2013<\/strong> O v\u00edrus do papiloma humano \u00e9 um v\u00edrus de transmiss\u00e3o sexual, com que aproximadamente 70% da popula\u00e7\u00e3o mundial sexualmente ativa j\u00e1 contactou. Na hist\u00f3ria natural da infec\u00e7\u00e3o, o sistema imunit\u00e1rio do hospedeiro expulsa o v\u00edrus entre 2 a 4 semanas. No entanto, o contacto repetido com o v\u00edrus aumenta a probabilidade de n\u00e3o ser expulso, e de ficar instalado ao n\u00edvel celular cut\u00e2neo. O v\u00edrus pode permanecer inativo por longos per\u00edodos, da\u00ed n\u00e3o ser poss\u00edvel identificar quem o transmitiu. No caso do homem, a principal consequ\u00eancia cl\u00ednica \u00e9 a presen\u00e7a de verrugas genitais, mas sem graves consequ\u00eancias. A import\u00e2ncia do seu tratamento passa, essencialmente, por evitar a transmiss\u00e3o a parceiros sexuais.<\/p>\n<p><strong>SPSC \u2013 Em que contextos sociais \u00e9 fundamental trabalhar na preven\u00e7\u00e3o? E que mensagens \u00e9 preciso passar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AP \u2013<\/strong> A preven\u00e7\u00e3o deve ser trabalhada em toda a popula\u00e7\u00e3o, sendo o m\u00e9todo mais eficaz a vacina\u00e7\u00e3o de homens e mulheres, mesmo que estes j\u00e1 tenham tido contacto com o v\u00edrus. A grande mais valia apresenta-se quando a vacina\u00e7\u00e3o ocorre antes do in\u00edcio da atividade sexual, no entanto, contrariamente ao que foi vinculado noutros tempos, existe sempre vantagem na vacina\u00e7\u00e3o. Outra forma de preven\u00e7\u00e3o, \u00e9 o uso correto do preservativo, a fim de evitar a transmiss\u00e3o.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text] \u00c0 conversa com&#8230; Artur Palmas, m\u00e9dico urologista, diretor do servi\u00e7o de Urologia do Hospital das For\u00e7as Armadas-Polo de Lisboa, e respons\u00e1vel da consulta de Medicina Sexual na mesma institui\u00e7\u00e3o. &nbsp; Percurso&#8230; Licenciado em Medicina pela Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Universidade Nova de Lisboa, fez o 3\u00ba Curso de Especializa\u00e7\u00e3o P\u00f3s-Graduada em Medicina [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":500,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[57,815,36,320,55,56,1],"tags":[141,741,129,305,403,740,742,743,739,131,738],"class_list":["post-8730","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cidadania-da-sexualidade","category-entrevistas","category-noticias","category-outros-estudos-na-area-2","category-noticias-relacionadas","category-saude-sexual","category-variadas","tag-cancro-da-prostata","tag-carreira-militar","tag-disfuncao-erectil","tag-disfuncao-sexual","tag-ejaculacao-precoce","tag-feminilidade","tag-heteronormatividade","tag-hpv","tag-masculinidade","tag-orgasmo","tag-tratamento-homonal"],"featured_image_src":{"landsacpe":false,"list":false,"medium":false,"full":false},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8730","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/500"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8730"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8730\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9172,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8730\/revisions\/9172"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8730"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8730"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/spsc.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8730"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}