Caixa de sugestões #3 – “Um vírus que nos moldou a vida”

Data da Notícia: Fevereiro 1, 2019

Caixa de sugestões #3 – “Um vírus que nos moldou a vida”

O vírus-cinema: cinema queer e VIH/sida

Quando o mundo nos cai em cima – A arte no tempo da sida

As escolhas de…

Maria José Campos (63 anos), médica, especialista em Medicina Interna. Trabalhou nas áreas da emergência médica, tratamento de dependência de drogas e infeção pelo VIH e hepatites virais. Fez parte da direção da associação Abraço até 2004 e coordenou o projeto CheckpointLX, entre 2011 e 2017. Tem uma filha e uma neta adolescente e vive com uma gata.

O vírus-cinema: cinema queer e VIH/sida

Em 2018, um conjunto de textos sobre filmes, lembra-me(nos) como foi todo este percurso de uma epidemia provocada por um vírus que nos moldou a vida. Foi a epidemia do VIH que colocou de forma irrecusável os direitos humanos na história da medicina e transformou a relação médico–doente.

Edição da Associação Cultural Janela Indiscreta (responsável pelo Festival Internacional de Cinema Queer Lisboa) com coordenação de António Fernando Cascais e João Ferreira. Reúne ensaios de médicos, ativistas, investigadores, programadores, críticos de cinema, que escrevem sobre um filme que aborda a temática do VIH/sida: Alexandra Juhasz, António Fernando Cascais, Bruno Maia, Cristian Rodríguez, Daniel Pinheiro, Didier Roth-Bettoni, Franck Finance-Madureira, James Mackay, Jan Le Bris de Kerne, Jean-Sébastien Chauvin, Jerry Tartaglia, João Ferreira, João Lopes, Jorge Mourinha, Maria José Campos, Mathias Klitgård Sørensen, Matthias Müller, Mike Hoolboom, Nuno Galopim, Pedro Marum, Pedro Silvério Marques, Ricardo Vieira Lisboa, Theodore Kerr, Tom Kalin.

Mais informações

Quando o mundo nos cai em cima – A arte no tempo da sida

Compilação de textos para um catálogo de uma exposição de obras de arte, com vista à recolha de fundos para a Associação Abraço, em 1994. A arte no tempo da sida foi muitas vezes o estandarte dos direitos dos doentes, numa altura em que, com frequência, as autoridades ignoravam a epidemia, temiam pronunciar o nome do vírus, falar sobre sexo e assumir a responsabilidade dos seus cargos. Quando o mundo nos cai em cima, os artistas são muitas vezes a exceção e a provocação, para bem da saúde de todos nós.

Edição da Abraço /Margarida Martins, com coordenação de Alexandre Melo. Reúne ensaios de médicos, investigadores, jornalistas, escritores, ativistas, que abordam o impacto cultural da sida, em termos civilizacionais e nas diferentes áreas da criação artística: Alexandre Melo, Augusto M. Seabra, Fernando Magalhães, José Eduardo Agualusa, Luís Maio, Manuel Machado Macedo, Maria José Fazenda, Kamal Mansinho, Tereza Coelho, Vicente Jorge Silva.